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porRicardo Jorge

Algumas tendências para IoT em 2022

Neste artigo sobre Algumas tendências para IoT em 2022, selecionei os pontos que tiveram mais destaque na Internet, até a data da publicação deste artigo.

Entretanto, com o dinamismo atual na implantação e pesquisa de produtos e serviços baseados em IoT e IIoT, é possível que em breve ainda mais possibilidades possam surgir.

O termo IoT, ou Internet das Coisas, refere-se a um conjunto de sensores, atuadores e softwares para conectar vários tipos de dispositivos através de uma rede de comunicação.

Esta rede pode ser a Internet ou até mesmo uma Intranet, quando os dispositivos estão dentro de uma rede privada e segregada de dados.

Estes dispositivos podem estar no ambiente residencial, empresarial ou na indústria.

No caso da indústria, utilizamos o termo IIoT para os vários dispositivos e atuadores que integram o chão de fábrica.

Vamos agora abordar algumas tendências.

Iniciativas de escritório inteligente

Com o trabalho remoto cada vez mais aceito neste cenário de pandemia, imagina-se que IoT poderá ser utilizado pelo mercado imobiliário, para agilizar, facilitar e tarifar a alocação de espaços remotos.

O uso de sistemas de monitoramento inteligente, tornará isso possível.

Rastreamento ou Acompanhamento comportamental

O monitoramento de comportamento proporcionado por IoT, oferece inúmeras vantagens para a saúde mental e segurança pessoal.

Lavar as mãos e usar máscara são exemplos de atividades que podem ser monitoradas para estabelecer um ambiente seguro.

Rastreamento de ativos e remessas

Fabricantes e empresas farmacêuticas podem compartilhar informações e se manter atualizados sobre o progresso uns dos outros por meio de dispositivos IoT, o que economizará tempo.

A monitoração de ativos também tem grande uso em hospitais para determinar a localização dos vários equipamentos móveis utilizados para diagnóstico e suporte ao paciente.

Já na indústria, pode ser usado para o acompanhamento da linha de produção e estoque.

Telemedicina e dados de localização

Os dispositivos vestíveis ou wearables junto de outros sensores IoT, ajudarão os profissionais de saúde a manter o controle dos dados do paciente em casos de doenças crônicas que requerem monitoramento contínuo.

Também, para os dados de localização, existe aplicação para monitoramento e acompanhamento de idosos.

Aumento da preocupação com a cibersegurança de IoT

Os dispositivos conectados à Internet estão crescendo exponencialmente, junto com o número de usuários e casos de uso para esses dispositivos.

Mas, à medida que essas novas soluções de IoT se desenvolvem em um ritmo tão rápido, quem está assumindo a responsabilidade de proteger os usuários e seus dispositivos contra ameaças cibernéticas?

Algumas pessoas da Área de segurança cibernética acreditam que, à medida que mais pessoas ganham acesso a dispositivos de IoT e a superfície de ataque aumenta, as próprias empresas de IoT precisarão assumir a responsabilidade pelos esforços de segurança cibernética.

Com certa regularidade, os usuários costumam baixar aplicativos em seus telefones para controlar esses dispositivos, mesmo sem ler os termos e condições de uso.

Fora isso, os usuários também fornecem senhas e dados mais confidenciais sem entender onde eles serão armazenados e como serão protegidos.

E ainda mais importante, eles estão usando dispositivos sem verificar se estes dispositivos estão recebendo atualizações de segurança.

O 5G permitirá mais possibilidades para IoT

Hiperconectividade e latência ultrabaixa são necessárias para suportar soluções de IoT bem-sucedidas.

A tecnologia 5G e sua conectividade tornará o acesso à IoT ainda mais amplo.

Atualmente, as empresas de telefonia celular e outras empresas estão trabalhando para disponibilizar a tecnologia 5G em suas áreas para dar suporte ao desenvolvimento de IoT.

Os fornecedores de tecnologia 5G acreditam que podem oferecer o melhor de dois mundos: a flexibilidade da comunicação sem fio, com a confiabilidade, desempenho e segurança de uma rede cabeada.

Segundo eles, o 5G está criando um ponto de inflexão.

Agora temos largura de banda suficiente e baixa latência para causar um impacto enorme, muito mais flexível do que uma rede com fio e ao mesmo tempo, permite um novo conjunto de casos de uso.

Demanda por gerenciamento especializado de dados IoT

Com a coleta em tempo real de milhares de pontos de dados, a estratégia de soluções de IoT concentra-se fortemente no gerenciamento de metadados sobre produtos e serviços.

Estas coletas produzem uma quantidade enorme de dados, mas nem todos os desenvolvedores e usuários de IoT começaram a otimizar e utilizar, de maneira mais ampla, os dados que agora podem acessar.

Considerando o crescimento dos dispositivos IoT por todas as partes do mundo, as empresas de tecnologia precisarão encontrar maneiras mais inteligentes de armazenar, gerenciar e analisar os dados produzidos pelos dispositivos IoT.

A maioria dos dispositivos IoT geram dados com registro de data e hora (ou séries temporais).

Com a explosão desse tipo de dado, alimentada pela necessidade de mais análises, é necessário acelerar a demanda por plataformas IoT especializadas.

Soluções IoT prontas para uso corporativo

Existe uma boa parte das empresas interessadas em investir em tecnologia IoT, mas a curva de aprendizado inicial pode ser desafiadora.

Enquanto as empresas pioneiras de IoT são forçadas a aprender à medida que avançam, muitas outras empresas estão aguardando os resultados destes aprendizados para poderem aplicar em seus negócios e casos de uso.

Alguns especialistas da Área de Nuvem e Gestão de Dados, acreditam que a próxima grande onda de adoção de IoT será em IoT empacotada ou soluções de IoT prontas para uso que oferecem funções operacionais fáceis de usar, já com análise de dados integradas.


E você? Como imagina a aplicação de IoT e IIoT para 2022?

Já tem algum projeto que possa ser colocado em prática no curto prazo?


Veja também:

IoT – segurança e integridade dos dados

Quatro tendências para IoT em 2021

Os caminhos para Transformação Digital

PROGMEM e os microcontroladores AVR

Look out for these IoT trends in 2022!

Top Internet of Things (IoT) Trends for 2022


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porRicardo Jorge

Os caminhos para Transformação Digital

Neste artigo sobre Os caminhos para Transformação Digital, será feita uma avaliação sobre as principais formas de conduzir adequadamente a Transformação Digital para que seja rápida, eficiente e duradoura.

Imagino que a maioria dos leitores já tenha ouvido falar sobre Transformação Digital muitas e muitas vezes e isso se deve a importância que este assunto tem para empresas e organizações de todos os tipos e tamanhos.

A Transformação Digital está mais perto do que você imagina! Basta olhar para os pequenos restaurantes e pizzarias que aceitavam pedido só por telefone e agora utilizam um aplicativo para Smartphone.

Aqui não serão abordadas metodologias e ferramentas porque tudo depende do perfil do seu negócio, da maturidade de seus colaboradores e, principalmente, da capacidade e urgência para investir nas ações necessárias para esta transformação.

É fácil mostrar casos de sucesso onde foram investidas enormes quantias e feita aquisição de ferramentas complexas para proporcionar os resultados mostrados para o público, o mercado e seus concorrentes.

Não importa o tamanho de sua empresa ou negócio, a transformação Digital poderá ajudar em várias frentes, proporcionando ganhos e melhorias no posicionamento de seus produtos e serviços para o mercado e, principalmente, no relacionamento com seus clientes.

Como devo iniciar a Transformação Digital?

Na maioria das vezes, o processo tem início à partir de uma visão estratégica vinda dos gestores da empresa, ou o chamado Nível “C” nas grandes corporações, que imaginam que algo pode ser melhorado através de um processo feito “digitalmente”.

Deste ponto em diante, as empresas passam então a ficar totalmente envolvidas com a intenção de transformar digitalmente seus negócios, esquecendo que muitas vezes não têm as pessoas certas para a condução e a tomada da decisão e tão pouco estão lidando com as questões adequadas para atingir seus objetivos de transformação digital.

Não basta pedir para seus colaboradores reimaginarem o que fazem, por que fazem ou como fazem.

Para iniciar este processo de transformação, você precisa estimular as conversas certas e permitir uma análise profunda sobre suas propostas de valor.

É necessário abordar as questões chaves que precisam ser respondidas objetivamente e, mais importante, desafiar as equipes internas a pensar além da transformação digital, porque apenas esta abordagem não é o suficiente.

De fato, a transformação digital é uma questão de vantagem competitiva.

Criação de experiências, produtos ou serviços que não apenas transformam negócios individuais, mas que reimaginam completamente setores inteiros.

Você pode não só transformar seu negócio, mas reinventar o setor onde atua.

Alguns exemplos que estão ao nosso redor são as Fintechs que mudaram o mercado financeiro, a explosão do e-commerce durante a pandemia e os processos de entrega (Delivery) de produtos os mais variados.

Um outro exemplo interessante sobre aplicação da Transformação Digital, são os aplicativos de transporte como Uber, 99, Lyft e vários outros.

Antes, existiam as Cooperativas de Taxistas, mas nenhuma delas conseguiu transformar o negócio onde já operavam por décadas.

Como posso conseguir esta vantagem competitiva?

Comece avaliando detalhadamente suas propostas de valor!

Uma proposta de valor é uma declaração que responde ao “por que” alguém deveria fazer negócios com você.

Ela deve ser capaz de convencer os potenciais clientes que seu serviço ou produto terá mais valor para eles do que ofertas semelhantes da concorrência

A maioria inicia sua jornada para transformação digital, esperando que a tecnologia resolva tudo.

E o resultado final é, se o que você está tentando vender não projeta um valor para seus consumidores, então nenhuma tecnologia vai resolver esse problema para você.

Uma série de empresas com variados perfis e tamanhos, estão perdendo a oportunidade de mudanças positivas.

Por vezes, imaginam que basta fazer um planejamento uma vez por ano, talvez indo para um hotel chique por alguns dias, para falarem sobre mudanças com seus colaboradores e, depois, definirem isso como uma tendência, ou algo a ser feito, para o próximo ano.

Bem, isso não funcionará e deixará sua empresa para trás.

A menos que você esteja prestando muita atenção sobre o que seus consumidores dizem sobre suas propostas de valor e tenha agilidade para responder às necessidades deles, seu projeto de transformação não terá sucesso.

O grande ponto é: com a mudança do mercado e dos hábitos dos consumidores, você tem que continuar se reinventando. Você nunca poderá ficar parado.

A realidade para a maioria das organizações é que há uma série de prioridades concorrentes em todas as Áreas, competindo pelo ciclo orçamentário.

Portanto, a verdadeira questão a ser examinada é: “estou investimento meus recursos nas áreas certas?”

O que vemos repetidamente é que as empresas que têm sucesso na criação de vantagem competitiva são aquelas que estão colocando uma alta proporção de seus investimentos em suas tecnologias de front-end, ou seja, as Áreas que são mais visíveis para o consumidor.

Claro, as tecnologias de back office são importantes, porque são a base do seu negócio.

No entanto, na maiorias das vezes não é o back office que vai gerar vantagem competitiva.

Comprar ferramentas ou desenvolver em casa?

Não importa se você é uma Startup, uma pequena empresa ou uma corporação gigante já listada na Bolsa de Valores, toda organização precisa escolher de maneira inteligente, as ferramentas a serem usadas.

Em muitos casos, uma ferramenta que já esteja no mercado será a escolha perfeita.

Nunca esqueça que a Nuvem pode ser usada não só para validar suas ideias de transformação, como depois para o ambiente de produção.

Mas lembre! Usar exatamente as mesmas ferramentas que seus concorrentes não siginifica que você terá destaque e sucesso no mercado.

Por vezes, será necessário personalizar uma ferramenta existente ou até mesmo desenvolver algo que esteja alinhado com suas necessidades e foco para o mercado.

Esta personalização, ou criação de algo próprio, poderá ser seu diferencial, trazendo flexibilidade, controle e autonomia.

É fundamental que as ferramentas escolhidas estejam alinhadas com suas estratégias de mercado e que possam alavancar sua proposta de valor.

A melhor ferramenta é aquela que faz o que você precisa, quando você precisa.

Pense grande!

Resumindo: desafie-se a pensar além da transformação digital, porque é tudo uma questão de vantagem competitiva.

Não negligencie suas propostas de valor e pense com muito cuidado sobre como você está gerenciando seus recursos financeiros, especialmente no relacionamento com seus clientes.

Em seguida, desenvolva seus recursos técnicos para mantê-lo à frente de seus concorrentes e seja ágil para garantir que você esteja sempre, sempre centrado no cliente.

Não acredite em soluções mágicas e, acima de tudo, nunca fique parado.


Literatura adicional:

Acesso o site da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e veja a publicação A Caminho da Era Digital no Brasil


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porRicardo Jorge

História do Controlador Lógico Programável

Neste artigo sobre História do Controlador Lógico Programável – CLP, veremos a trajetória deste componente vital para toda indústria e fundamental para implantação da Indústria 4.0.

Um controlador lógico programável (PLC em inglês ou CLP em português) é um equipamento projetado para controlar, via um microcontrolador ou até mesmo um computador, os processos em um ambiente industrial.

Um CLP está sempre monitorando um conjunto específico de entradas e, em seguida, tomando decisões para alterar o que os dispositivos de saída farão. Neste artigo, daremos uma olhada na história do CLP.

Os CLPs são comumente usados ​​para monitorar motores ou máquinas e, são a base de um sistema de manutenção preditiva.

A manutenção preditiva permite que uma empresa de manufatura identifique possíveis falhas antes que causem grandes problemas ou resultem em um tempo de inatividade significativo.

Antes do controlador programável

Antes do CLP, a única maneira de controlar as máquinas era por meio do uso de relés.

Os relés funcionam utilizando uma bobina que, quando energizada, cria uma força magnética para colocar a chave na posição ON ( Ligado ) ou OFF ( Desligado ).

Quando o relé é desenergizado, a chave libera e retorna o dispositivo à sua posição padrão LIGADO ( NF ou NC ) ou DESLIGADO ( NA ou NO ).

Então, por exemplo, para controlar se um motor estará LIGADO ou DESLIGADO, basta conectar um relé entre a fonte de alimentação e o motor.

Assim seria possível controlar quando o motor está recebendo energia, energizando ou desenergizando o relé.

Este tipo de relé é conhecido como relé de potência ( chave contatora ou contator ).

Pode haver vários motores em uma fábrica que precisam ser controlados, então o que você faz? Você adiciona muitos relés para fazer o controle de energia.

Assim, as fábricas começaram a acumular gabinetes elétricos cheios de relés.

Mas espere, o que liga e desliga as bobinas dos relés de energia ? Normalmente são relés menores, também conhecidos como relés auxiliares.

Agora começou a ficar claro como era feito o controle antes dos CLPs e as vantagens no uso de um CLP na indústria.

A história do CLP

Em 1969, Dick Morley administrava um pequeno negócio em uma garagem e, por acaso, construiu o primeiro CLP.

Ele humildemente declara: “Estávamos construindo e não sabíamos que estávamos construindo”.

No início, Morley disse que as empresas automotivas queriam comprar o CLP por um preço cada vez menor.

Embora Morley estivesse cético quanto à viabilidade do negócio a longo prazo, um colega o convenceu a aceitar o negócio, já que o dinheiro real a ser ganho com o CLP seria no reparo e manutenção de sistemas depois de implementados.

Quatro anos depois, em 1973, Michael Greenberg projetou o primeiro CLP comercialmente bem-sucedido, que foi posteriormente desenvolvido pela Modicon para substituir a tecnologia baseada em relé para a General Motors e Landis.

Os CLPs usam lógica ladder e essencialmente trazem à vida relés físicos, temporizadores e conexões com fio.

Ao eliminar a necessidade de religamento e novo hardware para cada configuração lógica adicional, os CLPs aumentaram drasticamente a funcionalidade dos controles sem aumentar o espaço físico necessário para hardware e equipamentos adicionais.

No entanto, os CLPs originais tinham pouca capacidade de memória, não podiam lidar com entradas e saídas externas e precisavam de terminais proprietários para sua programação.

Na década de 1980, a tecnologia CLP havia feito grandes avanços.

Neste ponto, o software baseado em PC pode lidar com os requisitos de programação, a velocidade de processamento foi bastante aumentada e novos recursos estavam agora disponíveis.

Os CLPs continuaram a adicionar novos desenvolvimentos quase continuamente desde então.

Em 2001, a empresa de pesquisa de mercado ARC criou o termo controlador de automação programável ( Programmable Automation Controller – PAC em inglês) para descrever um CLP altamente avançado que incorpora software baseado em PC, interface homem-máquina (IHM ou HMI em inglês) e gerenciamento sofisticado de ativos.

À medida que essa tecnologia decolou, principalmente em organizações maiores, alguns especialistas previram a morte dos sistemas CLP antiquados.

No entanto, de acordo com a Frost & Sullivan, o mercado global de CLPs cresceu nos últimos anos.

À medida que as organizações de pequeno e médio porte buscam expandir seus mercados, os CLPs continuarão a desempenhar um papel crítico em ajudá-los a impulsionar esse crescimento.

O que um CLP faz?

As tarefas de um CLP mudaram significativamente desde seu advento em 1969.

Essencialmente, um CLP é um sistema de controle que é usado na fabricação e em outras aplicações industriais.

Seu trabalho é monitorar continuamente entradas específicas, executá-las por meio de um sistema de computador e, em seguida, gerar as saídas corretas para um processo específico.

Linhas de produção, máquinas industriais ou processos de fabricação são freqüentemente melhorados e mais eficientes com a ajuda de um CLP.

Esses sistemas são projetados para ajudar a alterar ou duplicar uma determinada operação ou processo de manufatura, ao mesmo tempo em que reúne e compartilha informações críticas para ajudar as empresas a tomarem decisões mais inteligentes.

A maioria dos sistemas CLP são modulares, o que significa que você pode personalizar os tipos de dispositivos de entrada, como sensores, bem como a forma como os dados são compartilhados no lado da saída para melhor se adequar ao seu negócio.


A norma IEC 6131-1

A norma IEC 6131-1 define as informações gerais dos controladores programáveis.

Está norma se aplica a qualquer produto que exerça função de um PLCs e os periféricos associados.

Dentro destes aspectos, a IEC 61131-3 define cinco linguagens de programação:

É comum em alguns ambientes de programação que atendem à IEC 61131-3, a presença de uma sexta linguagem de programação, conhecida como CFC (do inglês Continuous Function Chart) que não faz parte das definições da norma.

Conclusão

A tecnologia CLP tem uma longa história dentro das industrias, fornecendo uma ferramenta inovadora que tem ajudado as empresas a se tornarem mais eficientes no gerenciamento de seus equipamentos, processos e sistemas ao longo dos anos.

À medida que a tecnologia avançou, ferramentas complementares evoluíram, permitindo que as empresas expandissem o uso e as aplicações do CLP em toda a instalação.

Enquanto as empresas de pequeno e médio porte continuam a competir no mercado global, elas aumentarão o uso do CLPs e tecnologias relacionadas para crescer e prosperar no futuro.

Os CLPs atuais também podem ser considerados partes do ecossistema IoT e IIoT, podendo ser poderosos aliados na gestão do chão de fábrica.


Este artigo foi baseado no conteúdo de outros 2 artigos : artigo_1 e artigo_2


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porRicardo Jorge

Indústria 4.0 aplicada na pequena indústria

Neste artigo sobre Indústria 4.0 aplicada na pequena indústria, será feita uma reflexão sobre como aplicar as metodologias e oportunidades da Indústria 4.0 nas pequenas empresas / indústrias brasileiras.

Para iniciar, é necessário definir o que seja uma pequena empresa.

Para o BNDES, a classificação é feita da seguinte forma :

CLASSIFICAÇÃORECEITA OPERACIONAL BRUTA ANUAL OU RENDA ANUAL
MicroempresaMenor ou igual a R$ 360 mil
Pequena empresaMaior que R$ 360 mil e menor ou igual a R$ 4,8 milhões
Média empresaMaior que R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões
Grande empresaMaior que R$ 300 milhões
Fonte – BNDES

Outras referências sobre classificação dos pequenos negócios podem ser encontradas abaixo :

Como podemos observar, sequer a definição do que seja um pequeno negócio, empresa ou indústria, é facilmente encontrada na literatura e nos vários órgãos especializados sobre o tema.

De qualquer forma, todos sabemos que são as pequenas empresas que mais empregam trabalhadores.

Mesmo assim, poucas ações e opções de automação e modernização são ofertadas para este segmento.

Sempre que posso, participo de apresentações e debates sobre Indústria 4.0, IoT e IIoT.

Na maioria destas apresentações são mostradas fotos e até vídeos de chão de fábrica, que mais parecem um centro cirúrgico de tão organizadas e limpas que são, além de possuírem inúmeras telas para monitoração e robôs que transportam peças pelos vários estágios da linha de produção.

chão de fábrica é o local onde ficam os funcionários e as máquinas de uma indústria.

Sem dúvida, toda esta tecnologia é importante e desejável para Indústria 4.0, mas também é uma realidade um pouco distante para muitas das pequenas indústrias.

Na minha visão, o mercado tem várias e excelentes opções de IoT e IIoT para quem possa investir uma boa quantidade de recursos financeiros e também de tempo para implementação,

Já para os pequenos, a automação seria uma forma de melhorar a competitividade através da redução inicial de custos, mas de uma maneira bem gradual e que se possível, pudesse ser implementada nos equipamentos existentes.

Uma espécie de retrofit !

A pequena indústria não é vista e percebida de uma forma adequada, nas ações da Indústria 4.0

Recentemente um cliente solicitou o desenvolvimento de um software, ou melhor, um firmware para um CLP que pudesse ser amplamente utilizado na indústria para sistemas de ar comprimido.

Os objetivos, de certa forma, são ambiciosos :

  • Simplicidade na configuração e operação
  • Facilidade na obtenção e interpretação dos dados sobre a operação do CLP
  • Acesso remoto, utilizando Modbus RTU na primeira versão deste produto
    • Este acesso poderá ser interno a empresa e / ou compartilhado com a Assistência Técnica
  • Capacidade de histórico para determinar melhorias no ambiente produtivo
    • Possível redução no consumo de energia
    • Previsibilidade nos ciclos de manutenção preventiva
    • Utilização dos históricos na manutenção corretiva

Ações tais como conectar uma IHM touch a um CLP, podem trazer mais custo do que valor para a solução

Principalmente para a pequena indústria, é preciso agregar o máximo de valor na solução a ser ofertada, permitindo que este valor seja revertido em reinvestimento e conhecimento do ambiente produtivo.

Ações que apenas alteram a forma de interação do Operador com a máquina, não costumam agregar o valor necessário e desejado pelo negócio.

Um exemplo seria a substituição de um processo de partida Estrela-Triângulo por um Soft Starter ou até mesmo passar a utilizar um Inversor de Frequência.

O investimento em uma modificação deste tipo poderá refletir em economia, caso seja feita uma análise do comportamento do motor naquele equipamento.

Perguntas como :

  • Quantas vezes o motor parte por dia / hora ?
  • Por quanto tempo o motor fica ligado após cada partida ?
  • Por quanto tempo o motor fica em carga ?
  • Existe algum motor com comportamento muito diferente dos demais ?
    • É possível usar os resultados dos demais motores como linha de base ?
  • Existem problemas na minha rede elétrica interna ?
    • Meu Fator de Potência ( FP ) está correto / preciso corrigir ?

Com estas respostas, ou pelo menos parte delas, fica muito mais fácil e seguro tomar uma decisão de investimento.

Então, ao invés de instalarmos apenas uma interface bonita e talvez amigável, precisamos disponibilizar respostas para a empresa definir suas estratégias.

Permitir a coleta centralizada dos dados dos vários CLPs instalados no chão de fábrica, ao invés de forçar o Operador a ir até onde cada equipamento esteja, gera melhoria na qualidade e na segurança da operação.

Entretanto, caso seja necessário, é possível instalar uma IHM touch neste CLP.

Embora o projeto ainda esteja em fase de testes, vários pontos abordados aqui já estão operacionais.


E você que administra ou trabalha na indústria, como tem conduzido suas iniciativas para a indústria 4.0 ?

Já buscou algum sistema para automação e modernização no mercado, mas não encontrou o que precisava ?

Deixe aqui seu comentário e contribua para a melhoria da Indústria 4.0 em nosso país.

Viabilizando de forma consistente a entrada da pequena e média indústria na era da Indústria 4.0, o país cria novas oportunidades de negócios e empregos em varias frentes.


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porRicardo Jorge

IoT – segurança e integridade dos dados

A segurança e a integridade dos dados é fundamental para todos os dispositivos IoT.

Com a popularização e disseminação dos dispositivos IoT ( Internet das Coisas ), devemos avaliar como protegê-los e, também, os dados neles contidos ou por eles coletados.

Isto é importante para que estes dispositivos continuem a prestar os serviços idealizados com a devida segurança e integridade.

Também é importante salientar que isto tem relação com a própria LGPD, recém implantada no Brasil.

O foco em segurança deve ter início já no desenvolvimento.

É comum ouvirmos sobre a segurança na comunicação, mas existem outros pontos que não costumam ser abordados.

Passaremos a avaliar cada um deles agora.

  • Segurança física
  • Segurança operacional
  • Segurança funcional
  • Segurança na troca de dados
  • Rastreabilidade

Vamos detalhar cada um destes tópicos:

Segurança física é quando o dispositivo IoT pode conter informações coletadas que podem ser acessadas através de algum elemento removível ( cartão de memória por exemplo ), ou mesmo quando é possível acessar os dados coletados, bastando conectar este dispositivo a algum outro sistema ( computador pessoal, por exemplo ).

Segurança operacional é pouco percebida, mas é fundamental, porque os dispositivos IoT que operam através de baterias, podem ter sua operação comprometida ( operação errática ), quando os níveis de tensão da bateria cheguem próximos dos limites de operação dos circuitos eletrônicos que compõem este IoT ( coletor / atuador ).

Não podemos confiar cegamente na especificação da vida útil da bateria.

Com os níveis incorretos da tensão da bateria, pode não mais ser possível coletar adequadamente os dados, como também podemos não mais conseguir acionar o atuador conectado ao dispositivo. Tudo isto, comprometerá a funcionalidade projetada para este dispositivo.

A solução para segurança operacional, normalmente está relacionada ao uso de Supervisores de Tensão ( Voltage Supervisors )

Segurança funcional está relacionada a existência de pontos de verificação de execução, dentro do software do dispositivo. O exemplo mais comum é o uso de um “watchdog”, que é uma forma de verificar que seu código está em execução, porque passou periodicamente por determinados pontos do programa.

Caso ocorra uma falha na execução do código e o programa deixe de passar por estes pontos, haverá a reinicialização do sistema, permitindo a retomada do processo.

Garantir a execução dos processos, quer sejam de coleta ou de atuadores, para o qual o dispositivo IoT foi projetado, é fundamental para todo ecossistema onde aquele dispositivo faça parte.

Segurança na troca de dados é feita normalmente através de sistemas de autenticação e criptografia durante a conexão do dispositivo IoT com a rede e também com a aplicação que fará uso destes dados coletados.

Um exemplo deste processo de segurança, é o uso de LoRaWan.

Neste caso, os dados são enviados entre os dispositivos e o gateway, utilizando criptografia, mas mesmo assim, somente a aplicação consegue ter acesso ao que foi coletado, uma vez que, um mesmo gateway pode agregar dados de inúmeros dispositivos, enviando estes dados para aplicações diversas, que podem até mesmo ser tratadas por empresas / corporações distintas.

Rastreabilidade é quando conseguimos determinar onde fisicamente está nosso dispositivo IoT.

Isto tem relação com a segurança física, ou seja, será que nosso dispositivo está onde planejamos que estivesse ?

Rastrear também significa saber que os dados coletados são realmente do local que necessitamos e, também, quando acionarmos algum atuador, que possamos obter o resultado previsto.

Como pudemos observar, a segurança e a integridade podem não ser simples, mas são fundamentais para o ecossistema IoT e por isto precisamos dedicar especial atenção a elas.

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