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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Telemetria o que é e para que serve

Neste artigo sobre Telemetria o que é e para que serve, será abordada a importância da coleta dos dados e status dos vários componentes que integram seu ambiente, permitindo que você entenda e conheça o que realmente ocorre, quando ocorre, por quantas vezes e, em quais circunstâncias.

O artigo abordará os seguintes aspectos sobre telemetria:

  • O que é
  • Para que serve
  • Onde aplicar
  • Qual a diferença entre telemetria e IoT
  • Resultados esperados com a telemetria

O que é telemetria?

O termo telemetria significa obter dados de uma maneira remota, ou seja, sem estar presente no local onde estes dados estão sendo gerados.

A distância deste local remoto pode ser de alguns metros até milhares de quilômetros.

É importante lembrar que a telemetria vem sendo utilizada por várias décadas e em inúmeros cenários e ambientes.

A telemetria utiliza coletores, também chamados de sensores, para obter status e dados.

Um status representa as duas condições possíveis que um elemento pode assumir, por exemplo, ligado ou desligado, aberto ou fechado.

Um dado é a representação dos valores que um determinado elemento pode assumir, exemplos:

  • Temperatura:
    • do ar,
    • do solo,
    • dos gases de exaustão de um motor,
    • do Data Center,
    • do paciente
  • Umidade:
    • do ar,
    • do solo,da sala de reunião,
    • do Data Center
  • Pressão:
    • da linha de vapor,
    • da linha de ar comprimido,
    • do combustível,
    • do óleo,
    • da água para o sistema contra incêndio,
    • arterial
  • Velocidade:
    • do sistema de ventilação
    • da esteira de transporte
  • Nível de Iluminação, natural ou artificial, incidindo em um ambiente
  • Nível de trepidação ou vibração de um equipamento
  • Contador de elementos passando pela esteira transportadora
  • Contador de pessoas passando por uma catraca
  • Percentual de renovação do ar da sala ou galpão
  • Quantidade de partidas de um motor
  • Tempo de operação de uma máquina
  • Consumo de energia elétrica, combustível ou água
  • Indicador do volume de um gás ou fluido em um reservatório

Ou seja, podemos aplicar telemetria em qualquer ambiente, quer seja industrial, residencial, comercial, agrícola, hospitalar, etc.

Para que serve a telemetria?

Toda vez que necessitamos monitorar e rastrear o estado e a qualidade de algo, precisamos coletar dados e status para sabermos se ocorreu algum desvio importante.

Através desta medição e coleta de dados e status, podemos tomar decisões e entender o comportamento real do que estamos monitorando.

Imagine um paciente em uma Unidade de Terapia Intensiva!

Como o médico poderá avaliar a evolução deste paciente, sem saber o que ocorre ao longo das horas e dos dias?

Algo similar ocorre em uma indústria, onde também precisamos obter dados sobre a produção e o comportamento dos vários equipamentos que compõem o chão de fábrica.

Onde aplicar a telemetria?

Como já vimos, a telemetria é uma coleta remota de dados e status, que pode ser aplicada a inúmeros casos, como:

  • Indústria em geral
  • Medicina
  • Cidades inteligentes
    • mobilidade urbana e semáforos inteligentes
    • iluminação pública
    • segurança pública
  • Prédios e casas inteligentes
  • Agricultura e pecuária
  • Geração e distribuição de energia elétrica
  • Logística e monitoramento de frota e mercadorias
  • Distribuição de água
  • Gasodutos e oleodutos
  • Equipamentos que ficam em locais remotos / de difícil acesso

A telemetria pode ser:

  • um serviço instalado, mantido e consumido internamente ou,
  • contratado de uma empresa especializada na prestação de serviços de medição, ou
  • utilizado por prestadores de serviço, empresas de manutenção, etc.

De posse deste conhecimento e, considerando um ambiente de produção, será possível gerenciar e planejar de forma mais adequada como utilizar melhor seus recursos, permitindo resultados mais positivos para o seu negócio, ao mesmo tempo que pode melhorar o atendimento e o relacionamento com seus clientes.

Quando consideramos o uso da telemetria na medicina, o conhecimento sobre o comportamento do paciente ao longo do tempo, permite ao médico inúmeras possibilidades para aprimorar e adequar o tratamento.

Muitas pessoas já utilizam Smartwatches que podem ser considerados coletores de alguns dados pessoais, como: quantidade de tempo em repouso ou em atividade, batimento cardíaco, pressão arterial, temperatura corporal, etc.

Pode ser que você já utilize telemetria sem perceber!

Qual a diferença entre telemetria e IoT?

Já faz algum tempo que ouvimos falar em Indústria 4.0, na Agricultura 4.0 e IoT e IIoT e a necessidade para adoção de novos padrões e metodologias para aprimorar a produção, diminuir o desperdício e otimizar seus processos de gestão.

De fato, Telemetria e IoT são a mesma coisa do ponto de vista conceitual da coleta de dados e status.

Um dispositivo IoT é comumente composto de um sensor que coleta o status e/ou os dados e opcionalmente de um atuador, que comanda algo, enquanto a Telemetria é normalmente composta por um dispositivo sensor.

Nada impede que exista um atuador junto com a telemetria.

Durante muitos anos um dispositivo de telemetria fazia apenas a coleta e enviava os dados através de um meio de comunicação que normalmente era algum tipo de rádio.

Muitos dispositivos IoT continuam fazendo a mesma coisa, mas a maioria utiliza a Internet como meio de comunicação, embora existam outras formas como, por exemplo, LoRaWan ou 5G.

Alguns dispositivos IoT, assim como os dispositivos usados em telemetria, também podem armazenar os dados para consulta futura e quando configurados desta forma, são denominados de data logger.

Sendo assim, atualmente Telemetria e IoT são formas diferentes para descrever uma coleta remota de dados e status.

Resultados esperados com a telemetria

Como já vimos, a telemetria pode e deve ser aplicada a qualquer perfil de empresa ou negócio.

Através da medição e do conhecimento da operação dos elementos e dispositivos, passamos a entender como realmente as coisas acontecem e, não somente como deveriam acontecer ou, foram projetadas e planejadas.

O uso da telemetria permite uma maior e melhor compreensão da operação dos vários elementos e dispositivos, facilitando o diagnóstico de falhas e até mesmo antecipando manutenções que passam de corretivas a preventivas.

A telemetria também se estende para outras áreas além da indústria e dois exemplos muito comuns atualmente, são a saúde e a logística.

Então, os principais resultados esperados com a implantação da telemetria são:

  • Otimização de gastos
  • Melhorias dos processos de produção e análise de causa raiz
  • Planejamento da manutenção
  • Otimização da produção

Você otimiza seu tempo e não desperdiça o tempo do cliente!

Em qualquer área ou negócio, todos esperamos por soluções e resultados positivos e não apenas desculpas!

Através do uso da telemetria ou IoT, é possível acompanhar o status e as coletas dos dados que serão utilizados para agilizar o diagnóstico e até mesmo prevenir falhas e problemas mais graves.


E você? Como faz a gestão de seu negócio?

Como acompanha a produtividade de seus equipamentos e recursos?


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Como usar um Controlador Lógico Programável

Neste artigo sobre Como usar um Controlador Lógico Programável – CLP, veremos como este dispositivo versátil pode ser empregado em outras funções e locais, além da indústria onde normalmente é encontrado.

Um CLP ( Controlador Lógico Programável ), ou PLC ( Programmable Logic Controller ) é um dispositivo composto por algumas entradas ( sensores ) e algumas saídas ( atuadores ), com a possibilidade de programação que regula o que deve ocorrer com as saídas em função do estado das entradas.

Também é importante lembrar que os dispositivos CLP mais simples contam com entradas e saídas digitais, enquanto alguns modelos mais versáveis possuem entradas e saídas analógicas.

Os dispositivos digitais normalmente são usados como uma lógica SE ISTO ENTÃO AQUILO.

Ou seja, conforme o estado de uma ou mais entradas, uma ou mais saídas serão acionadas.

Existem também, ações que podem ser configuradas nas saídas independente das entradas, como por exemplo, aquelas associadas a um relógio de tempo real ( RTC ) ou por um período de tempo fixo.

Os dispositivos analógicos permitem maior versatilidade porque podem fazer a leitura de sensores que informam com maior precisão o que ocorre em cada uma das entradas e não apenas um estado ligado ou desligado.

Da mesma maneira, as saídas analógicas também permitem um controle gradual dos atuadores e não somente abrir ou fechar uma válvula, ligar ou desligar uma lâmpada, etc.

Como podemos observar, os modelos analógicos acabam utilizando uma programação mais complexa porque necessitam avaliar os vários estados de cada uma das entradas, para tomada de decisão das várias possibilidades de cada saída.

É comum que mesmo um CLP com entradas e saídas analógicas também tenha algumas entradas e saídas digitais.

CLP - PLC - Visão geral
CLP / PLC – Visão geral – Imagem obtida deste link.

Tipos de CLP

Além dos modelos com entradas e saídas digitais e analógicas, existem CLPs com IHM ( Interface Homem Máquina ) acoplada ou conectada de forma remota.

A IHM também é conhecida como HMI ( Human Machine Interface ) ou MMI ( Man Machine Interface ) que são os equivalentes em idioma inglês.

Alguns CLPs podem ser configurados para um trabalho sem qualquer tipo de supervisão e nestes casos a IHM pode não ser necessária e assim, não será instalada.

Contudo, a grande maioria dos CLPs que conhecemos e utilizamos tem algum tipo de IHM tanto para configurações específicas da instalação, como para supervisão de alguns parâmetros de operação.

Existem CLPs com interfaces de comunicação remota que permitem a configuração de parâmetros e a coleta de dados operacionais.

Para estes CLPs com interface de comunicação, normalmente são usados os protocolos Modbus e Profibus e existem casos que utilizam CanBus, além de outros protocolos e formas de comunicação implementadas por determinados fabricantes.

A relação entre CLP e IoT

Em outro artigo, já comentei sobre o uso de um CLP como um dispositivo IoT.

Um dispositivo IoT é composto de um sensor ( entradas digitais ou analógicas ) e / ou de um atuador ( saídas digitais ou analógicas ).

Olhando para a descrição de um CLP podemos observar a grande semelhança entre eles e os dispositivos IoT.

Mesmo quando um CLP só permite comunicação utilizando protocolos e meios de comunicação diferentes de uma Rede Local, ainda assim é possível utilizar um dispositivo agregador ( concentrador ou “bridge” ), permitindo a comunicação entre seu ambiente construído exclusivamente para dispositivos IoT e os CLPs já existentes.

Em alguns cenários também é possível optar pelo uso de um CLP de mercado, ao invés do desenvolvimento “do zero”, de um dispositivo IoT específico.

Isso permite a criação de sistemas de coleta e gestão bastante amplos e complexos ao mesmo tempo que pode diminuir o custo e o tempo total para implementação.

Como usar um Controlador Lógico Programável

Considerando a versatilidade de um CLP, as possibilidades de uso ficam limitadas por nossa imaginação.

Contudo, os CLPs são mais facilmente encontrados nas indústrias, onde sua aplicação teve início.

Posteriormente, com a popularização, barateamento e novas funcionalidade inseridas nos CLPs inicialmente desenvolvidos para indústria, praticamente qualquer lógica de automação baseada no uso de relés, pode ser modificada para utilizar um CLP.

Além disso, um CLP pode implementar lógica de programação muito mais complexa do que a permitida somente pelo uso de relés, já que o CLP possui um processador interno.

Através da lógica de programação, é muito mais fácil e rápido fazer adequações e correções de uso necessárias para vários tipos de ambiente.

Ao invés de refazer algumas ligações elétricas, ou até mesmo substituir alguns componentes da lógica baseada em relé, basta reconfigurar alguns parâmetros do CLP, ou até mesmo carregar um novo programa para um caso específico de uso.

Assim, um mesmo CLP passa a atender inúmeros cenários.

É importante mencionar que um CLP pode operar como o único controlar de um sistema, mas também em conjunto com outros CLPs ou ainda sendo utilizado na periferia de um sistema de automação muito mais complexo.

Quais são as principais áreas de aplicação de um CLP?

Apesar do CLP ser muito utilizado na automação industrial, é encontrado em inúmeros setores, como:

  • Indústria siderúrgica
    • Esteiras de transporte
    • Guindastes
    • Fornos
  • Indústria de vidro
  • Indústria de papel
    • Embalagem
    • Etiquetas
  • Industria têxtil
  • Indústria de cimento
  • Indústria química
    • Plásticos
    • Adubos
  • Indústria farmacêutica
  • Indústria automobilística
  • Sistema de Processamento de Alimentos
  • Usina de Petróleo e Gás
  • Sistema de energia eólica
  • Sistema de energia solar
  • Sistema de automação robótica
  • Supermercados
    • Controle frigorífico
    • Controle de iluminação
  • Mineração
  • Agricultura
    • Irrigação
    • Qualidade do solo
  • Agropecuária
    • Granjas
    • Piscicultura ( Aquaponia )
  • Pequenos negócios
  • Residências

Conclusão

A lista acima é só um exemplo e um ponto de partida para aqueles que desejam saber um pouco mais sobre as possibilidades de uso de um CLP.

Devido a versatilidade do CLP, proporcionada pela possibilidade de programação e até mesmo de configuração particular para o local onde será instalado, este dispositivo pode solucionar várias necessidades de forma rápida, simples e econômica.

E ainda poderá atuar como um dispositivo IoT em seu projeto de automação industrial ou residencial.

E você, como utiliza seu CLP?


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Da indústria 4.0 para Sociedade 5.0

Neste artigo sobre Da indústria 4.0 para Sociedade 5.0, abordaremos a visão da Japan Business Federation (Keidanren) para um novo perfil de sociedade que pode ser considerada como uma Super Sociedade.

Encontrei duas versões, do documento sobre Sociedade 5.0. Elas podem ser vistas em doc1 e doc2.

Introdução

O envelhecimento da população é um fato para a maioria dos países.

No Japão, a população já atingiu níveis de envelhecimento um pouco acima daqueles percebidos em outros países.

Conhecer os desafios e soluções da sociedade japonesa, pode ser um bom ponto de partida para definirmos nossos próprios caminhos e soluções.

O plano da Sociedade 5.0 promovido pelo governo japonês está fundamentado no ciclo abaixo:

  • Coleta de dados de todas as partes da sociedade através de IoT
  • Criação de Big data
  • Análise de dados por IA
  • Divulgação dos resultados do estudo de dados de volta à sociedade

Assim como na Indústria 4.0, também conhecida como a 4ª Revolução Industrial, a Sociedade 5.0 também está representada em estágios sociais.

O Caminho para a Sociedade 5.0

A proposição de Japan Business Federation (Keidanren) é baseada em uma evolução da sociedade em cinco estágios.

  • 1.0 Sociedade de caçadores-coletores
  • 2.0 Sociedade Agrária
  • 3.0 Sociedade Industrial
  • 4.0 Sociedade da Informação
  • 5.0 Sociedade Super Inteligente
Sociedade 5.0
Sociedade 5.0 – imagem obtida dos documentos citados nos links acima.

O Big Data coletado através dos dispositivos IoT, será convertido em um novo tipo de inteligência, usando IA.

Este ciclo será disseminado por toda sociedade.

Com isto, é esperado que a vida das pessoas seja mais fácil e sustentável, pois elas receberão apenas os produtos e serviços nas quantidades e nos prazos necessários.

Os componentes da Sociedade 5.0

A Sociedade 5.0 tem por base os seguintes pilares:

  • Infraestrutura
  • Tecnologia para Área Financeira
  • Assistência Médica e Serviços de Saúde
  • Logística e Mobilidade
  • Inteligência Artificial

Desafios da Sociedade 5.0 no Japão

A proposição da Sociedade 5.0 não está integralmente relacionada com o envelhecimento da população, mas também com os riscos climáticos, poluição e desastres naturais.

O Keidanren (Japan Business Federation) publicou um documento que pode ser visto nos links acima, onde descreve a necessidade de “derrubar” cinco muros ou, vencer os cinco desafios fundamentais.

Desafio dos Ministérios e Agências.

Segundo a proposição do Keidanren, uma “formulação de estratégias nacionais e integração do sistema de promoção do governo” será necessária. Isso inclui a arquitetura de um “sistema IoT prático” e uma função de think-tank ( laboratório de ideias ).

Desafio do Sistema Jurídico

Adequação das leis que permitam implementar tecnologias avançadas.

Na prática, isso também significaria reformas regulatórias e um impulso na de digitalização administrativa ( transformação digital ).

Desafios Tecnológicos

A busca pela formação da “fundação do conhecimento”.

Está claro que os dados acionáveis desempenham um papel fundamental aqui, assim como todas as tecnologias / áreas para protegê-los e aproveitá-los, da cibersegurança à robótica, nano, bio e tecnologia de sistemas.

O documento também menciona um sério compromisso de P&D em vários níveis.

Desafio dos Recursos Humanos

Reforma educacional, alfabetização em TI, ampliação dos recursos humanos disponíveis com especializações em habilidades digitais avançadas são apenas alguns deles.

Caso a proposição de Keidanren se tornar realidade, o Japão abrirá suas portas para profissionais altamente qualificados em áreas como segurança e ciência de dados.

Ponto muito importante e interessante será: “a promoção da participação das mulheres para descobrir potenciais talentos”.

Desafio da Aceitação Social

O documento proposto pelo Keidanren não apenas enfatiza a necessidade de um consenso social, mas também de um olhar profundo sobre as implicações sociais e até questões éticas.

Dentre elas está a relação homem-máquina e até mesmo questões filosóficas como definir o que significa felicidade individual e humanidade.

Conclusão

Bem, a proposição de uma Sociedade 5.0 é um tema desafiador, assim como podemos observar pelos 5 muros ou desafios listados acima.

Cada país e cada sociedade deverá avaliar as implicações, ganhos e mudanças que isto poderá trazer para seus habitantes e cidadãos.

Sem dúvida com o avanço da implementação cada vez maior de dispositivos IoT em nossas casas, locais de trabalho e entretenimento, uso de smartfones, sistemas de telemedicina, os dados coletados poderão ser usados em benefício de políticas públicas e sociais.

Contudo, o grande desafio é determinar quando e o que deverá ser compartilhado sem interferir em nossas vidas privadas e respeitando as várias leis de proteção para o compartilhamento de dados.

E você, qual é sua opinião sobre uma possível Sociedade 5.0 ?


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Algumas tendências para IoT em 2022


Artigo baseado em outras postagens que podem ser vistas no link1 e link2.


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Algumas tendências para IoT em 2022

Neste artigo sobre Algumas tendências para IoT em 2022, selecionei os pontos que tiveram mais destaque na Internet, até a data da publicação deste artigo.

Entretanto, com o dinamismo atual na implantação e pesquisa de produtos e serviços baseados em IoT e IIoT, é possível que em breve ainda mais possibilidades possam surgir.

O termo IoT, ou Internet das Coisas, refere-se a um conjunto de sensores, atuadores e softwares para conectar vários tipos de dispositivos através de uma rede de comunicação.

Esta rede pode ser a Internet ou até mesmo uma Intranet, quando os dispositivos estão dentro de uma rede privada e segregada de dados.

Estes dispositivos podem estar no ambiente residencial, empresarial ou na indústria.

No caso da indústria, utilizamos o termo IIoT para os vários dispositivos e atuadores que integram o chão de fábrica.

Vamos agora abordar algumas tendências.

Iniciativas de escritório inteligente

Com o trabalho remoto cada vez mais aceito neste cenário de pandemia, imagina-se que IoT poderá ser utilizado pelo mercado imobiliário, para agilizar, facilitar e tarifar a alocação de espaços remotos.

O uso de sistemas de monitoramento inteligente, tornará isso possível.

Rastreamento ou Acompanhamento comportamental

O monitoramento de comportamento proporcionado por IoT, oferece inúmeras vantagens para a saúde mental e segurança pessoal.

Lavar as mãos e usar máscara são exemplos de atividades que podem ser monitoradas para estabelecer um ambiente seguro.

Rastreamento de ativos e remessas

Fabricantes e empresas farmacêuticas podem compartilhar informações e se manter atualizados sobre o progresso uns dos outros por meio de dispositivos IoT, o que economizará tempo.

A monitoração de ativos também tem grande uso em hospitais para determinar a localização dos vários equipamentos móveis utilizados para diagnóstico e suporte ao paciente.

Já na indústria, pode ser usado para o acompanhamento da linha de produção e estoque.

Telemedicina e dados de localização

Os dispositivos vestíveis ou wearables junto de outros sensores IoT, ajudarão os profissionais de saúde a manter o controle dos dados do paciente em casos de doenças crônicas que requerem monitoramento contínuo.

Também, para os dados de localização, existe aplicação para monitoramento e acompanhamento de idosos.

Aumento da preocupação com a cibersegurança de IoT

Os dispositivos conectados à Internet estão crescendo exponencialmente, junto com o número de usuários e casos de uso para esses dispositivos.

Mas, à medida que essas novas soluções de IoT se desenvolvem em um ritmo tão rápido, quem está assumindo a responsabilidade de proteger os usuários e seus dispositivos contra ameaças cibernéticas?

Algumas pessoas da Área de segurança cibernética acreditam que, à medida que mais pessoas ganham acesso a dispositivos de IoT e a superfície de ataque aumenta, as próprias empresas de IoT precisarão assumir a responsabilidade pelos esforços de segurança cibernética.

Com certa regularidade, os usuários costumam baixar aplicativos em seus telefones para controlar esses dispositivos, mesmo sem ler os termos e condições de uso.

Fora isso, os usuários também fornecem senhas e dados mais confidenciais sem entender onde eles serão armazenados e como serão protegidos.

E ainda mais importante, eles estão usando dispositivos sem verificar se estes dispositivos estão recebendo atualizações de segurança.

O 5G permitirá mais possibilidades para IoT

Hiperconectividade e latência ultrabaixa são necessárias para suportar soluções de IoT bem-sucedidas.

A tecnologia 5G e sua conectividade tornará o acesso à IoT ainda mais amplo.

Atualmente, as empresas de telefonia celular e outras empresas estão trabalhando para disponibilizar a tecnologia 5G em suas áreas para dar suporte ao desenvolvimento de IoT.

Os fornecedores de tecnologia 5G acreditam que podem oferecer o melhor de dois mundos: a flexibilidade da comunicação sem fio, com a confiabilidade, desempenho e segurança de uma rede cabeada.

Segundo eles, o 5G está criando um ponto de inflexão.

Agora temos largura de banda suficiente e baixa latência para causar um impacto enorme, muito mais flexível do que uma rede com fio e ao mesmo tempo, permite um novo conjunto de casos de uso.

Demanda por gerenciamento especializado de dados IoT

Com a coleta em tempo real de milhares de pontos de dados, a estratégia de soluções de IoT concentra-se fortemente no gerenciamento de metadados sobre produtos e serviços.

Estas coletas produzem uma quantidade enorme de dados, mas nem todos os desenvolvedores e usuários de IoT começaram a otimizar e utilizar, de maneira mais ampla, os dados que agora podem acessar.

Considerando o crescimento dos dispositivos IoT por todas as partes do mundo, as empresas de tecnologia precisarão encontrar maneiras mais inteligentes de armazenar, gerenciar e analisar os dados produzidos pelos dispositivos IoT.

A maioria dos dispositivos IoT geram dados com registro de data e hora (ou séries temporais).

Com a explosão desse tipo de dado, alimentada pela necessidade de mais análises, é necessário acelerar a demanda por plataformas IoT especializadas.

Soluções IoT prontas para uso corporativo

Existe uma boa parte das empresas interessadas em investir em tecnologia IoT, mas a curva de aprendizado inicial pode ser desafiadora.

Enquanto as empresas pioneiras de IoT são forçadas a aprender à medida que avançam, muitas outras empresas estão aguardando os resultados destes aprendizados para poderem aplicar em seus negócios e casos de uso.

Alguns especialistas da Área de Nuvem e Gestão de Dados, acreditam que a próxima grande onda de adoção de IoT será em IoT empacotada ou soluções de IoT prontas para uso que oferecem funções operacionais fáceis de usar, já com análise de dados integradas.


E você? Como imagina a aplicação de IoT e IIoT para 2022?

Já tem algum projeto que possa ser colocado em prática no curto prazo?


Veja também:

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Os caminhos para Transformação Digital

PROGMEM e os microcontroladores AVR

Look out for these IoT trends in 2022!

Top Internet of Things (IoT) Trends for 2022


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

O que você precisa saber sobre NFT

Neste artigo sobre O que você precisa saber sobre NFT, será abordado um tema que pode contribuir e até mesmo modificar a relação de pertences virtuais na Internet, ou até mesmo usado para fomentar uma iniciativa de uma Startup, gerando fundos para os desenvolvedores.

É interessante ler, Será que devo me preocupar com o metaverso? já que o assunto NFT foi comentado neste outro artigo, por existir uma certa relação entre Metaverso e NFT.

Tokens não fungíveis, ou NFTs tem gerado grande interesse nestes últimos meses de 2021.

De arte e música a tacos e papel higiênico, esses ativos digitais estão sendo vendidos como as exóticas tulipas holandesas do século 17 – algumas por milhões de dólares.

Mas os NFTs valem o dinheiro – ou o exagero?

Alguns especialistas dizem que eles são uma bolha prestes a estourar, como a mania Pontocom ou artigos colecionáveis que podem ter grande demanda em um momento e depois deixam de ser atrativos para muitas pessoas.

Outros acreditam que os NFTs vieram para ficar e que mudarão os investimentos para sempre.

O que é NFT

Um NFT é um ativo digital que representa objetos do mundo real, como arte, música, ou itens associados a jogos e vídeos.

Eles são comprados e vendidos online, frequentemente com criptomoeda, e geralmente são codificados com o mesmo software subjacente de muitos criptomoedas.

Embora existam desde 2014, os NFTs estão ganhando notoriedade agora porque estão se tornando uma forma cada vez mais popular de comprar e vender obras de arte digitais.

A incrível quantia de US $ 174 milhões foi gasta em NFTs desde novembro de 2017.

Os NFTs também são geralmente únicos, ou são poucos exemplares de uma edição muito limitada, e têm códigos de identificação exclusivos. “Essencialmente, os NFTs criam escassez digital”, diz Arry Yu, presidente do Conselho de Blockchain da Associação da Indústria de Tecnologia de Washington e diretora administrativa da Yellow Umbrella Ventures.

Isso contrasta fortemente com a maioria das criações digitais, que quase sempre são infinitas em oferta.

Hipoteticamente, diminuindo a oferta deve aumentar o valor de um determinado ativo, supondo que este ativo tenha demanda.

Mas muitos NFTs, pelo menos nestes primeiros dias, foram criações digitais que já existem de alguma forma em outros lugares, como clipes de vídeo icônicos de jogos da NBA ou versões securitizadas de arte digital que já está circulando no Instagram.

Por exemplo, o famoso artista digital Mike Winklemann, mais conhecido como “Beeple” elaborou uma composição de 5.000 desenhos diários para criar talvez o NFT mais famoso do momento, “EVERYDAYS: The First 5000 Days“, que foi vendido na Christie’s por um valor recorde de US $ 69,3 milhões.

Qualquer pessoa pode visualizar as imagens individuais – ou até mesmo todo o conjunto de imagens de forma online e gratuita.

Então, por que as pessoas estão dispostas a gastar milhões em algo que pode facilmente ser copiado através de uma capturada de tela ou mesmo através de um download?

É porque um NFT permite que o comprador possua o item original.

Não só isso, ele contém autenticação embutida, que serve como prova de propriedade.

Os colecionadores valorizam esses “direitos de se gabar digitalmente” quase mais do que o próprio item.

Qual é a diferença entre um NFT e uma criptomoeda?

NFT significa token não fungível.

Geralmente é construído usando o mesmo tipo de programação da criptomoeda, como Bitcoin ou Ethereum, mas é aí que termina a semelhança.

Dinheiro físico e criptomoedas são “fungíveis”, o que significa que podem ser negociados ou trocados entre si.

Eles também são iguais em valor – um dólar sempre vale outro dólar; um Bitcoin é sempre igual a outro Bitcoin.

A fungibilidade da criptografia a torna um meio confiável de conduzir transações no blockchain.

NFTs são diferentes.

Cada um tem uma assinatura digital que torna impossível que os NFTs sejam trocados por algo similar, ou que exista outro NFT igual (portanto, não fungíveis).

Um clipe NBA Top Shot, por exemplo, não é igual a EVERYDAYS simplesmente porque ambos são NFTs.

Assim como um clipe NBA Top Shot não é necessariamente igual a outro clipe NBA Top Shot.

Como funciona um NFT?

Os NFTs existem em um blockchain, que é um sistema público distribuído que registra as transações.

Você provavelmente está mais familiarizado com o blockchain como o processo subjacente que torna as criptomoedas possíveis.

De forma geral, os NFTs são normalmente mantidos no blockchain Ethereum, embora outros blockchains os suportem também.

Um NFT é criado ou “cunhado” a partir de objetos digitais que representam itens tangíveis e intangíveis, incluindo:

  • Arte
  • Gifs
  • Vídeos e destaques esportivos
  • Colecionáveis
  • Avatares virtuais e skins de videogame
  • Tênis de grife
  • Música

Até mesmo os tweets contam.

O co-fundador do Twitter, Jack Dorsey, vendeu seu primeiro tweet como um NFT por mais de US $ 2,9 milhões.

Essencialmente, os NFTs são como itens de colecionador físicos, mas apenas digitais.

Portanto, em vez de colocar uma pintura a óleo real na parede, o comprador obtém um arquivo digital.

Eles também têm direitos de propriedade exclusivos.

Isso mesmo: os NFTs podem ter apenas um proprietário de cada vez.

Os dados exclusivos dos NFTs facilitam a verificação de sua propriedade e a transferência de tokens entre proprietários.

O proprietário ou criador também pode armazenar informações específicas dentro deles.

Por exemplo, os artistas podem assinar sua arte, incluindo sua assinatura nos metadados de um NFT.

Para que são usados ​​os NFTs?

A tecnologia Blockchain e NFTs oferecem aos artistas e criadores de conteúdo uma oportunidade única de monetizar seus produtos.

Por exemplo, os artistas não precisam mais depender de galerias ou casas de leilão para vender sua arte.

Em vez disso, o artista pode vendê-lo diretamente ao consumidor como um NFT, o que também permite que eles fiquem com uma parte maior dos lucros.

Além disso, os artistas podem programar royalties para que recebam uma porcentagem das vendas sempre que sua arte for vendida a um novo proprietário.

Esta é uma característica atraente, pois os artistas geralmente não recebem lucros futuros após a primeira venda de sua arte.

A arte não é a única maneira de ganhar dinheiro com NFTs.

Marcas como Charmin e Taco Bell leiloaram arte temática NFT para arrecadar fundos para instituições de caridade.

Charmin apelidou sua oferta de “NFTP” (papel higiênico não fungível), e a arte NFT de Taco Bell se esgotou em minutos, com os lances mais altos chegando a 1,5 éter embrulhado (WETH) – equivalente a $ 3.723,83 no momento da redação.

Nyan Cat, um GIF de 2011 de um gato com um corpo “quadrado”, foi vendido por quase US $ 600.000 em fevereiro.

E o NBA Top Shot gerou mais de US $ 500 milhões em vendas no final de março.

Um único lance em destaque de LeBron James NFT arrecadou mais de $ 200.000.

Até mesmo celebridades como Snoop Dogg e Lindsay Lohan estão entrando na onda do NFT, lançando memórias, obras de arte e momentos únicos como NFTs securitizados.

Como comprar NFTs

Se você deseja iniciar sua própria coleção NFT, precisará adquirir alguns itens importantes.

Primeiro, você precisará obter uma carteira digital que permite armazenar NFTs e criptomoedas.

Você provavelmente precisará comprar algumas criptomoedas, como Ether, dependendo de quais moedas seu provedor de NFT aceita.

Você pode comprar cripto moeda usando um cartão de crédito em plataformas como Coinbase, Kraken, eToro e até mesmo PayPal e Robinhood agora.

Você poderá então movê-lo da corretora para a carteira de sua escolha.

Lembre de pesquisar sobre as taxas cobradas para definir qual a melhor opção.

A maioria das corretoras cobra pelo menos uma porcentagem de sua transação quando você compra criptomoeda.

Mercados NFT populares

Depois de montar sua carteira, não faltam sites NFT para fazer compras.

Atualmente, os maiores mercados NFT são:

  • OpenSea.io: esta plataforma ponto a ponto se autointitula como fornecedora de “itens digitais raros e colecionáveis”. Para começar, tudo o que você precisa fazer é criar uma conta para navegar pelas coleções NFT. Você também pode classificar as peças por volume de vendas para descobrir novos artistas.
  • Rarible: semelhante ao OpenSea, o Rarible é um mercado democrático e aberto que permite a artistas e criadores emitir e vender NFTs. Os tokens RARI emitidos na plataforma permitem que os titulares avaliem recursos como taxas e regras da comunidade.
  • Foundation: aqui, os artistas devem receber “votos positivos” ou um convite de outros criadores para postar sua arte. A exclusividade da comunidade e o custo de entrada – os artistas também devem cobrir o custo de manutenção e transferência para para “cunhar” NFTs – significa que ela pode ostentar obras de arte de alto calibre. Por exemplo, o criador do Nyan Cat, Chris Torres, vendeu o NFT na plataforma Foundation. Também pode significar preços mais altos – não necessariamente uma coisa ruim para artistas e colecionadores que buscam capitalizar, supondo que a demanda por NFTs permaneça nos níveis atuais, ou mesmo aumente com o tempo.

Embora essas plataformas e outras hospedem milhares de criadores e colecionadores de NFT, faça uma pesquisa cuidadosa antes de comprar.

Alguns artistas foram vítimas de imitadores que listaram e venderam seus trabalhos sem sua permissão.

Além disso, os processos de verificação para criadores e listagens NFT não são consistentes em todas as plataformas – alguns são mais rigorosos do que outros.

OpenSea e Rarible, por exemplo, não exigem verificação do proprietário para listagens NFT.

As proteções do comprador parecem ser escassas, na melhor das hipóteses, portanto, ao comprar NFTs, pode ser melhor manter o velho ditado em mente “caveat emptor” (cuidado comprador, ou “o risco é do comprador”).

Você deve comprar NFTs?

Só porque você pode comprar NFTs, isso não significa que você deva comprar.

Tudo depende, diz Yu.

“Os NFTs são arriscados porque seu futuro é incerto e ainda não temos muita história para julgar seu desempenho”, observa ela. “Como os NFTs são tão novos, pode valer a pena investir pequenas quantias para experimentá-los por enquanto.”

Em outras palavras, investir em NFTs é uma decisão amplamente pessoal.

Caso você possa investir, talvez seja interessante faze-lo, especialmente se uma peça for importante para você.

Mas tenha em mente que o valor de um NFT é baseado inteiramente no que outra pessoa está disposta a pagar por ele.

Portanto, a demanda impulsionará o preço, em vez de indicadores fundamentais, técnicos ou econômicos, que normalmente influenciam os preços das ações e, pelo menos, geralmente formam a base para a demanda dos investidores.

Tudo isso significa que um NFT pode ser revendido por menos do que você pagou por ele.

Ou você pode não conseguir revendê-lo se ninguém quiser.

Os NFTs também estão sujeitos a impostos sobre ganhos de capital – assim como quando você vende ações com lucro.

Uma vez que são considerados colecionáveis, no entanto, eles podem não receber as taxas preferenciais de ganhos de capital de longo prazo que as ações recebem e podem até mesmo ser tributados a uma taxa de impostos colecionáveis ​​mais alta, embora o IRS (serviço de receita do Governo Federal dos Estados Unidos) ainda não tenha decidido quais NFTs são considerados para fins fiscais.

Lembre-se de que as cripto moedas usadas para comprar o NFT também podem ser tributadas se tiverem aumentado de valor desde que você as comprou, o que significa que você pode consultar um contador ao considerar adicionar NFTs ao seu portfólio.

Sabendo isso, trate os NFTs como faria com qualquer investimento: faça sua pesquisa, entenda os riscos – incluindo o risco de perder todo seu investimento – e se decidir arriscar, prossiga com uma boa dose de cautela.


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Será que devo me preocupar com o metaverso?

Neste artigo sobre Será que devo me preocupar com o metaverso?, será abordado um tema que tem ganho muita visibilidade nestes últimos meses.

É importante deixar claro que metaverso, ou do inglês metaverse, deve ser encarado como:

  • Parte definição
  • Parte aspiração
  • E parte exagero.

Então, vamos começar a entender, ou melhor, avaliar o que seja metaverso.

Pode ser que você talvez tenha lido que o metaverso substituirá a Internet.

Ou ainda que talvez todos devamos morar lá.

Pode ser também que o Facebook (ou Epic, ou Roblox, ou dezenas de empresas menores) estejam tentando assumir o controle.

Ou então que tenha algo a ver com NFTs?

Explicar o que seja metaverso é difícil devido a uma razão: ele necessariamente não existe.

Em parte, é um sonho para o futuro da Internet e em parte uma maneira elegante de encapsular algumas tendências atuais em infraestrutura online, incluindo o crescimento de mundos 3D em tempo real.

Mesmo assim, vamos para a parte divertida.

Imagine por um momento os seguintes cenários:

  • Será que você começará a verificar seu feed do Facebook no Fortnite com um par de óculos de realidade aumentada?
  • Ou que seus amigos irão convidá-lo para um café da manhã cibernético em vez do café da manhã normal?

É hora de se conectar e descobrir.

Como o termo metaverso surgiu?

Neal Stephenson cunhou o termo “metaverso” em seu romance de 1992, Snow Crash, onde se referia a um mundo virtual 3D habitado por avatares de pessoas reais.

Muitas outras mídias de ficção científica incluem sistemas do tipo metaverso (alguns deles anteriores a Snow Crash).

Mas o livro de Stephenson continua sendo um dos pontos de referência mais comuns para entusiastas do metaverso, junto com o romance Ready Player One de 2011 de Ernest Cline.

O metaverso de Snow Crash é conseqüência de uma visão satírica de Stephenson de um futuro onde a América é dominada por corporações.

Já o mundo virtual do Ready Player One é simbolicamente chamado de OASIS, e Cline retrata-o como uma fonte quase utópica de escapismo em um futuro horrível.

Se, por um lado, emular os mundos virtuais de Snow Crash ou Ready Player One é deliberadamente menos assustador do que nomear esta iniciativa de tecnologia “Skynet”.

Por outro, as histórias de ficção científica podem evocar uma imagem vívida do “metaverso” sem definir como ele deveria funcionar ou por que deveria existir.

Então o que realmente é o metaverso?

Não existe uma definição universalmente aceita de um “metaverso” real, exceto talvez que seja um sucessor mais sofisticado da internet.

Os proponentes do metaverso do Vale do Silício às vezes fazem referência a uma descrição do capitalista de risco Matthew Ball ( em seu artigo Metaverse Primer ) onde ele afirma:

“O Metaverso é uma rede expansiva de mundos 3D renderizados em tempo real e persistentes e simulações que suportam a continuidade de identidade, objetos, história, pagamentos e direitos e podem ser experimentados de forma síncrona por um número efetivamente ilimitado de usuários, cada um com sua sensação pessoal de presença.”

Por outro lado o Facebook, que atualmente é a empresa de tecnologia com a maior participação no metaverso, descreve-o de forma mais simples:

“O metaverso’ é um conjunto de espaços virtuais onde você pode criar e explorar com outras pessoas que não estão no mesmo espaço físico que você.”

Existem também outras definições mais amplas relacionadas ao metaverso, como a do designer de jogos Raph Koster, que faz uma distinção entre “mundos online”, “multiversos” e “metaversos”.

Para Koster, os mundos online são espaços digitais – desde ambientes ricos em 3D até aqueles baseados em texto – focados em um tema principal.

Multiversos são “vários mundos diferentes conectados em uma rede, que não têm um tema ou conjunto de regras compartilhado”, incluindo o OASIS do Ready Player One.

E um metaverso é “um multiverso que interopera mais com o mundo real”, incorporando coisas como sobreposições de realidade aumentada, provadores de roupa com Realidade Virtual para lojas reais e até mesmo aplicativos como o Google Maps

Será que algum dia todos nós viveremos no metaverso?

Atualmente, pessoas ligadas a indústria de tecnologia que falam sobre “o metaverso” geralmente estão entusiasmadas com as plataformas digitais que incluem algumas das seguintes coisas:

  • Conjuntos de recursos que se sobrepõem a serviços da web mais antigos ou atividades do mundo real
  • Computação gráfica 3D em tempo real e avatares personalizados
  • Uma variedade de interações sociais “pessoa a pessoa” com objetivos menos competitivos e jogos orientados para estratégia.
  • Suporte para usuários criando seus próprios itens e ambientes virtuais
  • Links com sistemas econômicos externos para que as pessoas possam lucrar com bens virtuais
  • Desenvolvimento e integração com dispositivos de realidade virtual e realidade aumentada

Nota: As distinções entre VR ( Realidade Virtual ) e AR ( Realidade Aumentada ) se resumem aos dispositivos que são utilizados e à própria experiência: AR usa uma configuração do mundo real, enquanto a VR é totalmente virtual.

VR requer um dispositivo normalmente instalado em sua cabeça, enquanto AR pode ser acessado com um smartphone.

A Realidade Aumentada aprimora o mundo virtual e real, enquanto a Realidade Virtual apenas aprimora a realidade ficcional.

Mas no contexto atual, “o metaverso” sem dúvida não é um conjunto fixo de atributos.

É um termo ambicioso para um mundo digital do futuro que parece mais tangivelmente conectado com nossas vidas e corpos reais.

O Fortinite ou Facebook Horizon são o metaverso, ou o metaverso é a soma de tudo isso?

Pessoas como Tim Sweeney (CEO da editora Fortnite Epic) e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, costumam dizer que estão apenas construindo uma parte de um metaverso interconectado maior, semelhante a uma rede social individual na internet atual.

“O metaverso não é um produto único que uma empresa pode construir sozinha. Assim como a internet, o metaverso existe, esteja o Facebook lá ou não ”, diz um comunicado recente do Facebook.

Mas, informalmente, “metaverso” também é usado para descrever uma única plataforma que atende aos critérios listados acima.

Second Life, um mundo virtual que não é um jogo tradicional, é frequentemente descrito como um metaverso.

Sweeney descreveu a experiência do usuário de Fortnite como um metaverso porque é um espaço 3D virtual que mistura elementos de jogo e não de jogo.

David Baszucki, CEO da Roblox, observa modestamente que “algumas pessoas se referem ao que estamos construindo como o Metaverso”.

Se você gosta da definição de “multiverso” de Koster, também existem vários multiversos autônomos.

O Minecraft da Microsoft tem menos atenção atualmente do que o Roblox, mas permite atividades semelhantes por meio de modificações de características do jogo.

O mesmo acontece com serviços para dispositivos móveis, como o The Sandbox, que também incorpora uma economia complexa baseada em criptomoedas.

Qual a relação do metaverso com NFTs?

Mais detalhes sobre a definição de NFT podem ser vistos neste outro artigo.

De uma maneira simples, NFTs são uma forma de registrar quem possui um bem virtual específico, criar e transferir bens virtuais é uma grande parte do metaverso, portanto, NFTs são uma arquitetura financeira potencialmente útil para o metaverso.

Ou em termos mais práticos: se você comprar uma camisa virtual na plataforma A do metaverso, os NFTs podem criar um recibo permanente e permitir que você resgate a mesma camisa nas plataformas B a Z do metaverso.

Muitos designers de NFT estão vendendo avatares colecionáveis ​​como CryptoPunks, Cool Cats e Bored Apes, às vezes por quantias astronômicas.

No momento, essas são principalmente arte 2D usada como fotos de perfil de mídia social.

Mas já estamos vendo algum cruzamento com serviços do estilo “metaverso”.

A empresa Polygonal Mind, por exemplo, está construindo um sistema chamado CryptoAvatars, que permite às pessoas comprarem avatares 3D como NFTs e usá-los em vários mundos virtuais.


E você ? Qual sua opinião sobre o metaverso?

Será que substituirá a Internet como a conhecemos, ou será apenas mais um serviço da própria Internet atual?

Deixe seus comentários aqui no Blog.


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História do Controlador Lógico Programável

Neste artigo sobre História do Controlador Lógico Programável – CLP, veremos a trajetória deste componente vital para toda indústria e fundamental para implantação da Indústria 4.0.

Um controlador lógico programável (PLC em inglês ou CLP em português) é um equipamento projetado para controlar, via um microcontrolador ou até mesmo um computador, os processos em um ambiente industrial.

Um CLP está sempre monitorando um conjunto específico de entradas e, em seguida, tomando decisões para alterar o que os dispositivos de saída farão. Neste artigo, daremos uma olhada na história do CLP.

Os CLPs são comumente usados ​​para monitorar motores ou máquinas e, são a base de um sistema de manutenção preditiva.

A manutenção preditiva permite que uma empresa de manufatura identifique possíveis falhas antes que causem grandes problemas ou resultem em um tempo de inatividade significativo.

Antes do controlador programável

Antes do CLP, a única maneira de controlar as máquinas era por meio do uso de relés.

Os relés funcionam utilizando uma bobina que, quando energizada, cria uma força magnética para colocar a chave na posição ON ( Ligado ) ou OFF ( Desligado ).

Quando o relé é desenergizado, a chave libera e retorna o dispositivo à sua posição padrão LIGADO ( NF ou NC ) ou DESLIGADO ( NA ou NO ).

Então, por exemplo, para controlar se um motor estará LIGADO ou DESLIGADO, basta conectar um relé entre a fonte de alimentação e o motor.

Assim seria possível controlar quando o motor está recebendo energia, energizando ou desenergizando o relé.

Este tipo de relé é conhecido como relé de potência ( chave contatora ou contator ).

Pode haver vários motores em uma fábrica que precisam ser controlados, então o que você faz? Você adiciona muitos relés para fazer o controle de energia.

Assim, as fábricas começaram a acumular gabinetes elétricos cheios de relés.

Mas espere, o que liga e desliga as bobinas dos relés de energia ? Normalmente são relés menores, também conhecidos como relés auxiliares.

Agora começou a ficar claro como era feito o controle antes dos CLPs e as vantagens no uso de um CLP na indústria.

A história do CLP

Em 1969, Dick Morley administrava um pequeno negócio em uma garagem e, por acaso, construiu o primeiro CLP.

Ele humildemente declara: “Estávamos construindo e não sabíamos que estávamos construindo”.

No início, Morley disse que as empresas automotivas queriam comprar o CLP por um preço cada vez menor.

Embora Morley estivesse cético quanto à viabilidade do negócio a longo prazo, um colega o convenceu a aceitar o negócio, já que o dinheiro real a ser ganho com o CLP seria no reparo e manutenção de sistemas depois de implementados.

Quatro anos depois, em 1973, Michael Greenberg projetou o primeiro CLP comercialmente bem-sucedido, que foi posteriormente desenvolvido pela Modicon para substituir a tecnologia baseada em relé para a General Motors e Landis.

Os CLPs usam lógica ladder e essencialmente trazem à vida relés físicos, temporizadores e conexões com fio.

Ao eliminar a necessidade de religamento e novo hardware para cada configuração lógica adicional, os CLPs aumentaram drasticamente a funcionalidade dos controles sem aumentar o espaço físico necessário para hardware e equipamentos adicionais.

No entanto, os CLPs originais tinham pouca capacidade de memória, não podiam lidar com entradas e saídas externas e precisavam de terminais proprietários para sua programação.

Na década de 1980, a tecnologia CLP havia feito grandes avanços.

Neste ponto, o software baseado em PC pode lidar com os requisitos de programação, a velocidade de processamento foi bastante aumentada e novos recursos estavam agora disponíveis.

Os CLPs continuaram a adicionar novos desenvolvimentos quase continuamente desde então.

Em 2001, a empresa de pesquisa de mercado ARC criou o termo controlador de automação programável ( Programmable Automation Controller – PAC em inglês) para descrever um CLP altamente avançado que incorpora software baseado em PC, interface homem-máquina (IHM ou HMI em inglês) e gerenciamento sofisticado de ativos.

À medida que essa tecnologia decolou, principalmente em organizações maiores, alguns especialistas previram a morte dos sistemas CLP antiquados.

No entanto, de acordo com a Frost & Sullivan, o mercado global de CLPs cresceu nos últimos anos.

À medida que as organizações de pequeno e médio porte buscam expandir seus mercados, os CLPs continuarão a desempenhar um papel crítico em ajudá-los a impulsionar esse crescimento.

O que um CLP faz?

As tarefas de um CLP mudaram significativamente desde seu advento em 1969.

Essencialmente, um CLP é um sistema de controle que é usado na fabricação e em outras aplicações industriais.

Seu trabalho é monitorar continuamente entradas específicas, executá-las por meio de um sistema de computador e, em seguida, gerar as saídas corretas para um processo específico.

Linhas de produção, máquinas industriais ou processos de fabricação são freqüentemente melhorados e mais eficientes com a ajuda de um CLP.

Esses sistemas são projetados para ajudar a alterar ou duplicar uma determinada operação ou processo de manufatura, ao mesmo tempo em que reúne e compartilha informações críticas para ajudar as empresas a tomarem decisões mais inteligentes.

A maioria dos sistemas CLP são modulares, o que significa que você pode personalizar os tipos de dispositivos de entrada, como sensores, bem como a forma como os dados são compartilhados no lado da saída para melhor se adequar ao seu negócio.


A norma IEC 6131-1

A norma IEC 6131-1 define as informações gerais dos controladores programáveis.

Está norma se aplica a qualquer produto que exerça função de um PLCs e os periféricos associados.

Dentro destes aspectos, a IEC 61131-3 define cinco linguagens de programação:

É comum em alguns ambientes de programação que atendem à IEC 61131-3, a presença de uma sexta linguagem de programação, conhecida como CFC (do inglês Continuous Function Chart) que não faz parte das definições da norma.

Conclusão

A tecnologia CLP tem uma longa história dentro das industrias, fornecendo uma ferramenta inovadora que tem ajudado as empresas a se tornarem mais eficientes no gerenciamento de seus equipamentos, processos e sistemas ao longo dos anos.

À medida que a tecnologia avançou, ferramentas complementares evoluíram, permitindo que as empresas expandissem o uso e as aplicações do CLP em toda a instalação.

Enquanto as empresas de pequeno e médio porte continuam a competir no mercado global, elas aumentarão o uso do CLPs e tecnologias relacionadas para crescer e prosperar no futuro.

Os CLPs atuais também podem ser considerados partes do ecossistema IoT e IIoT, podendo ser poderosos aliados na gestão do chão de fábrica.


Este artigo foi baseado no conteúdo de outros 2 artigos : artigo_1 e artigo_2


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Indústria 4.0 aplicada na pequena indústria

Neste artigo sobre Indústria 4.0 aplicada na pequena indústria, será feita uma reflexão sobre como aplicar as metodologias e oportunidades da Indústria 4.0 nas pequenas empresas / indústrias brasileiras.

Para iniciar, é necessário definir o que seja uma pequena empresa.

Para o BNDES, a classificação é feita da seguinte forma :

CLASSIFICAÇÃORECEITA OPERACIONAL BRUTA ANUAL OU RENDA ANUAL
MicroempresaMenor ou igual a R$ 360 mil
Pequena empresaMaior que R$ 360 mil e menor ou igual a R$ 4,8 milhões
Média empresaMaior que R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões
Grande empresaMaior que R$ 300 milhões
Fonte – BNDES

Outras referências sobre classificação dos pequenos negócios podem ser encontradas abaixo :

Como podemos observar, sequer a definição do que seja um pequeno negócio, empresa ou indústria, é facilmente encontrada na literatura e nos vários órgãos especializados sobre o tema.

De qualquer forma, todos sabemos que são as pequenas empresas que mais empregam trabalhadores.

Mesmo assim, poucas ações e opções de automação e modernização são ofertadas para este segmento.

Sempre que posso, participo de apresentações e debates sobre Indústria 4.0, IoT e IIoT.

Na maioria destas apresentações são mostradas fotos e até vídeos de chão de fábrica, que mais parecem um centro cirúrgico de tão organizadas e limpas que são, além de possuírem inúmeras telas para monitoração e robôs que transportam peças pelos vários estágios da linha de produção.

chão de fábrica é o local onde ficam os funcionários e as máquinas de uma indústria.

Sem dúvida, toda esta tecnologia é importante e desejável para Indústria 4.0, mas também é uma realidade um pouco distante para muitas das pequenas indústrias.

Na minha visão, o mercado tem várias e excelentes opções de IoT e IIoT para quem possa investir uma boa quantidade de recursos financeiros e também de tempo para implementação,

Já para os pequenos, a automação seria uma forma de melhorar a competitividade através da redução inicial de custos, mas de uma maneira bem gradual e que se possível, pudesse ser implementada nos equipamentos existentes.

Uma espécie de retrofit !

A pequena indústria não é vista e percebida de uma forma adequada, nas ações da Indústria 4.0

Recentemente um cliente solicitou o desenvolvimento de um software, ou melhor, um firmware para um CLP que pudesse ser amplamente utilizado na indústria para sistemas de ar comprimido.

Os objetivos, de certa forma, são ambiciosos :

  • Simplicidade na configuração e operação
  • Facilidade na obtenção e interpretação dos dados sobre a operação do CLP
  • Acesso remoto, utilizando Modbus RTU na primeira versão deste produto
    • Este acesso poderá ser interno a empresa e / ou compartilhado com a Assistência Técnica
  • Capacidade de histórico para determinar melhorias no ambiente produtivo
    • Possível redução no consumo de energia
    • Previsibilidade nos ciclos de manutenção preventiva
    • Utilização dos históricos na manutenção corretiva

Ações tais como conectar uma IHM touch a um CLP, podem trazer mais custo do que valor para a solução

Principalmente para a pequena indústria, é preciso agregar o máximo de valor na solução a ser ofertada, permitindo que este valor seja revertido em reinvestimento e conhecimento do ambiente produtivo.

Ações que apenas alteram a forma de interação do Operador com a máquina, não costumam agregar o valor necessário e desejado pelo negócio.

Um exemplo seria a substituição de um processo de partida Estrela-Triângulo por um Soft Starter ou até mesmo passar a utilizar um Inversor de Frequência.

O investimento em uma modificação deste tipo poderá refletir em economia, caso seja feita uma análise do comportamento do motor naquele equipamento.

Perguntas como :

  • Quantas vezes o motor parte por dia / hora ?
  • Por quanto tempo o motor fica ligado após cada partida ?
  • Por quanto tempo o motor fica em carga ?
  • Existe algum motor com comportamento muito diferente dos demais ?
    • É possível usar os resultados dos demais motores como linha de base ?
  • Existem problemas na minha rede elétrica interna ?
    • Meu Fator de Potência ( FP ) está correto / preciso corrigir ?

Com estas respostas, ou pelo menos parte delas, fica muito mais fácil e seguro tomar uma decisão de investimento.

Então, ao invés de instalarmos apenas uma interface bonita e talvez amigável, precisamos disponibilizar respostas para a empresa definir suas estratégias.

Permitir a coleta centralizada dos dados dos vários CLPs instalados no chão de fábrica, ao invés de forçar o Operador a ir até onde cada equipamento esteja, gera melhoria na qualidade e na segurança da operação.

Entretanto, caso seja necessário, é possível instalar uma IHM touch neste CLP.

Embora o projeto ainda esteja em fase de testes, vários pontos abordados aqui já estão operacionais.


E você que administra ou trabalha na indústria, como tem conduzido suas iniciativas para a indústria 4.0 ?

Já buscou algum sistema para automação e modernização no mercado, mas não encontrou o que precisava ?

Deixe aqui seu comentário e contribua para a melhoria da Indústria 4.0 em nosso país.

Viabilizando de forma consistente a entrada da pequena e média indústria na era da Indústria 4.0, o país cria novas oportunidades de negócios e empregos em varias frentes.


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TensorFlow.js – introdução a machine learning

Neste artigo sobre TensorFlow.js – introdução a machine learning, será feita uma introdução a este poderoso Framework para machine learning ( ou Aprendizado de máquina em português ).

Até bem recentemente, apenas começar a escrever sua primeira linha de código de aprendizado de máquina exigia um grande investimento inicial em tempo e dinheiro.

A boa notícia é que para iniciar o aprendizado de máquina, nunca foi tão fácil.

Na verdade, se você está lendo este artigo, significa que já tem as ferramentas de que precisa para mergulhar de cabeça.

Agora você pode aprender a estrutura de aprendizado de máquina TensorFlow diretamente no seu navegador, usando Javascript.

O TensorFlow.js foi lançado no Google I / O 2018.

Executar o aprendizado de máquina no navegador abre um mundo de casos de uso e é uma ótima oportunidade de usar Javascript para aprender sobre os conceitos e estruturas de aprendizado de máquina.

Dando os primeiros passos

Tudo que você precisa para executar o Tensorflow.js é seu navegador WEB.

É fácil perder de vista toda a conversa sobre transpiladores, empacotadores e demais ferramentas, mas tudo que você precisa é um navegador da WEB para executar TensorFlow.js.

O código que você desenvolve localmente é o mesmo código que você poderá enviar aos usuários para executar em seus navegadores.

Se você é novo no Javascript ou se já faz um tempo desde que escreveu qualquer código de front-end, algumas das mudanças recentes nas linguagens podem confundi-lo.

Um pouco da história do Javascript

À medida que nossas expectativas para os aplicativos da web aumentaram na última década, o ecossistema de front-end explodiu em complexidade.

A linguagem Javascript, em particular, amadureceu muito como linguagem de programação, adotando uma série de mudanças com visão de futuro para a linguagem, enquanto continua a oferecer suporte a uma das maiores bases de usuários de qualquer linguagem de programação.

Novas alterações nas especificações da linguagem Javascript são referenciadas com acrônimos como ES5, ES6, ES2015, E2016.

ES significa ECMAScript e Javascript é baseado neste padrão. 5 e 6 eram tradicionalmente usados ​​para se referir a versões do padrão, mas hoje em dia os anos são usados ​​para maior clareza.

Nem todos os navegadores WEB suportam da mesma forma as várias versões de ECMAScript e alguns problemas de compatibilidade podem ocorrer.

Por que os modelos de código em JavaScript

Muitos modelos foram implementados em Python porque Python é uma escolha popular entre cientistas de dados e tem o melhor suporte em termos de funções.

No entanto, a ampla adoção do aprendizado profundo ( deep learning ) em todos os tipos de aplicativos atraiu desenvolvedores de diferentes origens em linguagens de programação.

Além disso, as práticas de implementação de modelos tornaram-se mais bem compreendidas e amplamente disponíveis, permitindo que mais desenvolvedores construam seu próprio modelo que se adapta melhor a sua aplicação.

Felizmente, o TensorFlow foi projetado para oferecer suporte a diferentes vinculações de linguagem, em particular, programação Python, C, R, JavaScript e Java ™.

Como cada linguagem oferece seu próprio conjunto de vantagens, os desenvolvedores têm seus motivos para escolher a linguagem de programação.

Portanto, é importante permitir que os desenvolvedores permaneçam com seus ambientes de programação familiares, em vez de exigir que eles aprendam uma nova linguagem.

Por que APIs de alto nível ?

Codificar um modelo em uma API de alto nível permite que você seja mais produtivo, concentrando-se no design de alto nível e evitando as porcas e parafusos da implementação de baixo nível.

O código é muito mais curto e fácil de ler e manter.

O que são os Tensores ?

Os tensores são os principais blocos de construção do TensorFlow.

Eles são contêineres de dados n-dimensionais. Você pode pensar neles como arrays multidimensionais em linguagens como PHP, JavaScript e outras.

O que isso significa é que você pode usar tensores como valores escalares, vetoriais e matriciais, uma vez que são uma generalização deles.

Cada tensor contém as seguintes propriedades

  • rank – número de dimensões
  • shape – tamanho de cada dimensão
  • dtype – tipo de dados dos valores

Conclusão : TensorFlow.js é um Framework que permite inúmeras possibilidades e neste artigo foi feita apenas uma breve introdução, deixando links para materiais que podem ser consultados para uma experiência mais completa sobre este assunto.

É importante conhecer e saber que existem várias opções, quando o assunto é “aprendizado de máquina”.


Material consultado :

Hello World with Tensorflow.js

Coding a deep learning model using TensorFlow.js

Getting Started with TensorFlow.js

Introduction to Tensorflow.js and Machine Learning


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IoT e os dados dos sensores e do CLP


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

IoT e os dados dos sensores e do CLP

Neste artigo sobre IoT e os dados dos sensores e do CLP, abordaremos o uso adequado destas duas fontes de dados, para obtermos um conjunto poderoso de informações sobre nosso ambiente em operação.

Também poderemos perceber que existem dois caminhos possíveis para uma implementação IoT, sendo um a partir dos dados já existentes, sendo coletados pelo CLP, e os dados complementares, que serão capturados por sensores específicos.

Quando se trata de coletar dados para IIoT, devemos focar na qualidade e também na quantidade.

Necessitamos ter dados que permitam a análise e a tomada de decisões tanto no curto, como também no longo prazo.

Deep Data versus Big Data

Basta pesquisar sobre IIoT e você encontrará muitas informações sobre a utilidade de Big Data e análise preditiva.

De acordo com um artigo da Forbes, “Embora o volume, a velocidade e a variedade que o Big Data oferece possam sem dúvida revelar efeitos importantes que escapam ao olho humano e aos métodos tradicionais de pesquisa empírica, essa é simplesmente a primeira etapa no processo de criação de valiosos insights que derivam de intervenções baseadas em evidências.

Prever resultados é útil, mas explicá-los e compreender suas causas, é muito mais valioso, tanto de uma perspectiva teórica quanto prática.”

O autor, neste caso, estava se referindo aos processos de recursos humanos (RH) em sua obra, mas suas afirmações são tão válidas para o chão de fábrica quanto para o departamento de seleção e recrutamento.

Big Data consiste em capturar as vastas quantidades de dados que já estão disponíveis e analisá-los.

Em outras palavras, olhar para os dados de uma maneira diferente.

Muitos dos dados serão úteis, mas alguns não, e isto também se aplica aos resultados.

Enquanto isto, Deep Data levam essa análise a um nível mais granular.

Ao eliminar dados que não são relevantes para um determinado curso de investigação e focar em fluxos, as tendências preditivas que resultam da análise de dados profundos ( Deep Data ) tendem a ser mais precisas no geral.

Dados dos sensores versus Dados do CLP

Os dados dos sensores, são todos os dados de um sensor específico em uma máquina, considerados dentro de um período de tempo designado.

O sensor é projetado para monitorar algo específico, como uma vibração, que pode dizer ao operador que a máquina está ligada ou desligada.

Esses dados podem ou não ser significativos quando revisados ​​ou analisados.

Um CLP é capaz de extrair uma grande quantidade de tipos de dados que, juntamente com os dados do sensor, fornecem uma imagem mais completa do que está acontecendo em qualquer máquina.

Este CLP pode monitorar entradas e saídas de e para uma máquina e pode tomar decisões lógicas quando necessário, com base na programação.

Por que utilizar os dois conjuntos de dados é o ideal

A chave para análises e resultados de alta qualidade é ser capaz de ter uma plataforma que possa capturar dados profundos do CLP e também os dados dos sensores, que monitoram itens mais específicos que podem não estar disponíveis através do CLP.

Por exemplo, como observado acima, embora um sensor possa fornecer os limites de vibração em uma determinada máquina ou parte de uma máquina, os dados do CLP dessa mesma máquina, podem incluir parâmetros para sinalizar que uma falha está prestes a ocorrer na produção.

Com os dados do CLP, vem a capacidade de controlar as operações, incluindo a sequência de atividades em que uma máquina pode estar envolvida, o correto tempo para certas tarefas ocorrerem e assim por diante.

Quando os dados obtidos pelo CLP, mostram que um desses elementos programados está operando de maneira inadequada, o operador pode responder mais rapidamente do que se tivesse que investigar manualmente um problema de forma isolada.

A lógica interna ao CLP pode ser programada para garantir que os dados retornados correspondam ao estado desejado e que a máquina esteja funcionando em um nível ideal.

Isso gera uma informação mais precisa, do que apenas saber se uma máquina está vibrando ou não.

Ter os dois conjuntos de dados analisados ​​e entregues ao usuário, fornece muito mais informações do que os sensores por conta própria, permitindo ao operador a flexibilidade de coletar os dados necessários em tempo hábil para evitar paralisações dispendiosas e problemas de manutenção.

Em vez disso, o tempo de inatividade planejado e a manutenção preditiva proativa podem ocorrer, aumentando a eficiência e melhorando os resultados financeiros.

Conclusão

Existe mais de uma abordagem e metodologia para implementação de IoT / IIoT em sua empresa e para seu negócio.

Conforme o estágio no qual você esteja, ou até mesmo o nível de investimento possível e desejável, uma abordagem será melhor do que outra.

Caso já tenha CLPs e inversores instalados e queria iniciar rapidamente e com um investimento mínimo, uma opção é fazer o acesso aos dados já existentes nestes dispositivos. Isto será útil para validar seus conceitos e obter as métricas iniciais para um projeto maior e melhor definido.

Qualquer que seja o caminho adotado, o uso de IoT trará, com os devidos cuidados, os resultados esperados.


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