Como funcionam as redes 5G – e como elas mudarão os dispositivos IoT

porRicardo Jorge

Como funcionam as redes 5G – e como elas mudarão os dispositivos IoT

by Davi Gomes @techwarn

A tecnologia de comunicação 5G chegou nos últimos anos causando uma série de debates: de efeitos à saúde humana até espionagem digital internacional, é comum encontrarmos diversas matérias sobre essa tecnologia, mas raramente encontramos alguma explicação real de como é o funcionamento das redes 5G e suas aplicações reais, como os dispositivos de internet of things.

Já podemos adiantar que as ondas eletromagnéticas dessa tecnologia não causam doenças, não prejudicam a saúde e não são ionizantes. Além disso, mesmo diante das polêmicas com países como a China e a gigante Huawei, o Brasil e outros países já começam a receber antenas de 5G e, ao longo dos anos, veremos uma adoção cada vez maior por parte das operadoras e fabricantes de smartphones. Então acompanhe este artigo e aprenda tudo o que precisa saber sobre 5G e suas aplicações.

As redes 5G

A grande promessa das redes 5G para o público é o aumento drástico da velocidade de dados móveis e maior capacidade de suporte para dispositivos conectados. A realidade é que uma rede 5G mmWave pareada com uma VPN brasileira para redução de latência tem o potencial de entregar aos brasileiros uma velocidade maior que a imensa maioria das Wi-Fi domésticas. É por isso que o 5G tem um potencial gigantesco para transformar a realidade das telecomunicações.

Dentro das tecnologias de telefonia móvel, convencionou-se a nomenclatura em gerações: a rede 1G é a tecnologia de telefones analógicos antiga, 2G representa a telefonia digital, a rede 3G comporta tecnologias como a HSDPA que aumentaram a velocidade e o foco em conectividade com a Internet, e a rede 4G popular atualmente, entrega velocidades ainda maiores e maior número de dispositivos ativos. A rede 5G é a nova geração de tecnologia móvel, mas dessa vez, engloba 3 tipos bastante distintos dentro de um mesmo nome, são eles:

  1. Low-band: Propaga seus sinais abaixo dos 2 GHz, faixa que antigamente comportava os canais de TV analógica, hoje inexistentes. As redes 5G low-band possuem velocidade semelhante ao 4G atual, porém, comportam um número muito maior de aparelhos conectados sem sacrificar a estabilidade.
  1. Mid-band: Sinais entre 2 e 10 GHz. Esse espectro já engloba as redes Wi-Fi, Bluetooth e 4G. Desse modo, é possível usar a técnica de DSS para mesclar redes já existentes com repetidores 5G, permitindo que a transição entre antenas e áreas de cobertura seja suave e não apresente interrupções. O 5G DSS é o que temos no Brasil atualmente, enquanto outras tecnologias ainda não são implementadas pelas operadoras.
  1. High-band: Chamada de mmWave, ou onda-milímetro, é o grande carro-chefe das redes 5G. Suas velocidades altíssimas superam a casa dos 200 gigabits por segundo, superando até mesmo redes domésticas de fibra óptica. No entanto, o alcance das antenas é curtíssimo, não superando um quarteirão de distância.

E como as redes 5G afetam a Internet of Things?

Além da vantagem clara de uma velocidade mais alta de downloads em smartphones, e da possibilidade de suportar o número cada vez maior de celulares, as redes 5G têm o potencial de transformar as aplicações de IoT e acelerar sua adoção.

Até então, aparelhos miniaturizados inteligentes dependem da redução dos transistores e microprocessadores para aumentar sua eficiência, capacidade e desempenho. Mas conforme nos aproximamos dos limites teóricos, está cada vez mais difícil agregar maior poder de processamento em dispositivos cada vez menores. Com redes 5G possibilitando um tráfego altíssimo de dados, o problema está resolvido: um relógio inteligente, por exemplo, pode enviar rapidamente todos os dados para um servidor mais poderoso e receber a resposta em milissegundos.

Já encontramos aplicações parecidas com as tecnologias de cloud streaming para jogos, que realizam a renderização em supercomputadores e entregam o vídeo em tempo real para os usuários, como é o caso do serviço Xcloud que já está disponível no Brasil. Com o 5G, essa tecnologia poderá ser aplicada em qualquer objeto cotidiano, com baixo custo para a infraestrutura de rede.

Além disso, a possibilidade de transição suave entre antenas permite que as redes 5G pavimentem o futuro para carros inteligentes e outros dispositivos que não podem perder sua conexão. Até mesmo dentro do ambiente doméstico, a conexão 5G pode ser uma forma mais rápida de comunicação entre diversos aparelhos inteligentes. Seu smartphone poderia, por exemplo, fornecer sua localização ao retornar do trabalho para que seus dispositivos de IoT em casa iniciassem uma rotina específica, abrindo a garagem, acendendo luzes, ativando o aquecimento, por exemplo.

A integração das tecnologias de miniaturização, 5G e bandas ultra largas para localização de dispositivos e proximidade relativa, será o futuro da internet das coisas e dos dispositivos que marcarão as próximas décadas. Por isso, não deixe de aprender como desenvolver, vender e ter sucesso com IoT.



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