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porRicardo Jorge

Como desenvolver vender e ter sucesso com IoT

Neste artigo sobre Como desenvolver, vender e ter sucesso com IoT, será feita uma abordagem sobre alguns pontos fundamentais que ajudarão no planejamento do desenvolvimento e na comercialização de um produto ou serviço com foco em IoT.

Como a maioria dos desenvolvedores tem um perfil muito técnico, deixam de observar detalhes importantes, como :

  • Pesquisa de mercado junto aos clientes
  • Como qualificar e posicionar o produto / serviço para o mercado
  • Uso da tecnologia versus resultado a ser alcançado
  • Replicação do produto / serviço em outros cenários

Estes são alguns exemplos, sobre os quais precisamos pensar, antes da criação de um produto / serviço.

O que significa IoT?

A maioria das pessoas responderá : Internet of Things, ou Internet das Coisas, em português.

Isto está totalmente correto, mas IoT também é usado como “buzzword”, ou palavra da moda, para muitas coisas e por muitas pessoas e empresas.

Atualmente, o termo IoT é uma forma de referência a qualquer coletor e / ou atuador, que possa ser acessado de maneira remota.

Acabou virando um enorme guarda chuva que abriga diversos tipos de dispositivos, quer estes usem ou não Internet.

Então, se você está pensando em desenvolver um produto ou serviço que faça a leitura de algum parâmetro ( sensor ) e que possa controlar algo ( atuador ), acabará classificando este dispositivo ou serviço, como sendo relacionado com IoT.

Isto facilitará a absorção da ideia do produto pelo mercado, e ainda acabará sendo impulsionado por toda força que o termo IoT agrega.

De fato, muito do que chamamos hoje de IoT, pode ser classificado como Telemetria.

Em uma busca recente feita na Internet, pude verificar que existem várias empresas vendendo sistemas para telemetria !

Nem todo dispositivo designado como IoT, tem um sensor e um atuador conjugados.

Exemplos mais comuns são :

  • Sensor de temperatura
  • Sensor de umidade
  • Tomada “inteligente” – pode ligar / desligar algo, remotamente

Na lista acima, temos exemplos de 2 sensores e 1 atuador, ou seja, os sensores de temperatura e umidade só indicam os valores lidos, enquanto a tomada inteligente atua ligando e desligando algo.

Podemos utilizar a leitura da temperatura e da umidade para decidir se ligamos ou desligamos algo, como por exemplo, um aquecedor ou ventilador.

Considerando o uso em uma indústria, os sensores poderiam ser de pressão e contagem de produtos na esteira, e os atuadores controlarem a abertrura e fechamento de uma válvula ou a velocidade de um motor.

Já na agricultura os sensores poderiam ser de temperatura e umidade do solo, e o atuador controlar um sistema de irrigação.

Para uma granja, os sensores poderiam ser de luminosidade e temperatura ambiente, e os atuadores controlarem as lâmpadas e a ventilação do galpão.

Várias “coisas” que hoje são comercializadas como dispositivos IoT, já existiam faz um bom tempo!

Não podemos esquecer que um simples sistema que liga e desliga uma lâmpada é considerado IoT por várias pessoas e também por empresas que atuam com automação residencial e predial ( Casas e Prédios Inteligentes ).

Além disto, é totalmente possível, e até usado com certa frequência, que vários sensores e atuadores sejam conectados com fio a uma placa controladora próxima, e que somente esta placa tenha conexão sem fio.

Este é o caso de algumas centrais de alarme / centrais de automação.

Utilizando esta metodologia de sensores / atuadores com fio, conectados a um concentrador de comunicação, é uma boa oportunidade para retrofit, tanto para o desenvolvedor, como para o cliente, que poderá continuar a utilizar parte dos sistemas já instalados.

É preciso lembrar que, conectar cada sensor ou atuador sem fio, exige um sistema de alimentação próprio, normalmente usando baterias que necessitam ser trocadas ou recarregadas de tempos em tempos.

Ligar os sensores e atuadores a uma central que forneça alimentação, simplifica o projeto e a manutenção do sistema.

É tudo uma questão de necessidade versus a facilidade da instalação dos dispositivos que desejamos utilizar.

Como podemos ver, ter o acesso sem fio como parte integrante do dispositivo, nem sempre é o que determina que ele seja ou não um IoT, segundo a visão e a necessidade do mercado.

Para comunicação sem fio com o dispositivo, outros protocolos e formas de comunicação poderão ser usadas :

  • WiFi
  • BLE – Bluetooth Low Energy
  • ZigBee
  • ZWave
  • LoRa / LoRaWAN
  • Sigfox
  • RF ( Rádio Frequencia ) como os controles de portão de garagem
  • 3G / 4G / 5G
  • NB-IoT
  • LTE-M

Desta forma, mesmo quando usamos a Internet para acessar uma coleta ou enviar um comando, o dispositivo IoT na ponta ( edge device ), normalmente não estará conectado diretamente com a Internet.

Será muito mais comum que utilize alguma outra forma de comunicação local, para interagir com a rede da qual este dispositivo faz parte.

Isto significa que um dispositivo IoT não precisa ter conexão direta com a Internet ?

A pergunta acima é muito importante, porque pode simplificar e baratear todo o desenvolvimento do hardware ( parte eletrônica ) do coletor / atuador.

A visão existente no mercado sobre IoT, é que os vários dispositivos podem ser acessados via Internet, mas isto não significa que cada um deles, de forma individual, precise ter acesso Internet.

Esta discussão sobre o acesso Internet e IoT, não é rara de ser vista na Internet, e neste artigo em inglês, tem uma abordagem interessante sobre este assunto.

Já com relação ao acesso remoto, não significa que o dispositivo esteja em outro país ou em uma cidade distante.

Significa que vocẽ não precisa estar ao lado dele, para acessá-lo.

Sendo assim, o dispositivo remoto pode estar a poucos metros de distância, ou dentro de um equipamento que seja difícil ou perigoso acessar.

Considerando uma instalação industrial, é muito provável que todo o ambiente definido como IoT / IIoT, seja acessado e controlado sem o uso direto da Internet, mas sim, através de uma rede interna da própria empresa.

Condições como :

  • Disponibilidade
  • Custos
  • Sigilo
  • Segurança
  • Latência

Costumam definir se os dispositivos serão controlados de maneira local ou remota, mesmo que os dados coletados sejam tratados “fora”.

Neste exemplo, os dados das várias unidades de uma empresa podem ser enviados para um local central, onde serão tratados e analisados por ferramentas de Big Data / Analytics e farão parte da tomada de decisão do negócio ( sistema ERP ).

Além disto, poderão ser usados para popular painéis com diversas formas de visualização, seleção de dados e localidades ( Dashboards ).

Conforme o resultado desta análise dos dados coletados, comandos serão enviados aos atuadores, para corrigir ou adequar parâmetros do ambiente fabril.

Quem são os desenvolvedores de IoT ?

Normalmente existem 3 categorias principais de desenvolvedores :

  • Grandes empresas
  • Pequenas e médias empresas
  • Makers

O mercado de IoT conta com poucas empresas médias, situadas na faixa de algumas dezenas de colaboradores.

A maior parte do desenvolvimento está concentrado em multinacionais, que são as “grandes empresas” do quadro acima.

Depois, temos as pequenas empresas que normalmente contam com menos de 12 pessoas, sendo que a realidade aqui no Brasil, é que a pequena empresa de IoT tenha menos de 8 pessoas, considerando os criadores e os colaboradores.

No caso dos Makers, existem centenas deles trabalhando em diversos projetos.

O foco do Maker vai tanto em resolver necessidades pessoais, sem uma abordagem comercial, até os que apoiam o desenvolvimento de protótipos que serão posteriormente fabricados por uma empresa.

É claro que alguns Makers também podem se transformar em uma empresa no futuro.

Qual é o mercado para os desenvolvedores de IoT ?

Existe uma forma de analisar o mercado, considerando o volume de venda para cada setor e o tipo do produto, denominada Cauda longa.

Neste processo de análise, e no início da cauda, temos produtos com enormes volumes de vendas, sendo que estas vendas são dominadas por grandes empresas.

Exemplos de produtos ( IoT ) no início da cauda :

  • Fabricantes de sensores :
    • pressão, temperatura, umidade, qualidade do ar, câmeras
  • Microprocessadores e MCUs
  • Placas e conversores para comunicação
  • Sistemas embarcados para WiFi, BLE, LoRa, Zigbee
  • Tomadas e interruptores inteligentes

Ou seja, produtos que demandam uma fabricação em larga escala e com investimentos altos para construção de fábricas e manutenção de toda cadeia de comercialização.

Para uma pequena empresa de IoT, é aconselhável atuar na parte da “cauda” onde o volume é menor, mas com produtos e serviços mais específicos, endereçando uma necessidade identificada junto a um negócio ( empresa ).

Este perfil de produto / serviço, proporciona a oportunidade para desenvolver algo que esteja em sintonia com uma parcela do mercado e que não é “desejada” pelas grandes empresas.

Isto não significa que esta faixa do mercado, não seja promissora.

É uma questão de alinhar as necessidades do mercado com as suas competências para criar algo atrativo e benéfico para o cliente.

Mantenha a ordem natural das coisas

Quando pensar em criar algo, tenha foco em alguma necessidade existente no mercado, onde você possa atuar com um produto e / ou serviço.

Não comece a desenvolver, só porque acredita que é “legal” ou que as pessoas que você conhece também “achem” “legal”.

Mesmo que um produto já existente, possa pode ser melhorado segundo a sua visão, avalie se o mercado compraria esta sua nova versão.

O conceito de “melhor”, precisa ser percebido por quem irá comprar seu produto / serviço, e não apenas por você que o desenvolveu.

O espaço do mercado que você busca, tem necessidades a serem atendidas, onde a tecnologia usada para resolver o problema, é menos importante do que resolver o problema de maneira eficaz a um custo adequado para aquele perfil de cliente.

Não venda tercnologia, venda algo que ajude o cliente a resolver um problema !

Outro ponto importante, é entender a abrangência de seu produto / serviço.

Faça as seguintes perguntas, antes de iniciar :

  • Quantos clientes poderão ter interesse ?
    • Você identificou um nicho de atuação, ou um problema na linha de produção ?
  • Seu produto / serviço pode ser adequado para casos similares de uso ?
  • No caso de um produto, verifique se ele opera em condições adversas :
    • Temperatura
    • Umidade
    • Flutuação na alimentação
    • Tem um gabinete robusto, para o ambiente onde será instalado ?

Nem todo produto consegue operar bem, quando instalado em uma indústria, onde existem condições muito diferentes daquelas encontradas no laboratório.

Testes e validações são fundamentais !

Antes de encerrar este tópico, é importante deixar claro que, você não é obrigado a desenvolver hardware, para trabalhar com IoT.

Existem inúmeros coletores e atuadores prontos para uso no mercado.

Talvez você só precise identificar um que esteja mais próximo de suas necessidades, para atender o cliente final.

Caso seja mesmo necessário desenvolver um hardware e você não tenha esta habilidade, procure compor com alguém ou alguma empresa que possa ajudá-lo.

Comentário : alguns dispositivos podem ter, além do hardware, um software “interno”, também conhecido como “firmware”, que é necessário para a correta operação deste dispositivo. Algumas vezes, este “firmware” poderá ser substituído para adequar o uso do dispositivo para novas funções.

Lembre dos Makers ! Eles também podem te ajudar !

Outra frente de atuação, são serviços de análise dos dados coletados por dispositivos já instalados e em operação.

A criação de painéis para análise ( Dashboards ) também é uma opção de serviço voltado para o mercado IoT.

Estes sistemas não só apresentam gráficos e relatórios como podem gerar alertas e alarmes baseados em métricas pré definidas ou aprendidas durante a operação.

Isto pode gerar enorme valor para o negócio !

Tecnologia atual versus resultado positivo

Poucas vezes paramos para avaliar que tudo o que fazemos tem um resultado.

Entretanto, este resultado poderá ser :

  • negativo
  • nulo
  • positivo

Por vários motivos, as pessoas costumam usar e ouvir a palavra resultado, sempre como positivo e por isto tendem a deixar itens importantes de lado, durante o estudo de viabilidade de um produto / serviço.

Nem sempre a tecnologia mais atual, ou a que tem mais propaganda, será a melhor para seu caso de desenvolvimento em IoT.

Portanto, muito cuidado para não orientar seus estudos de viabilidade, apenas porque seu produto utiliza a tecnologia mais recente ( da moda ), e o de seus “concorrentes”, ainda não.

Toda nova tecnologia tem seu ciclo de amortização de custos e também de aprendizado.

Algumas acabam sofrendo revisões em suas especificações, pouco após o lançamento, para acomodar necessidades e usos percebidos após as primeiras implantações comerciais.

Sabendo disto, avalie o que uma nova tecnologia trará de benefícios, antes de propor seu uso como a solução de um problema.

Tenha sempre em mente que, embora você goste de tecnologia, quem comprará seu produto não vê isto como único diferencial e motivo para aquisição.

Planejamento e o ciclo de vida

Antes mesmo de inciar um empreendimento, precisamos saber que existe um ciclo de vida para todo produto / serviço.

Durante o ciclo de vida, temos 3 partes principais :

  • Introdução
    • Grande esforço para ser reconhecido e para vender
  • Maturidade
    • Você já é conhecido no mercado e vende com uma certa facilidade
    • Nesta fase os concorrentes aparecem
  • Declínio
    • Sua estratégia para o mercado precisa ser revisada

A fase do declínio não significa que é o fim de sua iniciativa naquela área de atuação, mas que chegou o momento ( e a oportunidade ), de introduzir ajustes no produto / serviço, inciando um novo ciclo.

Este ciclo de declínio é diferente conforme o perfil do produto, mas todo empreendedor precisa ficar atento para as necessidades do mercado.

Mesmo produtos que parecem consolidados, necessitam de atenção por parte das empresas que os criaram e mantêm.

Muito cuidado com a frase “Em time que está ganhando, não se mexe”.

Um exemplo interessante é o mercado financeiro.

Por muitos anos, os grandes Bancos imaginaram que seria difícil aparecerem concorrentes.

Então, chegaram as Fintechs e mudaram tudo !

Isto prova que precisamos ficar atentos ao mercado e ao ciclo de vida do produto / serviço, para introduzirmos ajustes, melhorias e adequações, toda vez que forem necessárias.

Só assim, você estará preparado para o ciclo do declínio.

Mas estes ajustes precisam ser validados junto a seus clientes e não apenas porque algo novo surgiu e você “ache” legal.

Como ter sucesso com IoT?

Percebemos que o próprio termo IoT tem significados diferentes para pessoas e empresas diferentes.

Em parte, porque estas pessoas e empresas, tentam vender para segmentos diferentes do mercado.

Um projeto IoT de sucesso, deve ter foco em resolver de maneira objetiva, algum problema específico.

Criar algo genérico fará com que você perca este foco e será difícil definir para as pessoas e o mercado, o que seu produto faz e quais benefícios ele trás.

Embora IoT seja uma palavra da moda, ninguém está disposto a investir em algo que não traga algum tipo de retorno positivo, só porque é moda.

Alguns exemplos de áreas de atuação :

  • Segurança residencial e predial
    • Sensores de gases
    • Vazamento de água
    • Temperatura
    • Ruído e vibração
  • Acompanhamento de idosos e enfermos
    • Ausência de movimento no local
    • Abertura de portas e janelas
    • Ruído : falta ou excesso
    • Botão de pânico
  • Sistemas para máquinas de venda automatizada ( vending machines )
  • Melhorar a qualidade de vida das pessoas e dos colaboradores
    • Qualidade do ar
    • temperatura ambiente
    • verificação da temperatura corporal
  • Automação residencial e predial
    • Consumo de energia
    • Iluminação
    • ar condicionado
    • cortinas
  • Controlar o uso do espaço no ambiente de trabalho
    • Uso de salas de reunião
    • Aglomeração
  • Agricultura 4.0 ( Agricultura Inteligente )
    • Sistemas de irrigação
    • medição de pH do solo
  • Energias renováveis
    • Monitoração da geração de energia
    • Montoração dos equipamentos e baterias
  • Indústria 4.0
    • automação do ambiente de produção
    • manutenção preditiva de máquinas e equipamentos

As possibilidades de aplicação dos sensores e atuadores IoT, ficam restritas por nossa imaginação e necessidade.

Identificar o correto segmento do mercado, onde você possa criar algo que atenda as necessidades do cliente, é o caminho para o sucesso de sua inciativa.

Pesquise o mercado, fale com seus futuros clientes e nunca sonhe com sucesso imediato.

Quem faz o caminho é você, usando o seu conhecimento e suas habilidades !


Compartilhe sua visão sobre este assunto, pois será importante para o desenvolvimento das iniciativas IoT em nosso país.


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IoT na Agricultura 4.0 – A Tecnologia a Serviço do Campo

Neste artigo IoT na Agricultura 4.0 – A Tecnologia a Serviço do Campo faremos uma introdução a algumas possibilidades de uso desta tecnologia, quando aplicada na agricultura e no agronegócio.

Assim como na Indústria 4.0, o uso de dispositivos IoT e de outras tecnologias como Big Data, trazem inúmeros benefícios para os agricultores e melhorias na produtividade do campo.

Observação : algumas vezes encontramos os termos Agricultura 4.0 ou Agricultura Inteligente ( Smart Agriculture ), como sendo sinônimos em vários artigos que tratam do uso da tecnologia no campo.

IoT na Agricultura 4.0

O uso de sensores associados aos dispositivos IoT e de processos de automação controlados pelos dados coletados através destes sensores, beneficiam a agricultura em várias frentes.

Em um mundo onde necessitamos diminuir o desperdício, melhorar a produtividade e ainda fornecer alimento para mais habitantes, utilizar a tecnologia faz muito sentido.

Os benefícios da agricultura inteligente

  • Inúmeros dados, coletados por sensores como : condições climáticas, qualidade do solo, progresso do crescimento da cultura ou saúde do gado. Esses dados podem ser usados ​​para rastrear o estado do seu negócio em geral, bem como o desempenho da equipe, eficiência do equipamento, etc.
  • Melhor controle dos processos internos e, consequentemente, menores riscos de produção. A capacidade de prever a saída de sua produção permite que você planeje uma melhor distribuição do produto. Se você sabe exatamente quantas safras vai colher, pode ter certeza de que seu produto não ficará sem ser vendido.
  • Gestão de custos e redução de desperdícios graças ao maior controle sobre a produção. Sendo capaz de ver quaisquer anomalias no crescimento da cultura ou na saúde do gado, poderá mitigar os riscos de perder o seu rendimento.
  • Maior eficiência do seu negócio por meio da automação de processos. Ao usar dispositivos inteligentes, você pode automatizar vários processos em seu ciclo de produção, por exemplo, irrigação, fertilização ou controle de pragas.
  • Aumento na qualidade e na produção. Obtenha melhor controle sobre o processo de produção e mantenha padrões mais elevados de qualidade da colheita e capacidade de crescimento por meio da automação.

Como resultado, todos esses fatores podem levar a uma receita maior.

Casos de uso da tecnologia na agricultura

  • Monitoramento das condições climáticas
  • Automação da estufa
  • Gestão de safra
  • Monitoramento e gestão de gado
  • Agricultura de precisão
  • Drones agrícolas
  • Análise preditiva para agricultura inteligente
  • Sistemas de gerenciamento de fazendas de ponta a ponta

Referências :

Digital agriculture

IOT IN AGRICULTURE


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porRicardo Jorge

Séries históricas e IoT – conheça planeje e decida

O artigo Séries históricas e IoT – conheça planeje e decida fará uma introdução sobre a importânica do armazenamento adequado, dos dados provenientes dos coletores IoT.

Praticamente todo dispositivo IoT faz alguma coleta baseada em tempo, que pode ser da ordem de segundos, minutos ou horas.

Tudo depende do processo sendo monitorado e das especificações do hardware do dispositivo IoT além da forma de comunicação deste dispositivo com o ponto central para onde as coletas serão enviadas e armazenadas.

Devido a esta característica de coleta por tempo, nada melhor do que utilizarmos um sistema ( Banco de Dados ), que salve e recupere os dados de uma maneira fácil, simples e rápida, baseada no momento da coleta.

Banco de Dados de Série Histórica

Um Banco de Dados de Série Histórica, também denominado Banco de Dados de Série Temporal, é um sistema desenvolvido para um armazenamento eficiente de dados que utilizam uma referência de tempo, para sua identificação.

Esta referência de tempo é conhecida como timestamp, e costuma ser uma contagem em segundos ou até em milisegundos, à partir de uma data conhecida e / ou pré determinada.

Por exemplo, nos sistemas Linux, BSD e Unix, é a contagem de segundos desde 01/01/1970 às 00:00:00 horas UTC.

Os Bancos de Dados de Série Temporal também são conhecidos como NoSQL, embora alguns destes Bancos tenham capacidade de pesquisa através de sentenças SQL padrão.

Devido a velocidade com a qual os dados coletados podem chegar ao ponto de armazenamento, estes Bancos de Dados de Série Temporal precisam lidar com grandes volumes de dados e devem ter a capacidade de serem escaláveis para adequar suas necessidades de armazenamento e performance, conforme o ambiente necessitar.

Exemplos de uso

Podemos citar 2 exemplos práticos de uso do armazenamento de coletas IoT em bancos de Dados de Série Histórica:

  • Nosso coletor de telemetria para compressores de ar
  • O atual projeto do monitor Off-Grid

No caso do coletor para telemetria, os dados são enviados contendo informações como :

  • Timestamp da coleta
  • Temperatura do compressor
  • Tempo ativo do compressor
  • Número de partidas do compressor

Já para o protótipo do monitor Off-Grid, temos :

  • Timestamp da coleta
  • Tensão do banco de de baterias
  • Temperatura do ambiente onde estão as baterias
  • Tempo de carga da(s) bateria(s)
  • Tempo de descarga da(s) bateria(s)
  • Watts em uso ( atual)
  • Corrente ( atual)

Existem outras coletas, mas as mostradas acima são apenas um exemplo.

Um ponto a ser destacado nas coletas baseadas em tempo, é que através de pesquisas e / ou de gráficos, fica muito fácil perceber a relação entre os eventos coletados.

Isto é normalmente utilizado no que chamamos de “causa raiz”.

Com o relacionamento dos eventos, sincronizados pelo momento da coleta ( “timestamp” ) conseguimos perceber o que ocorreu antes ( “causa” ) e qual efeito gerou no sistema / ambiente.

Séries históricas e IoT

Através desta introdução, é possível notar a importãncia do correto armazenamento dos dados coletados.

Com as coletas, será possível conhecer melhor o ambiente monitorado, fazendo uma gestão adequada e tomando as ações necessárias nos casos onde existam exceções.

Parte destas ações, poderão ser automatizadas usando Inteligência Artifical e Análise dos dados ( Analytics ), permitidindo que os atuadores IoT sejam acionados para corrigir os processos em tempo real.

Observação : um dispositivo IoT pode ser composto por um coletor e um atuador, sendo o coletor responsável por coletar e enviar os dados e o atuador, responsável por acionar algum processo ( abrir / fechar uma válvula, ligar / desligar algo, etc. ).

E você, como faz a gestão de seus coletores IoT ?

Referências :

Banco de Dados Temporais

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Linguagem C dicas sobre programação

No artigo Linguagem C dicas sobre programação será mostrado que algumas opções de programação podem gerar efeitos diferentes do esperado.

Ao longo dos anos de uso e com a experiência adquirida, acabamos definindo nossas formas prediletas de codificação.

Entretanto, em alguns casos é necessário avaliar se o resultado será consistente e principalmente, o que esperamos.

Além disto, algumas formas de codificação melhoram o desempenho do código, permitindo que aquele hardware mais “simples”, possa ser usado em nosso projeto.

A linguagem C é bastante flexível e expressiva; essas são algumas das razões pelas quais ela tem sido bem-sucedida e resiliente à substituição por linguagens “melhores”.

Um exemplo de sua flexibilidade é a possibilidade de escrever uma expressão de várias maneiras que são funcionalmente equivalentes.

Isso permite que o estilo de codificação seja adaptado às necessidades pessoais.

No entanto, há um problema: às vezes, o código aparentemente equivalente tem diferenças sutis.

Isso pode ocorrer no código mais simples e exploraremos algumas possibilidades neste artigo.

É comum para linguagem C, fornecer várias maneiras diferentes de fazer algo, sendo todas equivalentes.

Por exemplo, dado que x é uma variável do tipo integer ( int ), cada uma das seguintes instruções fará exatamente o mesmo trabalho:

x = x + 1;
x += 1;
x++;
++x;

Em todos os casos, 1 será adicionado a x.

A única diferença é que dependendo do compilador, um código ligeiramente melhor poderá ser gerado para as duas últimas opções.

As duas formas de uso do operador ++, produzem o mesmo resultado.

No entanto, se o valor da expressão for usado, o pré-incremento e o pós-incremento são diferentes, assim:

y = x++;   // y terá o valor de x antes do incremento
y = ++x;   // y terá o valor de x após o incremento

Curiosamente, o pós-incremento é um pouco mais “pesado”, pois o armazenamento precisa ser alocado para manter o valor antigo de x.

No entanto, um compilador provavelmente otimizaria isso.

Se o armazenamento for alocado quando o valor da expressão não for usado, siginifica que o compilador usado não é o mais indicado !

Se, em vez de ser um int, x fosse um ponteiro para int, adicionar 1 teria o efeito de adicionar 4 (em uma máquina de 32 bits).

No entanto, às vezes, construções que parecem ser equivalentes têm diferenças muito sutis.

Provavelmente, a coisa mais simples que você pode fazer em qualquer linguagem de programação é atribuir um valor a uma variável.

Neste caso, poderíamos escrever o seguinte em C :

alpha = 99;
beta = 99;
gamma = 99;

Claro, uma forma mais compacta ficaria assim:

alpha = beta = gamma = 99;

Será que estas duas formas descritas são 100% equivalentes ?

Na maioria das vezes, essas duas construções são inteiramente equivalentes, mas existem (pelo menos) quatro situações em que escolher uma ou outra pode fazer a diferença:

Em primeiro lugar, e de forma mais comum, cada variável é separada e talvez um comentário indicando por que ela está definida com esse valor seja apropriado.

Em segundo lugar, é sempre bom escrever código sustentável.

Talvez, em algum momento no futuro, o código precise ser alterado para que todas as três variáveis ​​não sejam definidas com o mesmo valor.

O primeiro formato se presta mais facilmente a modificações.

O terceiro motivo está relacionado a compiladores abaixo do padrão, que podem gerar código como este para a primeira construção:

mov r0, #99
mov alpha, r0
mov r0, #99
mov beta, r0
mov r0, #99
mov gamma, r0

A segunda construção dá a dica de que r0 só precisa ser carregado uma vez.

Novamente, um compilador melhor não precisaria da dica.

Por último, há a questão da ordem de execução.

Na primeira construção, é totalmente claro que alfa será atribuído primeiro e gama por último.

Um compilador interpretará a segunda construção assim:

alpha = (beta = (gamma = 99));

Isso significa que a ordem de atribuição foi invertida.

Será que isso importa?

Na maioria das vezes, não.

Mas se fossem registradores de dispositivos, não variáveis ​​comuns, isso poderia fazer uma grande diferença.

É muito comum que o hardware precise que os valores de configuração sejam carregados em uma sequência precisa.

Portanto, eu diria que as atribuições múltiplas em uma construção de instrução devem ser evitadas.

No geral, embora C seja uma linguagem pequena, pode-se argumentar que ela poderia ser ainda menor, fornecendo menos maneiras de fazer as coisas.

O resultado pode ser um código mais claro e sustentável.

Artigo baseado nesta publicação.

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Avaliando o mercado IoT em 2020

Em Avaliando o mercado IoT em 2020, será feita uma breve retrospectiva referentes aos principais pontos que marcaram o mercado IoT no ano de 2020.

Em um artigo anterior, foram feitas algums previsões para 2021, que será um ano de grande importância para retomada do mercado global e também para novas iniciativas em várias frentes.

Devido a pandemia, inúmeras áreas foram afetadas e com IoT também ocorreram momentos de declínio em algumas frentes, mas na maioria dos casos, a pandemia mostrou o valor e a importância de IoT para a indústria e para as pessoas.

Através das pesquisas feitas no Google, foi observada uma diminuição de 15% nas consultas feitas sobre o tema IoT, com o início da pandemia em março de 2020.

Aparentemente, as buscas sobre o tema IoT não desempenharam um papel tão importante para o público em geral, quanto outros tópicos.

O interesse de pesquisa pública por jogos, por exemplo, aumentou aproximadamente 65% no mesmo período.

O interesse por “trabalhar em casa” aumentou 104% e o interesse por “benefícios de desemprego” aumentou surpreendentemente 250%.

Entretanto, a discussão sobre IoT (especialmente “IoT industrial”) voltou a ser retomada no terceiro trimestre de 2020.

O mercado de IoT permaneceu forte em 2020, apesar da pandemia

Apesar da pandemia de Covid-19 em curso e de um declínio no PIB global de 5% em 2020, o mercado de IoT manteve seu crescimento neste mesmo período.

Embora um pequeno número de projetos de IoT tenha sido interrompido ou atrasado por vários motivos (por exemplo, devido à incapacidade de configurar a infraestrutura durante a pandemia), a maioria dos projetos de IoT teve continuidade em 2020.

De fato, 2020 marcou um ponto de inflexão para dispositivos inteligentes.

Pela primeira vez, o número de conexões IoT ativas (por exemplo, carros conectados, dispositivos domésticos inteligentes, equipamentos industriais conectados) ultrapassou o número de conexões não IoT (por exemplo, smartphones, laptops e computadores).

Uma pesquisa feita por “IoT Analytics“, estima que haja agora 21,7 bilhões de dispositivos conectados e ativos, ao redor do mundo.

Sendo que 54% (11,7 bilhões) desses, são conexões de dispositivos IoT.

Em 2025, espera-se que haverá mais de 30 bilhões de conexões IoT, ou quase 4 dispositivos IoT por pessoa no planeta.

Várias frentes de IoT tiveram avanço com a pandemia

O mercado IoT desempenhou (e ainda desempenha) um papel crucial na navegação pela pandemia.

Alguns casos de uso centrados em IoT desempenharam (e continuam a desempenhar) papéis essenciais para ajudar o mundo a navegar através da pandemia.

Os mais notáveis ​​incluem rastreamento de contato baseado em IoT, nos locais de trabalho, hospitais, etc., bem como rastreamento de produto e verificação em toda a cadeia de fornecimento de vacina.

Além destes casos de uso de IoT no ano de 2020, focados na “nova realidade”, uma série de temas adicionais emergiram, muitos dos quais têm implicações estruturais mais duradouras.

Em uma pesquisa feita nos Estados Unidos, a maioria dos entrevistados concordou que a “digitalização em toda a empresa” será mais importante em um mundo pós-Covid.

A capacidade de realizar “acesso remoto a ativos” ficou em segundo lugar.

Sendo que a “automação de processos de negócios” ficou em terceiro lugar.

Perspectivas cautelosamente positivas para 2021

O panorama geral da tecnologia IoT, parece otimista, considerando 2021.

Há um consenso geral de que qualquer impacto negativo nos negócios devido à Covid-19 desaparecerá em 2021 e que a nova “onda de transformação digital” alimentará os mercados de IoT.

Um dos temas que as empresas vão acelerar é “Novos modelos de negócios habilitados pela tecnologia”.

Muitos desses novos modelos de negócios serão habilitados por produtos IoT.

Outro grande tema em que as empresas estão se concentrando é “Inteligência Artificial”.

Salvar vidas – a grande contribuição de IoT durante a pandemia

No início de 2020, ninguém na indústria de IoT poderia prever o importante papel que a tecnologia desempenharia para salvar vidas ao longo do ano.

Um estudo feito pelo Imperial College London e amplamente divulgado em junho de 2020, estimou que o distanciamento social durante a primeira onda da pandemia de Covid-19 salvou 3 milhões de vidas só na Europa.

Embora a maioria dessas vidas salvas possa ser atribuída às pessoas simplesmente ficando em casa, usando máscaras e evitando o contato, a tecnologia IoT, sem dúvida, evitou uma propagação ainda maior em vários casos.

Muitos fornecedores de IoT correram para lançar ferramentas de distanciamento social.

Casos como de uma padaria na cidade alemã de Leipzig são exemplos de como uma empresa pode utilizar as soluções de distanciamento social.

Nesta padaria, o proprietário descreveu como os alertas de áudio no local de trabalho e a capacidade de analisar os dados dos funcionários tornaram os funcionários mais cautelosos e conscientes que, subsequentemente, mudaram seu comportamento de distanciamento.

Mais recentemente, o foco da IoT para Covid-19 mudou para o monitoramento da cadeia de fornecimento de vacinas para garantir que as vacinas sejam entregues com segurança, sem perda, adulteração ou deterioração do produto.


Este artigo foi baseado nesta outra publicação.


Veja também :

Indústria 4.0 e a Internet das Coisas Industrial – IIoT



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porRicardo Jorge

STEM e a importância para sua carreira

Neste artigo sobre STEM e a importância para sua carreira, será feita uma introdução para demonstrar como esta metodologia de ensino e aprendizado ajuda sua carreira, ao mesmo tempo em que pode melhorar o progresso do país.

Com a globalização e o uso da tecnologia em nosso dia a dia, ter habilidades multidisciplinares ajuda em nossas tarefas, e ao mesmo tempo, pode proporcionar um destaque no mercado de trabalho.

Mesmo se você não trabalha diretamente com tecnologia, mas tem interesse em fazer experimentos e criar “coisas” úteis para sua vida ou comunidade ( Maker ), conhecer sobre STEM é muito importante.

O termo STEM surgiu no início de 2000 nos Estados Unidos, e significa Science, Technology, Engineering and Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Através da metodologia de ensino baseada em STEM, as disciplinas passam a ser integradas, fazendo com que o aluno perceba melhor e mais rapidamente a relação com o mundo real.

Desta maneira, o aprendizado passa a ser mais atrativo para os alunos.

Isto também ajuda no desenvolvimento do país, uma vez que melhora a competência da força de trabalho e a empregabilidade.

Um exemplo do resultado que a educação trás para uma nação, pode ser visto nos esforços feitos pela Coréia do Sul que, na década de 1970 era um país pobre, e hoje figura entre as principais potencias na área de tecnologia.

Os pricipais objetivos da metodologia STEM :

  • O desenvolvimento de uma sociedade com conhecimento atualizado e capacitação nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática
  • A formação de alunos e professores que consigam desenvolver as competências do século 21 em um ambiente escolar integrado
  • O fomento à pesquisa e desenvolvimento voltado para a inovação nas quatro disciplinas da educação STEM.

Exemplos de cursos relacionados a STEM :

  • Engenharia Aeroespacial
  • Astronomia
  • Bioquímica
  • Biologia
  • Engenheiria Química
  • Química
  • Engenharia Civil
  • Ciência da Computação
  • Engenharia Elétrica
  • Matemática
  • Engenharia Mecânica
  • Física
  • Psicologia
  • Estatistica

Por meio do STEM, os alunos desenvolvem habilidades-chave, como :

  • Solução de problemas
  • Criatividade
  • Análise crítica
  • Trabalho em equipe
  • Pensamento independente
  • Iniciativa
  • Comunicação
  • Aprendizado digital

Um exemplo da aplicação de STEM, pode ser percebido durante este período de pandemia, quando o trabalho dos cientistas, profissionais de saúde e fabricantes, destacou a importância do conhecimento, da pesquisa e do desenvolvimento da tecnologia, para o bem estar das pessoas.

E você, como avalia a importância do aprendizado STEM em sua carreira e para vida de seus filhos ?


Referências :

STEM Brasil

Educação STEM

STEM


Veja também :

Quatro tendências para IoT em 2021

IoT – coletores para todos os perfis de uso



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porRicardo Jorge

Multímetro com LoZ e a tensão fantasma

Você acabou de adquirir um multímetro, e no seletor de funções aparece uma opção “LoZ” e ficou curioso para saber qual é a relação desta função com a tensão fantasma ?

Neste artigo será feita uma introdução a função “LoZ” e a tensão fantasma.

A tensão fantasma é um efeito que pode ser muito mais comum do que parece, principalmente quando utilizamos multímetros digitais, também conhecidos como DMM – Digital Multi Meter

O que são tensões fantasmas

As tensões fantasmas ocorrem quando temos uma fiação energizada próxima a outra fiação não energizada, sendo que ambas estão dentro e próximas de um mesmo conduíte ou canaleta.

Esta condição forma um capacitor e permite o acoplamento capacitivo entre a fiação energizada e a fiação não energizada adjacente.

Ao colocar as pontas de medição do multímetro, entre o circuito aberto e o condutor neutro, você efetivamente completa o circuito por meio da entrada do multímetro.

A capacitância entre o condutor conectado a uma fase e o condutor flutuante, forma um divisor de tensão em conjunto com a impedância de entrada do multímetro.

Sendo assim, O multímetro mede e exibe o valor de tensão resultante.

A maioria dos multímetros digitais disponíveis no mercado, tem uma impedância de entrada alta o suficiente para mostrar a tensão capacitivamente acoplada, dando uma falsa impressão de um condutor vivo ( alimentado ).

O medidor está, na verdade, medindo a tensão acoplada ao condutor desconectado.

O valor da tensão fantasma poderá representar um valor até próximo ao da tensão real de um condutor conectado à fase.

Se esta tensão não for reconhecida como uma tensão fantasma, o profissional poderá investir tempo e esforço fazendo um diagnóstico desnecessário no circuito AC.

Funçao LoZ e a tensão fantasma

LoZ significa Low Impedance (Z), ou baixa impedância em português.

Este recurso apresenta uma entrada de baixa impedância para o circuito em teste.

Isso reduz a possibilidade de leituras falsas devido a tensões fantasmas e melhora a precisão ao testar para determinar a ausência ou presença de tensão.

Noções básicas de impedância

A maioria dos multímetros digitais vendidos hoje para teste de sistemas industriais, elétricos e eletrônicos tem circuitos de entrada de alta impedância maiores que 1 megohm.

Isto siginifica que, quando o DMM ( Multímetro Digital ) é colocado em um circuito para uma medição, ele terá pouco impacto no desempenho do circuito.

Este é o efeito desejado para a maioria das aplicações de medição de tensão e é especialmente importante para eletrônicos sensíveis ou circuitos de controle.

Instrumentos mais antigas, como multímetros analógicos, geralmente têm circuitos de entrada de baixa impedância em torno de 10 kilohms ou menos.

Estes instrumentos mais antigos não são “enganados” pela tensão fantasma, mas só devem ser utilizados onde a baixa impedância não afetará negativamente ou alterará o desempenho do circuito sob medição.

Através do uso da função “LoZ”, os técnicos terão mais segurança para detectar problemas em circuitos eletrônicos, bem como em circuitos que podem conter tensões fantasmas.

Considerações

É fundamental utilizarmos os recursos adequados para que nosso trabalho seja feito com qualidade e segurança.

Também precisamos conhecer as várias funções dos instrumentos que usamos, para podermos escolher a mais adequada para cada caso de uso.

Dada a variedade e complexidade dos requisitos de medição e teste encontrados na maioria das instalações atuais, é importante contar com um medidor ( multímetro ) que permita à você, optar pelo tipo adequado de impedância para sua medição.

Existem medidores no mercado com entrada de impedância dupla e automática.

Enquanto outros tem uma função “LoZ” para escolha manual.

Agora que você já sabe como utilizar a função LoZ do seu multímetro para identificar uma tensão fantasma, terá mais segurança, precisão e qualidade no seu trabalho.


Referências :

Low impedance voltage testing (LoZ)

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porRicardo Jorge

Quatro tendências para IoT em 2021

Nesta seleção sobre quatro tendências para IoT em 2021, abordaremos temas que estão entre os principais focos para aplicação de IoT, mas devido ao dinamismo desta tecnologia e das necessidades que enfrentamos por causa da pandemia, muito mais deve surgir.

Fique atento ao nosso Blog, pois novas atualizações serão publicadas assim que surgirem novidades.

A quarta revolução industrial está relacionada à capacitação digital e ao direcionamento de novas tecnologias e serviços de TI em ativos de ponta e nuvem para impulsionar a produtividade.

Essas tecnologias incluem tudo, desde análises avançadas, plataformas industriais de IoT, inteligência artificial e “gêmeos digitais” ( digital twins ) e atendem às principais necessidades do setor de manufatura.

Observação : digital twin, é um modelo digital utilizado para simulações.

Nos últimos anos, observou-se que a Internet das Coisas cresceu rapidamente.

De acordo com a pesquisa do setor, haverá 35 bilhões de dispositivos IoT instalados globalmente até 2021 e algo próximo a75 bilhões até 2025.

Essencialmente, como uma rede orientada para a tecnologia de dispositivos conectados, a Internet das Coisas tem o potencial de permitir melhor compartilhamento de dados dentro do sistema.

Sua capacidade de permitir que máquinas e equipamentos se comuniquem impactará as indústrias.

O ano de 2020 testemunhou um rápido crescimento da transformação digital e, com o aumento da conectividade, 5G, Lora, LoRaWAN, melhorias em IA e aprendizado de máquina, IoT estendeu suas raízes na vida das pessoas e nas indústrias.

Olhando para 2021 e os próximos anos que virão, a tecnologia IoT estará no centro das atenções de todas as organizações.

Tomando como exemplo o ano de 2020, podemos imaginar o quanto IoT será útil, principalmente nas áreas de saúde e segurança.

Quatro tendências para IoT em 2021


Fabricantes de dispositivos conectados investirão em saúde

Nota : Dispositivos conectados também conhecidos como wearables ou dispositivos vestíveis.

A pandemia aumentou significativamente os recursos da telemedicina e no ano de 2020, nos Estados Unidos, houve um aumento aproximado de 50% no uso de telessaúde, quando comparado a 2019.

Um dos benefícios significativos da telemedicina é que ela reduz o contato entre pacientes e profissionais de saúde e também com outros pacientes.

Os dispositivos IoT ajudam os profissionais da área médica a obter informações em tempo real sobre os dados do paciente enquanto estes pacientes permanecem em suas casas.

Nos próximos anos haverá uma necessidade maior do uso de telemedicina, para gerenciar doenças e monitorar a saúde das pessoas.

A telemedicina deve continuar mesmo depois que a pandemia acabar.

De acordo com especialistas do setor, também haverá maior interesse em dispositivos digitais de saúde entre os consumidores, devido à conveniência e preços mais acessíveis, e a tecnologia crescerá US$ 185 bilhões até 2026.

IoT se tornará universal nos processos industriais


Pela primeria vez, devido a pandemia, a indústria de manufatura e outras que utilizam equipamentos de alto custo, perceberam as vantagens da monitoração remota.

O rastreamento remoto de máquinas, que teve início durante a pandemia, já é visto como uma opção viável no ambiente pós pandemia e várias organizações já se preparam para adotar esses recursos.

Com a ajuda da tecnologia orientada à IoT, os fabricantes e empresas farmacêuticas foram capazes de conectar ativos industriais neste ano a operações remotas, garantindo negócios como de costume durante o período de pandemia.

Os benefícios e o impacto positivo prometem investimentos significativos em IoT em 2021, de acordo com relatórios do setor.

Especialistas da indústria de base, especialmente empresas de serviço de campo, usarão cada vez mais essa tecnologia, fazendo com que as máquinas conectadas continuem a ganhar impulso em 2021.

IoB deverá crescer

Nota : IoB Internet of Behaviour – Internet do Comportamento ou Internet Comportamental.

IoB captura a “informação digital” da vida das pessoas através de várias fontes, permitindo que entidades públicas ou privadas possam usar essa informação para influenciar o comportamento.

O COVID-19 mudou a maneira de pensar de muitas organizações.

O distanciamento social e o trabalho em casa ( Home Office ) são o novo normal para muitas pessoas e permanecer saudável é uma das principais preocupações.

Portanto, esperamos ver mais tecnologias de IoT que monitoram o comportamento das pessoas de várias maneiras, para fazer cumprir as diretrizes de saúde e segurança.

As organizações estão aproveitando a tecnologia para monitorar o comportamento do consumidor e do cliente.

Algumas das ferramentas tecnológicas incluem rastreamento de localização, big data e reconhecimento facial.

Internet of Behaviors (IoB) pode ser entendida como uma abordagem centrada nas pessoas, através do uso de IoT.

Essa tendência destaca a importância de manter os clientes no centro de cada estratégia organizacional para ter sucesso no longo prazo.

Edifícios inteligentes mudarão a forma de trabalhar

Os processos de isolamento tendem a ser relaxados ao longo de 2021, mas a pandemia continua.

As empresas retomaram um número parcial de funcionários com funções críticas, trabalhando enquanto a maioria dos funcionários ainda trabalha em casa até o próximo ano.

De acordo com um relatório do setor, em 2021 a tecnologia de edifícios inteligentes estará focada em aplicativos IoT para iniciativas de escritórios inteligentes.

Essas iniciativas incluirão iluminação inteligente, monitoramento ambiental e de energia, e a utilização de sensores para monitorar o uso do espaço e também a circulação dentro do ambiente.

Participe de nosso blog, deixando seus comentarios sobre esta seleção das quatro tendências para IoT em 2021.


Artigo baseado neste link


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porRicardo Jorge

Função switch e a máquina de estado – state machine

A função switch, associada a máquina de estado ( state machine ), simplifica o código e facilita a manutenção, substituindo os vários “IF” aninhados, também conhecido como cascata de “IF”.

Não raro durante o desenvolvimento de um código, é necessário tomar decisões sobre vários eventos para que o fluxo prossiga na direção correta.

A máquina de estado também é conhecida como :

  • finite-state machine (FSM)
  • finite-state automaton (FSA)
  • autômato finito

Porque utilizar a máquina de estado?

Implementar código usando uma máquina de estado é uma técnica de design extremamente útil para resolver problemas complexos de engenharia.

As máquinas de estado dividem o projeto em uma série de etapas, ou o que é chamado de estados no jargão da máquina de estado.

Cada estado executa alguma tarefa estritamente definida.

Os eventos, por outro lado, são os estímulos que fazem com que a máquina de estado se mova, ou transite, entre estados.

Como a máquina de estado opera?

Cada máquina de estado tem o conceito de “estado atual”.

Este é o estado que a máquina de estado ocupa naquele momento.

Em qualquer momento, a máquina de estado pode estar em apenas um único estado.

Cada instância de um estado particular da máquina de estado, pode redefinir o estado inicial, ou o próximo estado.

Entretanto, o estado inicial não é executado imediatamente pela máquina de estado, quando o programa for iniciado.

Somente após receber um evento, a máquina de estado executa uma função que estava associada ao evento.

Desta forma, as várias etapas, ou estados, são executados quando cada evento é recebido e avaliado pela máquina de estado.

Devido a forma de operar da função switch, ela é perfeita para navegação entre os estados de uma máquina de estado.

Imagine criar uma máquina de estado, utilizando “IF” !

Em relação ao uso de “IF”, as principais vantagens da função switch são :

  • Código legível
  • Facilidade de manutenção
  • Facilidade de alteração : inclusão / remoção de opções ( estados )
  • Rapidez na seleção do trecho de código a ser executado

Função switch e a máquina de estado

Abaixo temos um exemplo real da aplicação da função switch usada para determinar a frequência da rede AC.

Posteriormente este código será comentado com mais detalhes, no artigo referente ao Monitor AC.

//
// Calculate frequency
//

  if(freqEnabled)
  {
    freqSampleVAC = sampleVAC - 512;
    switch(freqSM) {
      case 1:
        if(freqSampleVAC < 0) {              // wait for zero to start counting cycles
          freqSM = 2;
        }
      break;
      case 2:
        if(freqSampleVAC >= 0)               // wait for positive cycle
        {
          freqStartTime = micros(); 
          freqSM = 3;
        }
      break;
      case 3:
        if(freqSampleVAC < 0 )               // wait for zero crossing
        {
          freqSM = 4;
        }  
      break;
      case 4:
        if(freqSampleVAC >=0 )                // one cycle is completed
        {
          freqSample++;                   // count number of cycles and wait for another one
          freqSM = 3;
        }
      break;
    }
  
        if(freqSample == ACFreq)          
        {
            acFrequency = 1000000 / ((float)(micros() - freqStartTime) / freqSample);
            freqSample = 0;
            freqSM = 1;
            freqEnabled = false;           // now frequency info can be used
            freq_activity = !freq_activity;
        }
    }


Referência :

Finite-state machine

State Machine Design in C

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porRicardo Jorge

Breve história sobre a batalha das correntes – AC e DC

Faz pouco mais de um século que a batalha das correntes AC e DC aconteceu e hoje a corrente alternada ( AC ) tornou-se o método preferido de transmissão de energia em todo o mundo, mas a tecnologia DC continua presente em nossas vidas.

De fato, a eletricidade teve início como corrente contínua (DC) e o primeiro sistema de distribuição foi DC, assim como foi o primeiro sistema de transmissão de longa distância.

Em 1882, Rene Thury, um dos pioneiros da DC, desenvolveu uma linha DC entre Miesbach e Munique com tensão de 2 kV e distruida a uma distância de aproximadamente 57 km.

No início da década de 1880, Edison havia aperfeiçoado a lâmpada incandescente ou lâmpada, como é mais popularmente conhecida, mas um sistema de distribuição elétrica era necessário.

Felizmente, o primeiro dínamo comercial (gerador DC) ficou disponível na mesma época em que a lâmpada de Edison começou a se tornar popular.

Como resultado, Edison inventou ou aprimorou muitos dispositivos necessários para aquele sistema elétrico DC inicial, o que lhe rendeu muitas patentes de equipamentos DC.

Em pouco tempo, havia mais de 200 empresas de eletricidade na América do Norte usando sistemas DC e todas pagando royalties de patentes à Edison.

Com o crescimento de seu império elétrico, Edison contratou um jovem engenheiro da Europa, Nikola Tesla, para aprimorar os equipamentos usados ​​nos sistemas de distribuição DC.

Tesla melhorou o dínamo, mas também apresentou a Edison ideias inovadoras baseadas na nova tecnologia de corrente alternada (CA).

Desnecessário dizer que Edison não estava nada entusiasmado com AC e nem mesmo com Tesla.

O foco de Edson era na tecnologia DC e ocorreu a separação entre Edson e Tesla.

Com isto, Tesla começou a projetar um sistema AC completo, tendo recebido sete patentes dos EUA para motores CA polifásicos e equipamentos de transmissão de energia.

Mais ou menos nessa época, George Westinghouse entrou na batalha.

Ele acreditava na nova tecnologia AC e fechou um acordo com a Tesla para comprar as patentes de Tesla.

A guerra das correntes, como os historiadores a chamam, estava em alta.

Foi uma batalha épica entre esses dois gênios e as tecnologias de AC e DC.

Houve muita turbulência até que o sistema Westinghouse / Tesla AC foi selecionado para iluminar a Feira Mundial de Chicago de 1893.

O sistema polifásico de geração e transmissão de energia AC de Tesla custava cerca da metade do preço do sistema DC e exigia muito menos infraestrutura.

Desse ponto em diante, a maioria dos dispositivos elétricos encomendados nos EUA eram para tensões CA.

Com isto, AC tornou-se o método preferido de transmissão de energia em todo o mundo, mas a tecnologia DC nunca foi totalmente esquecida.

Desde o início, os engenheiros reconheceram que AC e DC eram tecnologias complementares em vez de tecnologias concorrentes, o que é mostrado nos esquemas de rede em malha e overgrid HVDC de hoje que estão sendo explorados atualmente.

Observação : HVDC ou CCAT em português, refere-se a Corrente Contínua em Alta Tensão que é uma forma de transmissão de energia amplamente utilizada hoje.

Referência :

Guerra das Correntes


Artigo baseado neste link


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