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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Telemetria o que é e para que serve

Neste artigo sobre Telemetria o que é e para que serve, será abordada a importância da coleta dos dados e status dos vários componentes que integram seu ambiente, permitindo que você entenda e conheça o que realmente ocorre, quando ocorre, por quantas vezes e, em quais circunstâncias.

O artigo abordará os seguintes aspectos sobre telemetria:

  • O que é
  • Para que serve
  • Onde aplicar
  • Qual a diferença entre telemetria e IoT
  • Resultados esperados com a telemetria

O que é telemetria?

O termo telemetria significa obter dados de uma maneira remota, ou seja, sem estar presente no local onde estes dados estão sendo gerados.

A distância deste local remoto pode ser de alguns metros até milhares de quilômetros.

É importante lembrar que a telemetria vem sendo utilizada por várias décadas e em inúmeros cenários e ambientes.

A telemetria utiliza coletores, também chamados de sensores, para obter status e dados.

Um status representa as duas condições possíveis que um elemento pode assumir, por exemplo, ligado ou desligado, aberto ou fechado.

Um dado é a representação dos valores que um determinado elemento pode assumir, exemplos:

  • Temperatura:
    • do ar,
    • do solo,
    • dos gases de exaustão de um motor,
    • do Data Center,
    • do paciente
  • Umidade:
    • do ar,
    • do solo,da sala de reunião,
    • do Data Center
  • Pressão:
    • da linha de vapor,
    • da linha de ar comprimido,
    • do combustível,
    • do óleo,
    • da água para o sistema contra incêndio,
    • arterial
  • Velocidade:
    • do sistema de ventilação
    • da esteira de transporte
  • Nível de Iluminação, natural ou artificial, incidindo em um ambiente
  • Nível de trepidação ou vibração de um equipamento
  • Contador de elementos passando pela esteira transportadora
  • Contador de pessoas passando por uma catraca
  • Percentual de renovação do ar da sala ou galpão
  • Quantidade de partidas de um motor
  • Tempo de operação de uma máquina
  • Consumo de energia elétrica, combustível ou água
  • Indicador do volume de um gás ou fluido em um reservatório

Ou seja, podemos aplicar telemetria em qualquer ambiente, quer seja industrial, residencial, comercial, agrícola, hospitalar, etc.

Para que serve a telemetria?

Toda vez que necessitamos monitorar e rastrear o estado e a qualidade de algo, precisamos coletar dados e status para sabermos se ocorreu algum desvio importante.

Através desta medição e coleta de dados e status, podemos tomar decisões e entender o comportamento real do que estamos monitorando.

Imagine um paciente em uma Unidade de Terapia Intensiva!

Como o médico poderá avaliar a evolução deste paciente, sem saber o que ocorre ao longo das horas e dos dias?

Algo similar ocorre em uma indústria, onde também precisamos obter dados sobre a produção e o comportamento dos vários equipamentos que compõem o chão de fábrica.

Onde aplicar a telemetria?

Como já vimos, a telemetria é uma coleta remota de dados e status, que pode ser aplicada a inúmeros casos, como:

  • Indústria em geral
  • Medicina
  • Cidades inteligentes
    • mobilidade urbana e semáforos inteligentes
    • iluminação pública
    • segurança pública
  • Prédios e casas inteligentes
  • Agricultura e pecuária
  • Geração e distribuição de energia elétrica
  • Logística e monitoramento de frota e mercadorias
  • Distribuição de água
  • Gasodutos e oleodutos
  • Equipamentos que ficam em locais remotos / de difícil acesso

A telemetria pode ser:

  • um serviço instalado, mantido e consumido internamente ou,
  • contratado de uma empresa especializada na prestação de serviços de medição, ou
  • utilizado por prestadores de serviço, empresas de manutenção, etc.

De posse deste conhecimento e, considerando um ambiente de produção, será possível gerenciar e planejar de forma mais adequada como utilizar melhor seus recursos, permitindo resultados mais positivos para o seu negócio, ao mesmo tempo que pode melhorar o atendimento e o relacionamento com seus clientes.

Quando consideramos o uso da telemetria na medicina, o conhecimento sobre o comportamento do paciente ao longo do tempo, permite ao médico inúmeras possibilidades para aprimorar e adequar o tratamento.

Muitas pessoas já utilizam Smartwatches que podem ser considerados coletores de alguns dados pessoais, como: quantidade de tempo em repouso ou em atividade, batimento cardíaco, pressão arterial, temperatura corporal, etc.

Pode ser que você já utilize telemetria sem perceber!

Qual a diferença entre telemetria e IoT?

Já faz algum tempo que ouvimos falar em Indústria 4.0, na Agricultura 4.0 e IoT e IIoT e a necessidade para adoção de novos padrões e metodologias para aprimorar a produção, diminuir o desperdício e otimizar seus processos de gestão.

De fato, Telemetria e IoT são a mesma coisa do ponto de vista conceitual da coleta de dados e status.

Um dispositivo IoT é comumente composto de um sensor que coleta o status e/ou os dados e opcionalmente de um atuador, que comanda algo, enquanto a Telemetria é normalmente composta por um dispositivo sensor.

Nada impede que exista um atuador junto com a telemetria.

Durante muitos anos um dispositivo de telemetria fazia apenas a coleta e enviava os dados através de um meio de comunicação que normalmente era algum tipo de rádio.

Muitos dispositivos IoT continuam fazendo a mesma coisa, mas a maioria utiliza a Internet como meio de comunicação, embora existam outras formas como, por exemplo, LoRaWan ou 5G.

Alguns dispositivos IoT, assim como os dispositivos usados em telemetria, também podem armazenar os dados para consulta futura e quando configurados desta forma, são denominados de data logger.

Sendo assim, atualmente Telemetria e IoT são formas diferentes para descrever uma coleta remota de dados e status.

Resultados esperados com a telemetria

Como já vimos, a telemetria pode e deve ser aplicada a qualquer perfil de empresa ou negócio.

Através da medição e do conhecimento da operação dos elementos e dispositivos, passamos a entender como realmente as coisas acontecem e, não somente como deveriam acontecer ou, foram projetadas e planejadas.

O uso da telemetria permite uma maior e melhor compreensão da operação dos vários elementos e dispositivos, facilitando o diagnóstico de falhas e até mesmo antecipando manutenções que passam de corretivas a preventivas.

A telemetria também se estende para outras áreas além da indústria e dois exemplos muito comuns atualmente, são a saúde e a logística.

Então, os principais resultados esperados com a implantação da telemetria são:

  • Otimização de gastos
  • Melhorias dos processos de produção e análise de causa raiz
  • Planejamento da manutenção
  • Otimização da produção

Você otimiza seu tempo e não desperdiça o tempo do cliente!

Em qualquer área ou negócio, todos esperamos por soluções e resultados positivos e não apenas desculpas!

Através do uso da telemetria ou IoT, é possível acompanhar o status e as coletas dos dados que serão utilizados para agilizar o diagnóstico e até mesmo prevenir falhas e problemas mais graves.


E você? Como faz a gestão de seu negócio?

Como acompanha a produtividade de seus equipamentos e recursos?


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Diferenças entre KPI e OKR

Neste artigo sobre Diferenças entre KPI e OKR, abordaremos os indicadores de eficácia com que sua empresa segue metas estabelecidas (KPI), junto a objetivos definidos como os principais resultados (OKR).

É importante notar que KPI e OKR podem ser complementares e, em alguns cenários, os melhores resultados ocorrem quando são utilizados em conjunto.

KPI ( veja o artigo sobre KPI ) significa Key Performance Indicator, que demonstra a eficácia com que sua empresa está se movendo em direção a metas definidas.

Os KPIs ajudam empresas, departamentos, equipes e indivíduos a definir metas claras e monitorar o progresso mostrado através das métricas utilizadas para uma determinada KPI.

OKR significa Objectives and Key Results, um conjunto de metas que ajuda as empresas a estabelecer “objetivos” juntamente com os “principais resultados”, que ao serem medidos, apoiam a realização de cada objetivo.

Os OKRs nos negócios são usados para comunicar os resultados desejados em toda a organização, focar nas áreas mais importantes que precisam de melhorias e entregar resultados valiosos para os negócios.

O objetivo dos OKRs é definir o que exatamente você precisa melhorar e, com base nisso, como investir seu tempo nesse objetivo.

Você deverá ter foco para não desviar de suas metas, não realizando ações desnecessárias, ao mesmo tempo em que persegue seus objetivos.

Algumas considerações e exemplos sobre OKR

Precisamos ter em mente que os Key Results não são metas “absolutas”, mas sim, resultados mensuráveis que indicam o sucesso ou fracasso do Objetivo de forma clara e não subjetiva.

Se você planeja melhorar seu negócio, então que tipo de resultados mostrará que você teve sucesso?

Uma forma mais fácil de abordar OKR é separá-lo em duas partes, sendo uma para “O” que é o seu Objetivo e outra para “KR” que são indicadores de resultado..

Exemplo para um caso de RH:

“O” – Tornar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal uma prioridade para todos os funcionários.

“KR” – Melhorar a pontuação da pesquisa de equilíbrio entre vida profissional e pessoal para X

“KR” – Reduzir as horas extras em X

“KR” – Aumentar a pontuação da pesquisa semanal de satisfação para X

Exemplo para um caso de engenharia e desenvolvimento de produtos:

“O” – Acelerar a implantação de correções de bugs importantes

“KR” – Reduzir o tempo das correções de bugs de X para Y

“KR” – Reduzir as reclamações dos clientes em X%

Como definir seu Objetivo?

Para verificar se a sua definição de Objetivo está adequada, responda as perguntas abaixo:

  • O objetivo é amplo para sua avaliação e perspectiva?
  • O objetivo é inspirador?
  • O objetivo ajuda a atingir os objetivos da empresa?
  • O objetivo está alinhado com a estratégia corporativa?
  • O objetivo é indispensável?
  • O objetivo é coerente com o período de tempo definido para sua execução (timeboxing)?

Como definir seus KRs – Indicadores de Resultado?

Já para a parte “KR”, verifique os seguintes itens:

  • Você consegue medir com clareza, o que deseja como resultado?
  • O indicador selecionado demonstra o nível de sucesso para o seu Objetivo?
  • Tenha em mente que os Principais Resultados são resultados e não atividades/tarefas.
  • Não utilize mais do que 3 ou 5 “KR” para cada “Objetivo”.

Como definir seu OKR?

E para finalizar, valide seu OKR com a lista abaixo:

  • O Key Result adere ao SMART? (Specific, Measurable, Actionable, Relevant, Time bound)
  • O KR é um resultado e não apenas mais uma tarefa/atividade?
  • O KR ajuda a atingir o objetivo ao qual pertence?
  • Existe um cronograma definido para o KR?
  • O KR pertence a uma categoria de meta inspiradora (stretch goal) ou operacional?
  • O KR é importante o suficiente para aparecer no top 5 KRs para o objetivo?

SMART é um conjunto de critérios para conduzir a definição de metas e objetivos em diversas áreas.

Traduzido para o português como: Específico, Mensurável, Alcançável, Relevante e Temporal (relacionado ao Tempo).

De forma ideal, todo objetivo de uma empresa, departamento ou time deveria ser:

  • Específico – focar em uma área ou assunto específico para desenvolvimento.
  • Atribuível – especificar quem irá fazer.
  • Mensurável – quantificar ou, pelo menos, sugerir um indicador de progresso.
  • Realista – considerar resultados que podem ser atingidos de forma realista, dados os recursos disponíveis.
  • Relacionado ao Tempo – especificar até quando o(s) resultado(s) podem ser alcançados.

Qual dos 2 indicadores ( KPI / OKR ) é mais importante?

Após esta introdução, você provavelmente está se perguntando qual deles é mais importante e porque não posso usar apenas um deles?

Bem, se está em dúvida sobre utilizar KPI ou OKR, tudo depende do que você deseja medir.

Por exemplo, se você deseja dimensionar ou melhorar um plano ou projeto que já foi feito antes, os KPIs podem ser a melhor opção. Eles são diretos e permitem que você adicione um sistema de medição aos seus projetos e processos em andamento.

No entanto, se você tem uma visão maior ou deseja mudar sua direção geral, os OKRs podem ser a melhor alternativa. Eles têm maior profundidade o que permitirá que você expanda seus objetivos ainda mais e seja um pouco mais criativo sobre como planeja alcançá-los.

Os objetivos devem impulsionar o crescimento, a mudança ou a inovação em sua empresa ou equipe. Eles devem ser motivacionais, orientadores e fornecer clareza suficiente.

O Objetivo não deve ter um número – é para isso que servem os Indicadores de Resultados.

Os indicadores de resultado devem ser mensuráveis, portanto, se você não tiver um número, não é um indicador de resultado. Verifique com frequência seus indicadores de resultados para saber se está no caminho certo.

Importante notar que os indicadores de resultados não devem ser binários e tão pouco devem ser KPIs.

Agora que você já sabe as diferenças entre KPI e OKR, como pretende utilizá-los em sua empresa ou negócio?

Deixe seu comentário abaixo.


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

KPI o que é e para que serve

Neste artigo sobre KPI o que é e para que serve, veremos a importância da definição e do acompanhamento das métricas relevantes a um processo, produto ou serviço.

Para a correta gestão de qualquer iniciativa, além de definir metas, precisamos acompanhar continuamente os resultados obtidos e ajustar o que for necessário para o sucesso desta iniciativa.

Primeiro é necessário definir KPI que em inglês significa Key Performance Indicator ou Principal Índice de Desempenho ou ainda Indicador-Chave de Desempenho.

Vejamos ainda, a frase abaixo atribuída a William Edwards Deming:

“Não se gerencia o que não se mede,

não se mede o que não se define,

não se define o que não se entende,

e não há sucesso no que não se gerencia

Diferentes perfis de empresa e negócio possuem KPIs específicos.

Nós mesmos temos nossos KPIs:

  • Quantas horas investi em meus estudos e projetos pessoais?
  • Como está o saldo da conta bancária ou de investimentos?
  • O carro tem combustível, ou bateria, suficiente para chegar ao destino?
  • Tenho comida suficiente até a próxima compra?

Para uma indústria seriam:

  • Quantidade de peças produzidas
  • Satisfação dos clientes e índice de falhas dos produtos
  • Horas em operação de um equipamento, visando a manutenção preventiva
  • Treinamento ou requalificação das Equipes
  • Acompanhamento do consumo de água e energia elétrica

No âmbito de T.I costumamos utilizar:

  • Acompanhamento dos recursos de infra ( CPU, memória, uso do espaço de armazenamento )
  • Uso dos recursos de Rede Local e Internet
  • Tempo de resposta e disponibilidade dos serviços
  • Treinamento ou requalificação das Equipes
  • Atendimento de incidentes e o tempo para resolução

Para a Equipe de Marketing, parte dos dados de T.I. refletem outras informações ( insights )

  • Quantidade de acesso ao Site institucional ou Site de Vendas que efetivam a compra (conversão)
  • Horários, dias da semana ou datas especiais com maior acesso ao Site de Vendas
  • Perfil dos usuários que acessam o Site de Vendas ( ou institucional )
  • Nível de satisfação dos clientes com os produtos e / ou serviços
  • Efetividade das campanhas de marketing junto aos clientes

Insight é a compreensão de uma causa e efeito específicos dentro de um contexto particular.

Em todos os aspectos, é possível verificar que precisamos medir e avaliar o estado atual para determinar se está dentro do que esperamos ou necessitamos.

Escolha e acompanhamento dos indicadores (KPI)

Existe uma frase que diz “o que é medido é concretizado”, mas como a medição em si é feita?

Abaixo existem algumas etapas importantes a serem consideradas no rastreamento eficaz de KPIs que fazem parte de sua estrutura de gerenciamento de desempenho.

Etapa 1: Escolha uma ou duas medidas que contribuam diretamente para cada um dos seus objetivos.

Embora existam inúmeras partes que são essenciais para a operação e desempenho de uma empresa ou negócio, não é possível ou eficiente rastrear tudo o que está acontecendo.

De um lado, nem todas as medidas são importantes o suficiente para rastrear.

Por outro lado, rastrear muitas medidas cria um trabalho desnecessário que, em última análise, não será útil.

Em vez disso, escolha uma ou duas métricas para cada um de seus objetivos que serão mais úteis para medi-los e alcançá-los.

Várias métricas podem ser aplicadas, mas apenas algumas delas terão impacto suficiente para melhorar o desempenho.

Etapa 2: verifique se suas medidas atendem aos critérios para um bom KPI.

Além de garantir que os KPIs escolhidos sejam verdadeiros indicadores de desempenho, eles também devem ter algumas características adicionais que sinalizarão sua eficácia.

Faça estas perguntas sobre cada KPI que você está considerando:

  • Pode ser facilmente quantificado?
  • Somos capazes de influenciar/dirigir mudanças usando este KPI ou está fora do nosso controle?
  • Este KPI se conecta ao nosso objetivo, bem como à estratégia geral?
  • É simples de ser definido e entendido?
  • Pode ser medido de maneira oportuna e precisa?
  • Contribui para uma ampla gama de perspectivas – ou seja, Cliente, Financeira, Processos Internos, Aprendizagem e Crescimento?
  • Continuará relevante no futuro?

Etapa 3: Atribua a responsabilidade de cada KPI a indivíduos específicos.

Os KPIs são uma ferramenta importante para medir o progresso, mas é mais provável que gerem melhores resultados se alguém for designado por rastreá-los e reportá-los.

Cada parte responsável por um KPI fará o máximo para demostrar bons resultados referentes a métrica de sua responsabilidade.

Desta forma os resultados tendem a ser melhores, pois todos estarão motivados e focados no sucesso da iniciativa.

Etapa 4: Monitorar e relatar os KPIs.

Por fim, é necessário revisar continuamente seus KPIs e o desempenho apresentado por eles, com uma frequência que faça sentido para os seus objetivos.

Para alguns casos os relatórios poderão ser semanais, mensais, trimestrais ou predefinidos pelo negócio.

O monitoramento regular facilita a visualização do período de tempo em que algo pode ter um desempenho inferior ou superior, bem como o que pode ter acontecido nesse período para causar a mudança.

O conjunto de indicadores de performance (KPI) dever ser selecionado de tal forma que permita uma visão clara e objetiva para o acompanhamento dos resultados e metas desejados e definidos.

E para você, o que é e para que serve um KPI?

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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Como usar um Controlador Lógico Programável

Neste artigo sobre Como usar um Controlador Lógico Programável – CLP, veremos como este dispositivo versátil pode ser empregado em outras funções e locais, além da indústria onde normalmente é encontrado.

Um CLP ( Controlador Lógico Programável ), ou PLC ( Programmable Logic Controller ) é um dispositivo composto por algumas entradas ( sensores ) e algumas saídas ( atuadores ), com a possibilidade de programação que regula o que deve ocorrer com as saídas em função do estado das entradas.

Também é importante lembrar que os dispositivos CLP mais simples contam com entradas e saídas digitais, enquanto alguns modelos mais versáveis possuem entradas e saídas analógicas.

Os dispositivos digitais normalmente são usados como uma lógica SE ISTO ENTÃO AQUILO.

Ou seja, conforme o estado de uma ou mais entradas, uma ou mais saídas serão acionadas.

Existem também, ações que podem ser configuradas nas saídas independente das entradas, como por exemplo, aquelas associadas a um relógio de tempo real ( RTC ) ou por um período de tempo fixo.

Os dispositivos analógicos permitem maior versatilidade porque podem fazer a leitura de sensores que informam com maior precisão o que ocorre em cada uma das entradas e não apenas um estado ligado ou desligado.

Da mesma maneira, as saídas analógicas também permitem um controle gradual dos atuadores e não somente abrir ou fechar uma válvula, ligar ou desligar uma lâmpada, etc.

Como podemos observar, os modelos analógicos acabam utilizando uma programação mais complexa porque necessitam avaliar os vários estados de cada uma das entradas, para tomada de decisão das várias possibilidades de cada saída.

É comum que mesmo um CLP com entradas e saídas analógicas também tenha algumas entradas e saídas digitais.

CLP - PLC - Visão geral
CLP / PLC – Visão geral – Imagem obtida deste link.

Tipos de CLP

Além dos modelos com entradas e saídas digitais e analógicas, existem CLPs com IHM ( Interface Homem Máquina ) acoplada ou conectada de forma remota.

A IHM também é conhecida como HMI ( Human Machine Interface ) ou MMI ( Man Machine Interface ) que são os equivalentes em idioma inglês.

Alguns CLPs podem ser configurados para um trabalho sem qualquer tipo de supervisão e nestes casos a IHM pode não ser necessária e assim, não será instalada.

Contudo, a grande maioria dos CLPs que conhecemos e utilizamos tem algum tipo de IHM tanto para configurações específicas da instalação, como para supervisão de alguns parâmetros de operação.

Existem CLPs com interfaces de comunicação remota que permitem a configuração de parâmetros e a coleta de dados operacionais.

Para estes CLPs com interface de comunicação, normalmente são usados os protocolos Modbus e Profibus e existem casos que utilizam CanBus, além de outros protocolos e formas de comunicação implementadas por determinados fabricantes.

A relação entre CLP e IoT

Em outro artigo, já comentei sobre o uso de um CLP como um dispositivo IoT.

Um dispositivo IoT é composto de um sensor ( entradas digitais ou analógicas ) e / ou de um atuador ( saídas digitais ou analógicas ).

Olhando para a descrição de um CLP podemos observar a grande semelhança entre eles e os dispositivos IoT.

Mesmo quando um CLP só permite comunicação utilizando protocolos e meios de comunicação diferentes de uma Rede Local, ainda assim é possível utilizar um dispositivo agregador ( concentrador ou “bridge” ), permitindo a comunicação entre seu ambiente construído exclusivamente para dispositivos IoT e os CLPs já existentes.

Em alguns cenários também é possível optar pelo uso de um CLP de mercado, ao invés do desenvolvimento “do zero”, de um dispositivo IoT específico.

Isso permite a criação de sistemas de coleta e gestão bastante amplos e complexos ao mesmo tempo que pode diminuir o custo e o tempo total para implementação.

Como usar um Controlador Lógico Programável

Considerando a versatilidade de um CLP, as possibilidades de uso ficam limitadas por nossa imaginação.

Contudo, os CLPs são mais facilmente encontrados nas indústrias, onde sua aplicação teve início.

Posteriormente, com a popularização, barateamento e novas funcionalidade inseridas nos CLPs inicialmente desenvolvidos para indústria, praticamente qualquer lógica de automação baseada no uso de relés, pode ser modificada para utilizar um CLP.

Além disso, um CLP pode implementar lógica de programação muito mais complexa do que a permitida somente pelo uso de relés, já que o CLP possui um processador interno.

Através da lógica de programação, é muito mais fácil e rápido fazer adequações e correções de uso necessárias para vários tipos de ambiente.

Ao invés de refazer algumas ligações elétricas, ou até mesmo substituir alguns componentes da lógica baseada em relé, basta reconfigurar alguns parâmetros do CLP, ou até mesmo carregar um novo programa para um caso específico de uso.

Assim, um mesmo CLP passa a atender inúmeros cenários.

É importante mencionar que um CLP pode operar como o único controlar de um sistema, mas também em conjunto com outros CLPs ou ainda sendo utilizado na periferia de um sistema de automação muito mais complexo.

Quais são as principais áreas de aplicação de um CLP?

Apesar do CLP ser muito utilizado na automação industrial, é encontrado em inúmeros setores, como:

  • Indústria siderúrgica
    • Esteiras de transporte
    • Guindastes
    • Fornos
  • Indústria de vidro
  • Indústria de papel
    • Embalagem
    • Etiquetas
  • Industria têxtil
  • Indústria de cimento
  • Indústria química
    • Plásticos
    • Adubos
  • Indústria farmacêutica
  • Indústria automobilística
  • Sistema de Processamento de Alimentos
  • Usina de Petróleo e Gás
  • Sistema de energia eólica
  • Sistema de energia solar
  • Sistema de automação robótica
  • Supermercados
    • Controle frigorífico
    • Controle de iluminação
  • Mineração
  • Agricultura
    • Irrigação
    • Qualidade do solo
  • Agropecuária
    • Granjas
    • Piscicultura ( Aquaponia )
  • Pequenos negócios
  • Residências

Conclusão

A lista acima é só um exemplo e um ponto de partida para aqueles que desejam saber um pouco mais sobre as possibilidades de uso de um CLP.

Devido a versatilidade do CLP, proporcionada pela possibilidade de programação e até mesmo de configuração particular para o local onde será instalado, este dispositivo pode solucionar várias necessidades de forma rápida, simples e econômica.

E ainda poderá atuar como um dispositivo IoT em seu projeto de automação industrial ou residencial.

E você, como utiliza seu CLP?


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Da indústria 4.0 para Sociedade 5.0

Neste artigo sobre Da indústria 4.0 para Sociedade 5.0, abordaremos a visão da Japan Business Federation (Keidanren) para um novo perfil de sociedade que pode ser considerada como uma Super Sociedade.

Encontrei duas versões, do documento sobre Sociedade 5.0. Elas podem ser vistas em doc1 e doc2.

Introdução

O envelhecimento da população é um fato para a maioria dos países.

No Japão, a população já atingiu níveis de envelhecimento um pouco acima daqueles percebidos em outros países.

Conhecer os desafios e soluções da sociedade japonesa, pode ser um bom ponto de partida para definirmos nossos próprios caminhos e soluções.

O plano da Sociedade 5.0 promovido pelo governo japonês está fundamentado no ciclo abaixo:

  • Coleta de dados de todas as partes da sociedade através de IoT
  • Criação de Big data
  • Análise de dados por IA
  • Divulgação dos resultados do estudo de dados de volta à sociedade

Assim como na Indústria 4.0, também conhecida como a 4ª Revolução Industrial, a Sociedade 5.0 também está representada em estágios sociais.

O Caminho para a Sociedade 5.0

A proposição de Japan Business Federation (Keidanren) é baseada em uma evolução da sociedade em cinco estágios.

  • 1.0 Sociedade de caçadores-coletores
  • 2.0 Sociedade Agrária
  • 3.0 Sociedade Industrial
  • 4.0 Sociedade da Informação
  • 5.0 Sociedade Super Inteligente
Sociedade 5.0
Sociedade 5.0 – imagem obtida dos documentos citados nos links acima.

O Big Data coletado através dos dispositivos IoT, será convertido em um novo tipo de inteligência, usando IA.

Este ciclo será disseminado por toda sociedade.

Com isto, é esperado que a vida das pessoas seja mais fácil e sustentável, pois elas receberão apenas os produtos e serviços nas quantidades e nos prazos necessários.

Os componentes da Sociedade 5.0

A Sociedade 5.0 tem por base os seguintes pilares:

  • Infraestrutura
  • Tecnologia para Área Financeira
  • Assistência Médica e Serviços de Saúde
  • Logística e Mobilidade
  • Inteligência Artificial

Desafios da Sociedade 5.0 no Japão

A proposição da Sociedade 5.0 não está integralmente relacionada com o envelhecimento da população, mas também com os riscos climáticos, poluição e desastres naturais.

O Keidanren (Japan Business Federation) publicou um documento que pode ser visto nos links acima, onde descreve a necessidade de “derrubar” cinco muros ou, vencer os cinco desafios fundamentais.

Desafio dos Ministérios e Agências.

Segundo a proposição do Keidanren, uma “formulação de estratégias nacionais e integração do sistema de promoção do governo” será necessária. Isso inclui a arquitetura de um “sistema IoT prático” e uma função de think-tank ( laboratório de ideias ).

Desafio do Sistema Jurídico

Adequação das leis que permitam implementar tecnologias avançadas.

Na prática, isso também significaria reformas regulatórias e um impulso na de digitalização administrativa ( transformação digital ).

Desafios Tecnológicos

A busca pela formação da “fundação do conhecimento”.

Está claro que os dados acionáveis desempenham um papel fundamental aqui, assim como todas as tecnologias / áreas para protegê-los e aproveitá-los, da cibersegurança à robótica, nano, bio e tecnologia de sistemas.

O documento também menciona um sério compromisso de P&D em vários níveis.

Desafio dos Recursos Humanos

Reforma educacional, alfabetização em TI, ampliação dos recursos humanos disponíveis com especializações em habilidades digitais avançadas são apenas alguns deles.

Caso a proposição de Keidanren se tornar realidade, o Japão abrirá suas portas para profissionais altamente qualificados em áreas como segurança e ciência de dados.

Ponto muito importante e interessante será: “a promoção da participação das mulheres para descobrir potenciais talentos”.

Desafio da Aceitação Social

O documento proposto pelo Keidanren não apenas enfatiza a necessidade de um consenso social, mas também de um olhar profundo sobre as implicações sociais e até questões éticas.

Dentre elas está a relação homem-máquina e até mesmo questões filosóficas como definir o que significa felicidade individual e humanidade.

Conclusão

Bem, a proposição de uma Sociedade 5.0 é um tema desafiador, assim como podemos observar pelos 5 muros ou desafios listados acima.

Cada país e cada sociedade deverá avaliar as implicações, ganhos e mudanças que isto poderá trazer para seus habitantes e cidadãos.

Sem dúvida com o avanço da implementação cada vez maior de dispositivos IoT em nossas casas, locais de trabalho e entretenimento, uso de smartfones, sistemas de telemedicina, os dados coletados poderão ser usados em benefício de políticas públicas e sociais.

Contudo, o grande desafio é determinar quando e o que deverá ser compartilhado sem interferir em nossas vidas privadas e respeitando as várias leis de proteção para o compartilhamento de dados.

E você, qual é sua opinião sobre uma possível Sociedade 5.0 ?


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Algumas tendências para IoT em 2022


Artigo baseado em outras postagens que podem ser vistas no link1 e link2.


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Algumas tendências para IoT em 2022

Neste artigo sobre Algumas tendências para IoT em 2022, selecionei os pontos que tiveram mais destaque na Internet, até a data da publicação deste artigo.

Entretanto, com o dinamismo atual na implantação e pesquisa de produtos e serviços baseados em IoT e IIoT, é possível que em breve ainda mais possibilidades possam surgir.

O termo IoT, ou Internet das Coisas, refere-se a um conjunto de sensores, atuadores e softwares para conectar vários tipos de dispositivos através de uma rede de comunicação.

Esta rede pode ser a Internet ou até mesmo uma Intranet, quando os dispositivos estão dentro de uma rede privada e segregada de dados.

Estes dispositivos podem estar no ambiente residencial, empresarial ou na indústria.

No caso da indústria, utilizamos o termo IIoT para os vários dispositivos e atuadores que integram o chão de fábrica.

Vamos agora abordar algumas tendências.

Iniciativas de escritório inteligente

Com o trabalho remoto cada vez mais aceito neste cenário de pandemia, imagina-se que IoT poderá ser utilizado pelo mercado imobiliário, para agilizar, facilitar e tarifar a alocação de espaços remotos.

O uso de sistemas de monitoramento inteligente, tornará isso possível.

Rastreamento ou Acompanhamento comportamental

O monitoramento de comportamento proporcionado por IoT, oferece inúmeras vantagens para a saúde mental e segurança pessoal.

Lavar as mãos e usar máscara são exemplos de atividades que podem ser monitoradas para estabelecer um ambiente seguro.

Rastreamento de ativos e remessas

Fabricantes e empresas farmacêuticas podem compartilhar informações e se manter atualizados sobre o progresso uns dos outros por meio de dispositivos IoT, o que economizará tempo.

A monitoração de ativos também tem grande uso em hospitais para determinar a localização dos vários equipamentos móveis utilizados para diagnóstico e suporte ao paciente.

Já na indústria, pode ser usado para o acompanhamento da linha de produção e estoque.

Telemedicina e dados de localização

Os dispositivos vestíveis ou wearables junto de outros sensores IoT, ajudarão os profissionais de saúde a manter o controle dos dados do paciente em casos de doenças crônicas que requerem monitoramento contínuo.

Também, para os dados de localização, existe aplicação para monitoramento e acompanhamento de idosos.

Aumento da preocupação com a cibersegurança de IoT

Os dispositivos conectados à Internet estão crescendo exponencialmente, junto com o número de usuários e casos de uso para esses dispositivos.

Mas, à medida que essas novas soluções de IoT se desenvolvem em um ritmo tão rápido, quem está assumindo a responsabilidade de proteger os usuários e seus dispositivos contra ameaças cibernéticas?

Algumas pessoas da Área de segurança cibernética acreditam que, à medida que mais pessoas ganham acesso a dispositivos de IoT e a superfície de ataque aumenta, as próprias empresas de IoT precisarão assumir a responsabilidade pelos esforços de segurança cibernética.

Com certa regularidade, os usuários costumam baixar aplicativos em seus telefones para controlar esses dispositivos, mesmo sem ler os termos e condições de uso.

Fora isso, os usuários também fornecem senhas e dados mais confidenciais sem entender onde eles serão armazenados e como serão protegidos.

E ainda mais importante, eles estão usando dispositivos sem verificar se estes dispositivos estão recebendo atualizações de segurança.

O 5G permitirá mais possibilidades para IoT

Hiperconectividade e latência ultrabaixa são necessárias para suportar soluções de IoT bem-sucedidas.

A tecnologia 5G e sua conectividade tornará o acesso à IoT ainda mais amplo.

Atualmente, as empresas de telefonia celular e outras empresas estão trabalhando para disponibilizar a tecnologia 5G em suas áreas para dar suporte ao desenvolvimento de IoT.

Os fornecedores de tecnologia 5G acreditam que podem oferecer o melhor de dois mundos: a flexibilidade da comunicação sem fio, com a confiabilidade, desempenho e segurança de uma rede cabeada.

Segundo eles, o 5G está criando um ponto de inflexão.

Agora temos largura de banda suficiente e baixa latência para causar um impacto enorme, muito mais flexível do que uma rede com fio e ao mesmo tempo, permite um novo conjunto de casos de uso.

Demanda por gerenciamento especializado de dados IoT

Com a coleta em tempo real de milhares de pontos de dados, a estratégia de soluções de IoT concentra-se fortemente no gerenciamento de metadados sobre produtos e serviços.

Estas coletas produzem uma quantidade enorme de dados, mas nem todos os desenvolvedores e usuários de IoT começaram a otimizar e utilizar, de maneira mais ampla, os dados que agora podem acessar.

Considerando o crescimento dos dispositivos IoT por todas as partes do mundo, as empresas de tecnologia precisarão encontrar maneiras mais inteligentes de armazenar, gerenciar e analisar os dados produzidos pelos dispositivos IoT.

A maioria dos dispositivos IoT geram dados com registro de data e hora (ou séries temporais).

Com a explosão desse tipo de dado, alimentada pela necessidade de mais análises, é necessário acelerar a demanda por plataformas IoT especializadas.

Soluções IoT prontas para uso corporativo

Existe uma boa parte das empresas interessadas em investir em tecnologia IoT, mas a curva de aprendizado inicial pode ser desafiadora.

Enquanto as empresas pioneiras de IoT são forçadas a aprender à medida que avançam, muitas outras empresas estão aguardando os resultados destes aprendizados para poderem aplicar em seus negócios e casos de uso.

Alguns especialistas da Área de Nuvem e Gestão de Dados, acreditam que a próxima grande onda de adoção de IoT será em IoT empacotada ou soluções de IoT prontas para uso que oferecem funções operacionais fáceis de usar, já com análise de dados integradas.


E você? Como imagina a aplicação de IoT e IIoT para 2022?

Já tem algum projeto que possa ser colocado em prática no curto prazo?


Veja também:

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Quatro tendências para IoT em 2021

Os caminhos para Transformação Digital

PROGMEM e os microcontroladores AVR

Look out for these IoT trends in 2022!

Top Internet of Things (IoT) Trends for 2022


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Os caminhos para Transformação Digital

Neste artigo sobre Os caminhos para Transformação Digital, será feita uma avaliação sobre as principais formas de conduzir adequadamente a Transformação Digital para que seja rápida, eficiente e duradoura.

Imagino que a maioria dos leitores já tenha ouvido falar sobre Transformação Digital muitas e muitas vezes e isso se deve a importância que este assunto tem para empresas e organizações de todos os tipos e tamanhos.

A Transformação Digital está mais perto do que você imagina! Basta olhar para os pequenos restaurantes e pizzarias que aceitavam pedido só por telefone e agora utilizam um aplicativo para Smartphone.

Aqui não serão abordadas metodologias e ferramentas porque tudo depende do perfil do seu negócio, da maturidade de seus colaboradores e, principalmente, da capacidade e urgência para investir nas ações necessárias para esta transformação.

É fácil mostrar casos de sucesso onde foram investidas enormes quantias e feita aquisição de ferramentas complexas para proporcionar os resultados mostrados para o público, o mercado e seus concorrentes.

Não importa o tamanho de sua empresa ou negócio, a transformação Digital poderá ajudar em várias frentes, proporcionando ganhos e melhorias no posicionamento de seus produtos e serviços para o mercado e, principalmente, no relacionamento com seus clientes.

Como devo iniciar a Transformação Digital?

Na maioria das vezes, o processo tem início à partir de uma visão estratégica vinda dos gestores da empresa, ou o chamado Nível “C” nas grandes corporações, que imaginam que algo pode ser melhorado através de um processo feito “digitalmente”.

Deste ponto em diante, as empresas passam então a ficar totalmente envolvidas com a intenção de transformar digitalmente seus negócios, esquecendo que muitas vezes não têm as pessoas certas para a condução e a tomada da decisão e tão pouco estão lidando com as questões adequadas para atingir seus objetivos de transformação digital.

Não basta pedir para seus colaboradores reimaginarem o que fazem, por que fazem ou como fazem.

Para iniciar este processo de transformação, você precisa estimular as conversas certas e permitir uma análise profunda sobre suas propostas de valor.

É necessário abordar as questões chaves que precisam ser respondidas objetivamente e, mais importante, desafiar as equipes internas a pensar além da transformação digital, porque apenas esta abordagem não é o suficiente.

De fato, a transformação digital é uma questão de vantagem competitiva.

Criação de experiências, produtos ou serviços que não apenas transformam negócios individuais, mas que reimaginam completamente setores inteiros.

Você pode não só transformar seu negócio, mas reinventar o setor onde atua.

Alguns exemplos que estão ao nosso redor são as Fintechs que mudaram o mercado financeiro, a explosão do e-commerce durante a pandemia e os processos de entrega (Delivery) de produtos os mais variados.

Um outro exemplo interessante sobre aplicação da Transformação Digital, são os aplicativos de transporte como Uber, 99, Lyft e vários outros.

Antes, existiam as Cooperativas de Taxistas, mas nenhuma delas conseguiu transformar o negócio onde já operavam por décadas.

Como posso conseguir esta vantagem competitiva?

Comece avaliando detalhadamente suas propostas de valor!

Uma proposta de valor é uma declaração que responde ao “por que” alguém deveria fazer negócios com você.

Ela deve ser capaz de convencer os potenciais clientes que seu serviço ou produto terá mais valor para eles do que ofertas semelhantes da concorrência

A maioria inicia sua jornada para transformação digital, esperando que a tecnologia resolva tudo.

E o resultado final é, se o que você está tentando vender não projeta um valor para seus consumidores, então nenhuma tecnologia vai resolver esse problema para você.

Uma série de empresas com variados perfis e tamanhos, estão perdendo a oportunidade de mudanças positivas.

Por vezes, imaginam que basta fazer um planejamento uma vez por ano, talvez indo para um hotel chique por alguns dias, para falarem sobre mudanças com seus colaboradores e, depois, definirem isso como uma tendência, ou algo a ser feito, para o próximo ano.

Bem, isso não funcionará e deixará sua empresa para trás.

A menos que você esteja prestando muita atenção sobre o que seus consumidores dizem sobre suas propostas de valor e tenha agilidade para responder às necessidades deles, seu projeto de transformação não terá sucesso.

O grande ponto é: com a mudança do mercado e dos hábitos dos consumidores, você tem que continuar se reinventando. Você nunca poderá ficar parado.

A realidade para a maioria das organizações é que há uma série de prioridades concorrentes em todas as Áreas, competindo pelo ciclo orçamentário.

Portanto, a verdadeira questão a ser examinada é: “estou investimento meus recursos nas áreas certas?”

O que vemos repetidamente é que as empresas que têm sucesso na criação de vantagem competitiva são aquelas que estão colocando uma alta proporção de seus investimentos em suas tecnologias de front-end, ou seja, as Áreas que são mais visíveis para o consumidor.

Claro, as tecnologias de back office são importantes, porque são a base do seu negócio.

No entanto, na maiorias das vezes não é o back office que vai gerar vantagem competitiva.

Comprar ferramentas ou desenvolver em casa?

Não importa se você é uma Startup, uma pequena empresa ou uma corporação gigante já listada na Bolsa de Valores, toda organização precisa escolher de maneira inteligente, as ferramentas a serem usadas.

Em muitos casos, uma ferramenta que já esteja no mercado será a escolha perfeita.

Nunca esqueça que a Nuvem pode ser usada não só para validar suas ideias de transformação, como depois para o ambiente de produção.

Mas lembre! Usar exatamente as mesmas ferramentas que seus concorrentes não siginifica que você terá destaque e sucesso no mercado.

Por vezes, será necessário personalizar uma ferramenta existente ou até mesmo desenvolver algo que esteja alinhado com suas necessidades e foco para o mercado.

Esta personalização, ou criação de algo próprio, poderá ser seu diferencial, trazendo flexibilidade, controle e autonomia.

É fundamental que as ferramentas escolhidas estejam alinhadas com suas estratégias de mercado e que possam alavancar sua proposta de valor.

A melhor ferramenta é aquela que faz o que você precisa, quando você precisa.

Pense grande!

Resumindo: desafie-se a pensar além da transformação digital, porque é tudo uma questão de vantagem competitiva.

Não negligencie suas propostas de valor e pense com muito cuidado sobre como você está gerenciando seus recursos financeiros, especialmente no relacionamento com seus clientes.

Em seguida, desenvolva seus recursos técnicos para mantê-lo à frente de seus concorrentes e seja ágil para garantir que você esteja sempre, sempre centrado no cliente.

Não acredite em soluções mágicas e, acima de tudo, nunca fique parado.


Literatura adicional:

Acesso o site da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e veja a publicação A Caminho da Era Digital no Brasil


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

História do Controlador Lógico Programável

Neste artigo sobre História do Controlador Lógico Programável – CLP, veremos a trajetória deste componente vital para toda indústria e fundamental para implantação da Indústria 4.0.

Um controlador lógico programável (PLC em inglês ou CLP em português) é um equipamento projetado para controlar, via um microcontrolador ou até mesmo um computador, os processos em um ambiente industrial.

Um CLP está sempre monitorando um conjunto específico de entradas e, em seguida, tomando decisões para alterar o que os dispositivos de saída farão. Neste artigo, daremos uma olhada na história do CLP.

Os CLPs são comumente usados ​​para monitorar motores ou máquinas e, são a base de um sistema de manutenção preditiva.

A manutenção preditiva permite que uma empresa de manufatura identifique possíveis falhas antes que causem grandes problemas ou resultem em um tempo de inatividade significativo.

Antes do controlador programável

Antes do CLP, a única maneira de controlar as máquinas era por meio do uso de relés.

Os relés funcionam utilizando uma bobina que, quando energizada, cria uma força magnética para colocar a chave na posição ON ( Ligado ) ou OFF ( Desligado ).

Quando o relé é desenergizado, a chave libera e retorna o dispositivo à sua posição padrão LIGADO ( NF ou NC ) ou DESLIGADO ( NA ou NO ).

Então, por exemplo, para controlar se um motor estará LIGADO ou DESLIGADO, basta conectar um relé entre a fonte de alimentação e o motor.

Assim seria possível controlar quando o motor está recebendo energia, energizando ou desenergizando o relé.

Este tipo de relé é conhecido como relé de potência ( chave contatora ou contator ).

Pode haver vários motores em uma fábrica que precisam ser controlados, então o que você faz? Você adiciona muitos relés para fazer o controle de energia.

Assim, as fábricas começaram a acumular gabinetes elétricos cheios de relés.

Mas espere, o que liga e desliga as bobinas dos relés de energia ? Normalmente são relés menores, também conhecidos como relés auxiliares.

Agora começou a ficar claro como era feito o controle antes dos CLPs e as vantagens no uso de um CLP na indústria.

A história do CLP

Em 1969, Dick Morley administrava um pequeno negócio em uma garagem e, por acaso, construiu o primeiro CLP.

Ele humildemente declara: “Estávamos construindo e não sabíamos que estávamos construindo”.

No início, Morley disse que as empresas automotivas queriam comprar o CLP por um preço cada vez menor.

Embora Morley estivesse cético quanto à viabilidade do negócio a longo prazo, um colega o convenceu a aceitar o negócio, já que o dinheiro real a ser ganho com o CLP seria no reparo e manutenção de sistemas depois de implementados.

Quatro anos depois, em 1973, Michael Greenberg projetou o primeiro CLP comercialmente bem-sucedido, que foi posteriormente desenvolvido pela Modicon para substituir a tecnologia baseada em relé para a General Motors e Landis.

Os CLPs usam lógica ladder e essencialmente trazem à vida relés físicos, temporizadores e conexões com fio.

Ao eliminar a necessidade de religamento e novo hardware para cada configuração lógica adicional, os CLPs aumentaram drasticamente a funcionalidade dos controles sem aumentar o espaço físico necessário para hardware e equipamentos adicionais.

No entanto, os CLPs originais tinham pouca capacidade de memória, não podiam lidar com entradas e saídas externas e precisavam de terminais proprietários para sua programação.

Na década de 1980, a tecnologia CLP havia feito grandes avanços.

Neste ponto, o software baseado em PC pode lidar com os requisitos de programação, a velocidade de processamento foi bastante aumentada e novos recursos estavam agora disponíveis.

Os CLPs continuaram a adicionar novos desenvolvimentos quase continuamente desde então.

Em 2001, a empresa de pesquisa de mercado ARC criou o termo controlador de automação programável ( Programmable Automation Controller – PAC em inglês) para descrever um CLP altamente avançado que incorpora software baseado em PC, interface homem-máquina (IHM ou HMI em inglês) e gerenciamento sofisticado de ativos.

À medida que essa tecnologia decolou, principalmente em organizações maiores, alguns especialistas previram a morte dos sistemas CLP antiquados.

No entanto, de acordo com a Frost & Sullivan, o mercado global de CLPs cresceu nos últimos anos.

À medida que as organizações de pequeno e médio porte buscam expandir seus mercados, os CLPs continuarão a desempenhar um papel crítico em ajudá-los a impulsionar esse crescimento.

O que um CLP faz?

As tarefas de um CLP mudaram significativamente desde seu advento em 1969.

Essencialmente, um CLP é um sistema de controle que é usado na fabricação e em outras aplicações industriais.

Seu trabalho é monitorar continuamente entradas específicas, executá-las por meio de um sistema de computador e, em seguida, gerar as saídas corretas para um processo específico.

Linhas de produção, máquinas industriais ou processos de fabricação são freqüentemente melhorados e mais eficientes com a ajuda de um CLP.

Esses sistemas são projetados para ajudar a alterar ou duplicar uma determinada operação ou processo de manufatura, ao mesmo tempo em que reúne e compartilha informações críticas para ajudar as empresas a tomarem decisões mais inteligentes.

A maioria dos sistemas CLP são modulares, o que significa que você pode personalizar os tipos de dispositivos de entrada, como sensores, bem como a forma como os dados são compartilhados no lado da saída para melhor se adequar ao seu negócio.


A norma IEC 6131-1

A norma IEC 6131-1 define as informações gerais dos controladores programáveis.

Está norma se aplica a qualquer produto que exerça função de um PLCs e os periféricos associados.

Dentro destes aspectos, a IEC 61131-3 define cinco linguagens de programação:

É comum em alguns ambientes de programação que atendem à IEC 61131-3, a presença de uma sexta linguagem de programação, conhecida como CFC (do inglês Continuous Function Chart) que não faz parte das definições da norma.

Conclusão

A tecnologia CLP tem uma longa história dentro das industrias, fornecendo uma ferramenta inovadora que tem ajudado as empresas a se tornarem mais eficientes no gerenciamento de seus equipamentos, processos e sistemas ao longo dos anos.

À medida que a tecnologia avançou, ferramentas complementares evoluíram, permitindo que as empresas expandissem o uso e as aplicações do CLP em toda a instalação.

Enquanto as empresas de pequeno e médio porte continuam a competir no mercado global, elas aumentarão o uso do CLPs e tecnologias relacionadas para crescer e prosperar no futuro.

Os CLPs atuais também podem ser considerados partes do ecossistema IoT e IIoT, podendo ser poderosos aliados na gestão do chão de fábrica.


Este artigo foi baseado no conteúdo de outros 2 artigos : artigo_1 e artigo_2


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Indústria 4.0 aplicada na pequena indústria

Neste artigo sobre Indústria 4.0 aplicada na pequena indústria, será feita uma reflexão sobre como aplicar as metodologias e oportunidades da Indústria 4.0 nas pequenas empresas / indústrias brasileiras.

Para iniciar, é necessário definir o que seja uma pequena empresa.

Para o BNDES, a classificação é feita da seguinte forma :

CLASSIFICAÇÃORECEITA OPERACIONAL BRUTA ANUAL OU RENDA ANUAL
MicroempresaMenor ou igual a R$ 360 mil
Pequena empresaMaior que R$ 360 mil e menor ou igual a R$ 4,8 milhões
Média empresaMaior que R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões
Grande empresaMaior que R$ 300 milhões
Fonte – BNDES

Outras referências sobre classificação dos pequenos negócios podem ser encontradas abaixo :

Como podemos observar, sequer a definição do que seja um pequeno negócio, empresa ou indústria, é facilmente encontrada na literatura e nos vários órgãos especializados sobre o tema.

De qualquer forma, todos sabemos que são as pequenas empresas que mais empregam trabalhadores.

Mesmo assim, poucas ações e opções de automação e modernização são ofertadas para este segmento.

Sempre que posso, participo de apresentações e debates sobre Indústria 4.0, IoT e IIoT.

Na maioria destas apresentações são mostradas fotos e até vídeos de chão de fábrica, que mais parecem um centro cirúrgico de tão organizadas e limpas que são, além de possuírem inúmeras telas para monitoração e robôs que transportam peças pelos vários estágios da linha de produção.

chão de fábrica é o local onde ficam os funcionários e as máquinas de uma indústria.

Sem dúvida, toda esta tecnologia é importante e desejável para Indústria 4.0, mas também é uma realidade um pouco distante para muitas das pequenas indústrias.

Na minha visão, o mercado tem várias e excelentes opções de IoT e IIoT para quem possa investir uma boa quantidade de recursos financeiros e também de tempo para implementação,

Já para os pequenos, a automação seria uma forma de melhorar a competitividade através da redução inicial de custos, mas de uma maneira bem gradual e que se possível, pudesse ser implementada nos equipamentos existentes.

Uma espécie de retrofit !

A pequena indústria não é vista e percebida de uma forma adequada, nas ações da Indústria 4.0

Recentemente um cliente solicitou o desenvolvimento de um software, ou melhor, um firmware para um CLP que pudesse ser amplamente utilizado na indústria para sistemas de ar comprimido.

Os objetivos, de certa forma, são ambiciosos :

  • Simplicidade na configuração e operação
  • Facilidade na obtenção e interpretação dos dados sobre a operação do CLP
  • Acesso remoto, utilizando Modbus RTU na primeira versão deste produto
    • Este acesso poderá ser interno a empresa e / ou compartilhado com a Assistência Técnica
  • Capacidade de histórico para determinar melhorias no ambiente produtivo
    • Possível redução no consumo de energia
    • Previsibilidade nos ciclos de manutenção preventiva
    • Utilização dos históricos na manutenção corretiva

Ações tais como conectar uma IHM touch a um CLP, podem trazer mais custo do que valor para a solução

Principalmente para a pequena indústria, é preciso agregar o máximo de valor na solução a ser ofertada, permitindo que este valor seja revertido em reinvestimento e conhecimento do ambiente produtivo.

Ações que apenas alteram a forma de interação do Operador com a máquina, não costumam agregar o valor necessário e desejado pelo negócio.

Um exemplo seria a substituição de um processo de partida Estrela-Triângulo por um Soft Starter ou até mesmo passar a utilizar um Inversor de Frequência.

O investimento em uma modificação deste tipo poderá refletir em economia, caso seja feita uma análise do comportamento do motor naquele equipamento.

Perguntas como :

  • Quantas vezes o motor parte por dia / hora ?
  • Por quanto tempo o motor fica ligado após cada partida ?
  • Por quanto tempo o motor fica em carga ?
  • Existe algum motor com comportamento muito diferente dos demais ?
    • É possível usar os resultados dos demais motores como linha de base ?
  • Existem problemas na minha rede elétrica interna ?
    • Meu Fator de Potência ( FP ) está correto / preciso corrigir ?

Com estas respostas, ou pelo menos parte delas, fica muito mais fácil e seguro tomar uma decisão de investimento.

Então, ao invés de instalarmos apenas uma interface bonita e talvez amigável, precisamos disponibilizar respostas para a empresa definir suas estratégias.

Permitir a coleta centralizada dos dados dos vários CLPs instalados no chão de fábrica, ao invés de forçar o Operador a ir até onde cada equipamento esteja, gera melhoria na qualidade e na segurança da operação.

Entretanto, caso seja necessário, é possível instalar uma IHM touch neste CLP.

Embora o projeto ainda esteja em fase de testes, vários pontos abordados aqui já estão operacionais.


E você que administra ou trabalha na indústria, como tem conduzido suas iniciativas para a indústria 4.0 ?

Já buscou algum sistema para automação e modernização no mercado, mas não encontrou o que precisava ?

Deixe aqui seu comentário e contribua para a melhoria da Indústria 4.0 em nosso país.

Viabilizando de forma consistente a entrada da pequena e média indústria na era da Indústria 4.0, o país cria novas oportunidades de negócios e empregos em varias frentes.


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Ricardo Jorge porRicardo Jorge

Indústria 4.0 e a Internet das Coisas Industrial – IIoT

Em um artigo anterior sobre Indústria 4.0 falamos um pouco sobre a história deste conceito e agora abordaremos um pouco mais sobre Internet das Coisas Industrial, conhecida como IIoT.

Assim como vimos, o termo Indústria 4.0 refere-se a uma nova fase da Revolução Industrial que se concentra fortemente em interconectividade, automação, aprendizado de máquina e dados em tempo real.

A Indústria 4.0, faz uso de IIoT e manufatura inteligente, combinando produção física e operações com tecnologia digital inteligente, aprendizado de máquina e big data para criar um ecossistema conectado para empresas que se concentram em manufatura e gerenciamento da cadeia de suprimentos.

Embora cada empresa e organização que opera hoje seja diferente, todas elas enfrentam um desafio comum – a necessidade de conexão e acesso a percepções em tempo real de processos, parceiros, produtos e pessoas.

Um pouco da história de IIoT

Veremos que a história de IIoT não é tão recente assim, tendo iniciado com a invenção do controlador lógico programável (PLC) por Dick Morley em 1968, que foi usado pela General Motors em sua divisão de fabricação de transmissão automática.

Esses PLCs permitiam o controle preciso de elementos individuais na cadeia de fabricação.

Em 1975, Honeywell e Yokogawa introduziram os primeiros DCSs (
Sistema de Controle Distribuído ) do mundo, o TDC 2000 e o sistema CENTUM, respectivamente.

Esses DCSs foram a próxima etapa para permitir o controle flexível do processo em toda a planta, com o benefício adicional de redundâncias (backup) ao distribuir o controle por todo o sistema, eliminando um ponto único de falha em uma sala de controle central.

Conceitos básicos sobre IIoT

Existem centenas de conceitos e termos relacionados à IIoT e à Indústria 4.0, mas aqui estão 12 palavras e frases fundamentais que você deve saber antes de decidir se deseja investir em soluções da Indústria 4.0 para o seu negócio:

  • Enterprise Resource Planning (ERP)
    • Ferramentas de gerenciamento de processos de negócios que podem ser usadas para gerenciar informações em uma organização
  • IoT
    • Iternet das coisas, um conceito que se refere a conexões entre objetos físicos como sensores ou máquinas e a Internet
  • IIoT
    • Internet das coisas industrial, um conceito que se refere às conexões entre pessoas, dados e máquinas relacionadas à manufatura
  • Big Data
    • Big data refere-se a grandes conjuntos de dados estruturados ou não estruturados que podem ser compilados, armazenados, organizados e analisados ​​para revelar padrões, tendências, associações e oportunidades
  • Inteligência Artificial – IA ou AI
    • Inteligência artificial é um conceito que se refere à capacidade de um computador de realizar tarefas e tomar decisões que historicamente exigiriam algum nível de inteligência humana
  • M2M
    • Significa comunicação máquina a máquina que acontece entre duas máquinas separadas por meio de redes sem fio ou com fio
  • Digitalização
    • Refere-se ao processo de coleta e conversão de diferentes tipos de informações em formato digital
  • Fábrica Inteligente – Smart Factory
    • Uma fábrica inteligente é aquela que investe e aproveita a tecnologia, soluções e abordagens da Indústria 4.0
  • Aprendizado de Máquina – Machine Learning
    • Aprendizado de máquina se refere à capacidade que os computadores têm de aprender e melhorar por conta própria por meio da inteligência artificial, sem serem explicitamente instruídos ou programados para isso
  • Computação em Nuvem – Cloud Computing
    • A computação em nuvem se refere à prática de usar servidores remotos interconectados hospedados na Internet ou na Rede interna de um Cliente, para armazenar, gerenciar e processar informações
  • Processamento de Dados em Tempo Real – Real Time Data Processing
    • O processamento de dados em tempo real refere-se às habilidades dos sistemas de computador e máquinas de processar dados de forma contínua e automática e fornecer saídas e percepções em tempo real ou quase em tempo
  • Ecossistema
    • Um ecossistema, em termos de manufatura, refere-se à conexão potencial de toda a sua operação – estoque e planejamento, finanças, relacionamento com o cliente, gerenciamento da cadeia de suprimentos e execução da manufatura
  • Sistema Cyberfísicos – CPS – Cyber-physical systems
    • Sistemas ciberfísicos, também conhecidos como cibermanufatura, referem-se a um ambiente de fabricação habilitado para a indústria 4.0 que oferece coleta de dados em tempo real, análise e transparência em todos os aspectos de uma operação de fabricação

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Referência :

Industrial internet of things

Distributed control system

Este artigo foi parcialmente baseado neste aqui.


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