Categoria Interna

porRicardo Jorge

Tarifa Branca – conheça antes de usar

Neste artigo sobre Tarifa Branca – conheça antes de usar, será apresentado um estudo feito ao longo de 9 meses utilizando a modalidade Tarifa Branca da ANEEL.

Após este período de testes, a unidade consumidora retornou para a tarifa convencional.

A modalidade Tarifa Branca é uma opção para o consumidor de energia elétrica que pode pagar por tarifas diferentes, conforme o horário do dia e o dia da semana, além de alguns feriados nacionais.

Observação : a Tarifa Branca não altera o consumo, mas cria faixas diferenciadas de cobrança pelo uso da energia.

O medidor de consumo

Para utilizar Tarifa Branca, é necessário que exista um medidor que possa registrar o consumo nos diferentes horários do dia e também nos fins de semana e feriados nacionais.

No caso deste estudo, o medidor instalado foi o da figura abaixo.

Medidor de energia
Medidor de energia – Imagem do site do fabricante

Este medidor tem a possibilidade de leitura remota por parte da empresa de Distribuição de energia e também tem 2 indicadores luminosos ( LEDs ) que piscam conforme 1 Wh ou 1 varh sejam registrados pela medição.

Infelizmente, no Brasil parece não existir interesse em divulgar estas opções que permitiriam ao consumidor acompanhar o consumo e assim, melhor utilizar a modalidade Tarifa Branca.

Com a Tarifa Branca, é necessário coletar 4 medições a cada leitura.

Isto dificulta o trabalho da Equipe de Campo da Distribuidora, porque o medidor pode não estar posicionado de forma a facilitar esta leitura e muitas das vezes, foi necessário permitir a entrada da Equipe, para coletarem as medições feitas.

Aqui fica um ponto de atenção para a ENEL, que deveria equipar os medidores com a possibilidade de leitura remota, sem a necessidade de intervenção manual da Equipe de Campo.

As tarifas e os horários de medição

Cada Estado e Empresa de Distribuição podem ter tarifas e horários diferentes e por isto é importante consultar o site ANEL ( Agência Nacional de Energia Elétrica ) para saber sobre as tarifas e horários de sua região.

No Estado de São Paulo e utilizando a Distribuidora ENEL, as faixas horárias, em maio de 2021, são :

Faixa – dias úteisDesignaçãoPercentual
16:30 – 17:30Intermediário+ 22,28%
17:30 – 20:30Ponta+ 88,01%
20:30 – 21:30Intermediário+ 22,28%
Faixas horárias e acréscimos sobre a tarifa convencional

Faixa – dias úteisDesignaçãoPercentual
00:00 – 16:30Fora de Ponta– 16,10%
21:30 – 23:59Fora de Ponta– 16,10%
Faixas horárias e descontos sobre a tarifa convencional

Para os fins de semana e feriados nacionais, a tarifa Fora de Ponta é utilizada durante as 24 horas do dia.

Um ponto importante é entender que nos dias úteis, a diferença entre Fora de Ponta e Ponta fica próxima a 104,11%, considerando o mês de maio de 2021.

Esta diferença considerou o desconto de 16,10% e o acréscimo de 88,01%, que são os valores extremos mostrados nas tabelas acima.

A Tarifa Branca também sofre os reajustes das bandeiras Tarifárias e isto é mais um fator a ser considerado pelo consumidor.

Abaixo, segue um relatório enviado pela Distribuidora ENEL, sobre o consumo nas 3 faixas tarifárias.

Tarifa Branca Exemplo
Tarifa Branca Exemplo de consumo

Mesmo com o consumo estando concentrado na faixa Fora de Ponta, a média de economia mensal ficou próxima de 7%.


Tarifa Branca – conheça antes de usar

Conclusão :

A real economia varia muito conforme o perfil do consumidor, podendo até mesmo elevar a tarifa mensal.

Será muito difícil conseguir uma redução acima de uns 8% no valor mensal, lembrando que o desconto máximo é de 16% para o Estado de São Paulo, na data desta publicação.

A observância dos horários é fundamental porque qualquer consumo nas faixas Ponta e Intermediário pode gerar uma grande diferença na tarifa mensal, apresentando um resultado muito pior para o consumidor.

Na minha opinião, a ideia da Tarifa Branca é interessante, mas sua implementação proporciona pouco ganho, algumas restrições e grande preocupação para o consumidor.

Para ser atraente, ou o desconto deveria ser maior, ou então os acréscimos na Ponta e Intermediário, serem menores.

É preciso entender e considerar que existe 5 horas de acréscimo nos dias úteis.

Alguns eletrodomésticos como a geladeira / freezer, operam dentro desta faixa das 5 horas de acréscimo, além da própria iluminação residencial, a TV e possivelmente o microondas para a hora do jantar.

Assim como já foi abordado em outro artigo, o uso da Tarifa Branca junto com Energia Solar ou Eólica, pode ser uma fonte adicional de economia para o consumidor, ou até mesmo uma primeira ação para economizar, uma vez que a implantação desta modalidade tarifária tem custo zero para o consumidor.

Assuntos relacionados :

Conta de luz energia solar e planejamento

Energia eólica ou solar em sua casa?


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Atenção : O material usado para referência e as fotos para ilustração, não representam associação com as marcas, patrocínio, indicação e nem endosso para uso.

porRicardo Jorge

Pare de chamar tudo de Inteligência Artificial

Neste artigo sobre Pare de chamar tudo de Inteligência Artificial, abordaremos o uso algumas vezes exagerado, deste termo tão comum em nosso dia a dia.

Este artigo é uma versão e o artigo original e completo pode ser visto aqui.

Os sistemas de inteligência artificial estão longe de serem avançados o suficiente para substituir os humanos em muitas tarefas que envolvem raciocínio, conhecimento do mundo real e interação social.

Eles estão mostrando competência de nível humano em habilidades de reconhecimento de padrões de baixo nível, mas no nível cognitivo eles estão meramente imitando a inteligência humana, não se engajando profunda e criativamente, diz Michael I. Jordan, um pesquisador líder em IA e aprendizado de máquina.

Jordan é professor do departamento de engenharia elétrica e ciência da computação e do departamento de estatística da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Ele observa que a imitação do pensamento humano não é o único objetivo do aprendizado de máquina – o campo da engenharia que está por trás do progresso recente em IA – ou mesmo o melhor objetivo.

Em vez disso, o aprendizado de máquina pode servir para aumentar a inteligência humana, por meio da análise meticulosa de grandes conjuntos de dados, da mesma forma que um mecanismo de busca aumenta o conhecimento humano organizando a web.

O aprendizado de máquina também pode fornecer novos serviços aos humanos em domínios como saúde, comércio e transporte, reunindo informações encontradas em vários conjuntos de dados, encontrando padrões e propondo novos cursos de ação.

“As pessoas estão ficando confusas sobre o significado da IA ​​nas discussões sobre tendências tecnológicas - que existe algum tipo de pensamento inteligente nos computadores que é responsável pelo progresso e que está competindo com os humanos”, diz ele. “Não temos isso, mas as pessoas estão falando como se tivéssemos.”

Afinal, Jordan deveria saber a diferença. O IEEE Fellow é uma das maiores autoridades mundiais em aprendizado de máquina.

Em 2016, ele foi classificado como o cientista da computação mais influente por um programa que analisou publicações de pesquisa, informou a Science.

Jordan ajudou a transformar o aprendizado de máquina não supervisionado, que pode encontrar estrutura em dados sem rótulos preexistentes, de uma coleção de algoritmos não relacionados a um campo intelectualmente coerente, explica o  Engineering and Technology History Wiki.

A aprendizagem não supervisionada desempenha um papel importante em aplicações científicas onde há uma ausência de teoria estabelecida que possa fornecer dados de treinamento rotulados.

As contribuições de Jordan renderam-lhe muitos prêmios, incluindo o Prêmio Ulf Grenander em Teoria Estocástica e Modelagem da American Mathematical Society deste ano (2021). No ano passado, ele recebeu a medalha IEEE John von Neumann por suas contribuições para o aprendizado de máquina e ciência de dados.

Nos últimos anos, ele tem a missão de ajudar cientistas, engenheiros e outros a compreender todo o escopo do aprendizado de máquina.

Ele diz acreditar que os desenvolvimentos no aprendizado de máquina refletem o surgimento de um novo campo da engenharia.

Jordan traça paralelos com o surgimento da engenharia química no início de 1900 a partir dos fundamentos da química e da mecânica dos fluidos, observando que o aprendizado de máquina se baseia em décadas de progresso na ciência da computação, estatística e teoria de controle. Além disso, diz ele, é a primeira área da engenharia humano cêntrica, voltada para a interface entre as pessoas e a tecnologia.

“Embora as discussões de ficção científica sobre IA e superinteligência sejam divertidas, elas são uma distração”, diz ele. “Não tem havido foco suficiente no problema real, que é construir sistemas baseados em aprendizado de máquina em escala planetária que realmente funcionem, agreguem valor aos humanos e não ampliem as desigualdades.”

Esclarecendo a Inteligência Artificial

Em 2019, Jordan escreveu “Artificial Intelligence – The Revolution Hasn Happened Yet”, publicado na Harvard Data Science Review.

Ele explica no artigo que o termo IA é mal compreendido não apenas pelo público, mas também pelos tecnólogos.

Na década de 1950, quando o termo foi cunhado, ele escreve, as pessoas aspiravam a construir máquinas de computação que possuíssem inteligência de nível humano.

Essa aspiração ainda existe, diz ele, mas o que aconteceu nas décadas que se seguiram é algo diferente.

Os computadores não se tornaram inteligentes “per se”, mas forneceram recursos que aumentam a inteligência humana, escreve ele.

Além disso, eles se destacaram em recursos de reconhecimento de padrões de baixo nível que poderiam ser realizados em princípio por humanos, mas com grande custo.

Os sistemas baseados em aprendizado de máquina são capazes de detectar fraudes em transações financeiras em grande escala, por exemplo, catalisando assim o comércio eletrônico. Eles são essenciais na modelagem e controle de cadeias de suprimentos na manufatura e na área de saúde.

Eles também ajudam corretores de seguros, médicos, educadores e cineastas.

Apesar de tais desenvolvimentos serem chamados de “tecnologia de IA”, ele escreve, os sistemas subjacentes não envolvem raciocínio ou pensamento de alto nível.

Os sistemas não formam os tipos de representações e inferências semânticas de que os humanos são capazes.

Eles não formulam e perseguem objetivos de longo prazo.

“Em um futuro previsível, os computadores não serão capazes de se equiparar aos humanos em sua capacidade de raciocinar abstratamente sobre as situações do mundo real”, escreve ele. “Precisaremos de interações bem pensadas de humanos e computadores para resolver nossos problemas mais urgentes. Precisamos entender que o comportamento inteligente de sistemas de grande escala surge tanto das interações entre os agentes quanto da inteligência dos agentes individuais. ”

Além disso, ele enfatiza, a felicidade humana não deve ser deixada de lado ao desenvolver tecnologia. “Temos uma oportunidade real de conceber algo historicamente novo: uma disciplina de engenharia centrada no homem”, escreve Jordan.

A perspectiva de Jordan inclui uma discussão revitalizada do papel da engenharia nas políticas públicas e na pesquisa acadêmica.

Ele ressalta que, quando as pessoas falam sobre ciências sociais, parece atraente, mas o termo engenharia social parece pouco atraente.

O mesmo vale para a ciência do genoma versus engenharia do genoma.

“Acho que permitimos que o termo engenharia diminuísse na esfera intelectual”, diz ele.

O termo ciência é usado em vez de engenharia quando as pessoas desejam se referir à pesquisa visionária. Frases como “apenas engenharia” não ajudam.

“Acho que é importante lembrar que, apesar de todas as coisas maravilhosas que a ciência fez pela espécie humana, é realmente a engenharia - civil, elétrica, química e outras áreas da engenharia - que aumentou mais direta e profundamente a felicidade humana.”

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Image by Gerd Altmann from Pixabay
porRicardo Jorge

COVID-19 Dados Reflexões e Estatísticas

Neste artigo sobre COVID-19 Dados Reflexões e Estatísticas, teremos uma abordagem diferente dos demais artigos já publicados neste Blog.

É claro que todos nós já percebemos o impacto mundial causado por esta pandemia do coronavírus, mas desejo aproveitar este espaço para colocar alguns dados coletados dos sites About Corona e WHO (OMS) onde é possível avaliar o status do Brasil, perante outras nações no que diz respeito a esta pandemia.

Espero que isto possa contribuir para melhor entendermos porque tanto se fala sobre este vírus, mas também percebermos que ainda há muito por ser feito, mesmo no âmbito mundial.

COVID-19 um pouco de história

Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China. Tratava-se de uma nova cepa (tipo) de coronavírus que não havia sido identificada antes em seres humanos.

Uma semana depois, em 7 de janeiro de 2020, as autoridades chinesas confirmaram que haviam identificado um novo tipo de coronavírus. Os coronavírus estão por toda parte. Eles são a segunda principal causa de resfriado comum (após rinovírus) e, até as últimas décadas, raramente causavam doenças mais graves em humanos do que o resfriado comum.

Ao todo, sete coronavírus humanos (HCoVs) já foram identificados: HCoV-229E, HCoV-OC43, HCoV-NL63, HCoV-HKU1, SARS-COV (que causa síndrome respiratória aguda grave), MERS-COV (que causa síndrome respiratória do Oriente Médio) e o, mais recente, novo coronavírus (que no início foi temporariamente nomeado 2019-nCoV e, em 11 de fevereiro de 2020, recebeu o nome de SARS-CoV-2). Esse novo coronavírus é responsável por causar a doença COVID-19.

A OMS tem trabalhado com autoridades chinesas e especialistas globais desde o dia em que foi informada, para aprender mais sobre o vírus, como ele afeta as pessoas que estão doentes, como podem ser tratadas e o que os países podem fazer para responder.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem prestado apoio técnico aos países das Américas e recomendado manter o sistema de vigilância alerta, preparado para detectar, isolar e cuidar precocemente de pacientes infectados com o novo coronavírus.

Dados obtidos do site : PAHO

Reflexões sobre saúde e qualidade de vida

É importante entender que, embora o coronavírus seja um assunto muito divulgado nas Redes Sociais e na mídia em geral, existem muitos outros focos de atenção que deveriam estar em nossos radares, durante e após esta pandemia.

Imaginar que basta tomar a vacina e tudo voltará ao normal, parece ser algo distante da realidade para muitas pessoas no mundo.

O motivo é que várias outras ameaças continuarão a existir, mas que são pouco divulgadas ou pouco percebidas, porque não afetam a maioria das pessoas com melhores condições sócio econômicas.

Contudo, isto não significa que não sejam importantes e que não deveriam ser tanto ou mais divulgadas do que a pandemia de COVID-19.

Alguns dados importantes e tristes ao mesmo tempo :

Como podemos ver, em apenas 4 tópicos acima, ainda temos muito com o que nos preocuparmos e também com o que contribuirmos para melhorar.

Usando tecnologia para entender nosso mundo

Como eu mencionei no início deste artigo, elaborei um pequeno “Flow” usando Node-RED para obter dados sobre COVID-19, selecionando alguns países e assim poder comparar com o Brasil.

Conhecer, comparar e entender o que acontece, é o primeiro passo para definir o que pode e deve ser feito.

Cada um, como cidadão, terá sua visão e assim uma forma de contribuição.

Após a execução do “Flow”, o resultado é uma tela similar a que é vista abaixo.

As coletas anteriores podem ser vistas aqui.

Observação : nem todos os países atualizam os dados com a mesma frequência.


Abaixo, segue o “Flow” Node RED usado para estas coletas.

Na versão 3, existem informações adicionais como :

  • Percentual de vacinados, que é obtida do site WHO / OMS.
  • Dados sobre território dos países
  • Informação sobre Renda Per Capita, obtida deste link no site Wikipédia.

Blog atualizado em 24/05/2021

Encontrou algum erro ou tem uma ideia para melhorar o código, envie sua sugestão!


Flow – versão 3

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i < covidLen; i++) {\n        if(msg.payload.data[i].code == countries_code[n]) {\n\n            population = msg.payload.data[i].population;\n            deaths = msg.payload.data[i].latest_data.deaths;\n            percent = (deaths / population) * 100;\n            msg.payload.data[i].percent = percent.toPrecision(2);\n\n            msg.payload.data[i].territory = countries_territory[n];\n            msg.payload.data[i].per_capita = countries_per_capita[n];\n\n            msg.payload.data[i].population = msg.payload.data[i].population.toLocaleString('pt-BR');\n            msg.payload.data[i].latest_data.deaths = msg.payload.data[i].latest_data.deaths.toLocaleString('pt-BR');\n            d_rate = msg.payload.data[i].latest_data.calculated.death_rate;\n            msg.payload.data[i].latest_data.calculated.death_rate = d_rate.toPrecision(4);\n            r_rate = msg.payload.data[i].latest_data.calculated.recovery_rate;\n            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             vaccines = 0;\n            } else {\n                vaccines = vaccines_arr[n];\n            }\n            \n            vaccinated = (vaccinated / population) * 100;\n\n            msg.payload.data[i].vaccinated = vaccinated.toPrecision(2);\n            msg.payload.data[i].vaccines = vaccines.toLocaleString('pt-BR');\n            \n            countries_arr.push(JSON.parse(JSON.stringify(msg.payload.data[i])));\n        }\n    }\n}\n\nmsg.payload = countries_arr;\nreturn msg;","outputs":1,"noerr":0,"initialize":"","finalize":"","libs":[],"x":680,"y":100,"wires":[["ba7a1fef.62ec3","981ebf4a.016de"]]},{"id":"981ebf4a.016de","type":"ui_template","z":"1b35239f.67dcdc","group":"ac573138.1cb5b","name":"Covid-19 - Estatísticas","order":1,"width":"26","height":"16","format":"<style>\ntable {\n  border-collapse: collapse;\n  width: 100%;\n}\n\nth, td {\n  padding: 8px;\n  text-align: left;\n  border-bottom: 1px solid #ddd;\n}\n\ntr:nth-child(even) {background-color: 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Node-RED – apresentação


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porRicardo Jorge

Conta de luz energia solar e planejamento

Este artigo sobre Conta de luz, energia solar e planejamento, talvez seja um pouco polêmico, mas é fruto de algumas reflexões após utilizar por alguns meses, um pequeno sistema solar residencial que instalei.

É importante esclarecer que antes de instalar meu sistema de energia solar, pesquisei vários artigos e vídeos na Internet.

Contudo, até o momento, não encontrei abordagens práticas sobre a real economia e custo de um sistema de energia solar.

Para sistemas de médio e grande porte, imagino que estudos detalhados sejam feitos, visando obter o melhor resultado em função dos investimentos feitos.

Já nos sistemas pequenos e residenciais, parece existir dificuldade para avaliar os seguinte itens :

  • Objetivo final
  • Otimização pré instalação
  • ROI
  • TCO

Vamos analisar cada um dos itens citados.

Objetivo final

Para qualquer investimento a ser feito, é necessário traçar um objetivo e para quem pretende instalar um sistema de energia solar, o principal objetivo é poder economizar na conta de luz.

As pessoas não instalam apenas porque ouviram falar que é uma onda do momento, seu vizinho também instalou, ou teve a ideia depois de assistir um documentário na TV, ou alguns vídeos na Internet.

Ou seja, não deveria ser algo feito por impulso, mas sim, com muito planejamento e detalhamento de fases.

Também não podemos esquecer que a energia solar só esta disponível durante o dia, através da luz do sol, e para ter máxima captação, em dias com poucas nuvens.

Se você pretende construir um sistema autônomo, sem nunca depender da Concessionária, precisa avaliar com muito cuidado e cautela.

Não é impossível instalar um sistema de energia solar totalmente autônomo, mas os custos podem ser proibitivos para uma residência.

Otimização pré instalação

No momento, a expectativa da vida útil para os painéis solares é entre 20 a 25 anos.

Desta forma, seria lógico que a pessoa que deseja instalar um sistema de energia solar, tenha uma visão de médio / longo prazo.

Somando isto ao item Objetivo Final, precisamos fazer a seguinte pergunta:

Se quero economizar energia, porque não otimizo meus gastos antes da instalação do sistema de energia solar ?

Otimizando antes, é bem provável que o projeto de seu sistema solar ficará mais barato.

Além disto, quando você estiver utilizando a energia da Concessionária, durante a noite ou nos dias nublados, seu consumo também será menor !

Como faço para otimizar meu consumo de energia ?

  • Automação residencial :
    • Ligando / desligando automaticamente equipamentos
    • controlando a iluminação e a temperatura ambiente
    • controlando o sistema de aquecimento central
  • Ajustando sistemas de aquecimento e refrigeração
    • Aquecimento por acumulação
    • Refrigeração baseada em ventilação
  • Equipamentos podem ser substituídos por modelos mais econômicos
  • Repense o uso da energia em sua casa, comércio, empresa. etc.

Observação : A Tarifa Branca não altera o consumo de energia. Existem faixas de desconto e acréscimo no valor da energia elétrica consumida, dependendo do horário do dia e do dia da semana.

Caso esteja pensando em construir ou reformar, você poderá otimizar ainda mais, e até mesmo investir menos nesta otimização.

E se eu não me preocupar com tudo isto ?

Você provavelmente pagará mais pela implantação e pelo uso de seu sistema de energia solar.

Veja os próximos 2 itens de nossa lista.

ROI

O termo ROI em inglês ou Retorno sobre o investimento em português, posto de uma maneira bem simples, é uma forma de avaliar o desempenho de um investimento.

No nosso caso, quanto tempo levará para que o investimento feito na instalação do sistema de energia solar, volte para o seu bolso.

Os itens básicos para implantação de um sistema de energia solar, são :

  • Painéis solares
  • Suportes para fixação dos painéis
  • Controlador de carga ( pode existir mais de um )
  • Baterias ( caso Off-Grid )
  • Inversor – pode ser :
    • Off-Grid ( com bateria )
    • Off-Grid ( sem bateria )
    • On-Grid ( não usa bateria )
  • Cabos (depende muito das distâncias entre os componentes do sistema)
  • Quadro elétrico para interconexão
    • Pode ser necessário homologar o uso junto a Concessionária
    • Pode ser necessário adequar a instalação elétrica existente
  • Sistemas de proteção e comutação
  • Mão de obra para instalação
  • Manutenção periódica
    • Baterias ( caso existam )
    • Painéis – no mínimo precisam ser inspecionados e lavados
      • acúmulo de poeira
      • fezes de pássaros
      • geada / neve

TCO

O termo TCO em inglês ou Custo Total de Posse ( ou Propriedade ) em português, explicado de uma forma bem simples, é a maneira de avaliar o gasto inerente para manter produtos e sistemas em funcionamento.

Quanto maior e mais complexo um sistema, mais provável será ter custos maiores para mantê-lo em operação.

Mais uma vez, otimizar antes, parece ser uma boa ideia !

Com relação ao Custo de Propriedade, talvez o maior valor fique com as baterias.

Existem vários tipos de baterias, mas as mais usadas são as denominadas chumbo-ácido e sua vida útil estimada é de 4 a 5 anos.

Então, durante a vida útil estimada para seus painéis solares, que é de 20 a 25 anos, poderá ser necessário trocar de 4 a 5 vezes, todo o conjunto ( banco ) de baterias.

Nem todos os sistemas são iguais

Quando moramos em grandes centros urbanos, podemos não perceber a real abrangência e importância da energia solar para inúmeras pessoas que moram em locais afastados e com condições econômicas muito diferentes da “realidade” urbana.

Em cenários similares aos da foto abaixo, a instalação é feita e mantida pelos próprios consumidores que, muitas vezes, não estão querendo diminuir a conta de energia elétrica, apenas querem ter acesso a energia elétrica.

Esta energia será utilizada para as necessidades básicas e o sustento de quem more nesta localidade.

Sistema solar rural
Exemplo de um sistema solar em área rural

Conta de luz, energia solar e planejamento – Conclusão

Para economizar na conta de luz, através do uso de energia solar, é preciso um bom planejamento.

Não basta utilizar suas últimas contas de luz para dimensionar e instalar um sistema que ficará em operação por 20 ou mais anos.

Outro fator que parece não ser levado em consideração, é o acompanhamento ( monitoração ) do sistema após sua instalação.

Muitas vezes o usuário não tem informações claras sobre o real desempenho do sistema.

Na maioria dos casos, toda a estimativa é feita na pré instalação.

Sem um acompanhamento posterior, a percepção do ROI e do TCO, ficam prejudicadas.

Este acompanhamento posterior também será fundamental, quando adequações e ampliações forem feitas em um sistema já em produção.

Isto ajudará tanto o usuário como o profissional que atua com energia solar.

Perguntas como :

  • Como está a geração de energia ao longo das estações do ano
    • Considerando dias da semana e horários do dia
  • Como está o consumo de energia ao longo das estações do ano
    • Considerando dias da semana e horários do dia
  • Como minhas baterias estão sendo carregadas e descarregadas
    • A vida útil das baterias é afetada por :
      • ciclo de carga / descarga
      • tensões máximas de carga e mínimas de descarga
  • Caso deseje ampliar seu sistema, onde investir da melhor formar
    • Tenho problemas de consumo
    • Tenho problemas de geração
    • Tenho problemas de acumulação ( caso das baterias )

A energia solar é uma fonte incrível de energia e deve ser melhor utilizada por nós.

Projetos adequados e bem acompanhados, garantem bons resultados, melhoram a vida útil do sistema e maximizam os investimentos feitos.


E você que já tem um sistema de energia solar em sua residencia, conte como tem sido sua experiência.


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Sistemas Off-Grid – Durabilidade das baterias

Sistemas Off-Grid – Monitorando resultados



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porRicardo Jorge

Como funcionam as redes 5G – e como elas mudarão os dispositivos IoT

by Davi Gomes @techwarn

A tecnologia de comunicação 5G chegou nos últimos anos causando uma série de debates: de efeitos à saúde humana até espionagem digital internacional, é comum encontrarmos diversas matérias sobre essa tecnologia, mas raramente encontramos alguma explicação real de como é o funcionamento das redes 5G e suas aplicações reais, como os dispositivos de internet of things.

Já podemos adiantar que as ondas eletromagnéticas dessa tecnologia não causam doenças, não prejudicam a saúde e não são ionizantes. Além disso, mesmo diante das polêmicas com países como a China e a gigante Huawei, o Brasil e outros países já começam a receber antenas de 5G e, ao longo dos anos, veremos uma adoção cada vez maior por parte das operadoras e fabricantes de smartphones. Então acompanhe este artigo e aprenda tudo o que precisa saber sobre 5G e suas aplicações.

As redes 5G

A grande promessa das redes 5G para o público é o aumento drástico da velocidade de dados móveis e maior capacidade de suporte para dispositivos conectados. A realidade é que uma rede 5G mmWave pareada com uma VPN brasileira para redução de latência tem o potencial de entregar aos brasileiros uma velocidade maior que a imensa maioria das Wi-Fi domésticas. É por isso que o 5G tem um potencial gigantesco para transformar a realidade das telecomunicações.

Dentro das tecnologias de telefonia móvel, convencionou-se a nomenclatura em gerações: a rede 1G é a tecnologia de telefones analógicos antiga, 2G representa a telefonia digital, a rede 3G comporta tecnologias como a HSDPA que aumentaram a velocidade e o foco em conectividade com a Internet, e a rede 4G popular atualmente, entrega velocidades ainda maiores e maior número de dispositivos ativos. A rede 5G é a nova geração de tecnologia móvel, mas dessa vez, engloba 3 tipos bastante distintos dentro de um mesmo nome, são eles:

  1. Low-band: Propaga seus sinais abaixo dos 2 GHz, faixa que antigamente comportava os canais de TV analógica, hoje inexistentes. As redes 5G low-band possuem velocidade semelhante ao 4G atual, porém, comportam um número muito maior de aparelhos conectados sem sacrificar a estabilidade.
  1. Mid-band: Sinais entre 2 e 10 GHz. Esse espectro já engloba as redes Wi-Fi, Bluetooth e 4G. Desse modo, é possível usar a técnica de DSS para mesclar redes já existentes com repetidores 5G, permitindo que a transição entre antenas e áreas de cobertura seja suave e não apresente interrupções. O 5G DSS é o que temos no Brasil atualmente, enquanto outras tecnologias ainda não são implementadas pelas operadoras.
  1. High-band: Chamada de mmWave, ou onda-milímetro, é o grande carro-chefe das redes 5G. Suas velocidades altíssimas superam a casa dos 200 gigabits por segundo, superando até mesmo redes domésticas de fibra óptica. No entanto, o alcance das antenas é curtíssimo, não superando um quarteirão de distância.

E como as redes 5G afetam a Internet of Things?

Além da vantagem clara de uma velocidade mais alta de downloads em smartphones, e da possibilidade de suportar o número cada vez maior de celulares, as redes 5G têm o potencial de transformar as aplicações de IoT e acelerar sua adoção.

Até então, aparelhos miniaturizados inteligentes dependem da redução dos transistores e microprocessadores para aumentar sua eficiência, capacidade e desempenho. Mas conforme nos aproximamos dos limites teóricos, está cada vez mais difícil agregar maior poder de processamento em dispositivos cada vez menores. Com redes 5G possibilitando um tráfego altíssimo de dados, o problema está resolvido: um relógio inteligente, por exemplo, pode enviar rapidamente todos os dados para um servidor mais poderoso e receber a resposta em milissegundos.

Já encontramos aplicações parecidas com as tecnologias de cloud streaming para jogos, que realizam a renderização em supercomputadores e entregam o vídeo em tempo real para os usuários, como é o caso do serviço Xcloud que já está disponível no Brasil. Com o 5G, essa tecnologia poderá ser aplicada em qualquer objeto cotidiano, com baixo custo para a infraestrutura de rede.

Além disso, a possibilidade de transição suave entre antenas permite que as redes 5G pavimentem o futuro para carros inteligentes e outros dispositivos que não podem perder sua conexão. Até mesmo dentro do ambiente doméstico, a conexão 5G pode ser uma forma mais rápida de comunicação entre diversos aparelhos inteligentes. Seu smartphone poderia, por exemplo, fornecer sua localização ao retornar do trabalho para que seus dispositivos de IoT em casa iniciassem uma rotina específica, abrindo a garagem, acendendo luzes, ativando o aquecimento, por exemplo.

A integração das tecnologias de miniaturização, 5G e bandas ultra largas para localização de dispositivos e proximidade relativa, será o futuro da internet das coisas e dos dispositivos que marcarão as próximas décadas. Por isso, não deixe de aprender como desenvolver, vender e ter sucesso com IoT.



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porRicardo Jorge

Como desenvolver vender e ter sucesso com IoT

Neste artigo sobre Como desenvolver, vender e ter sucesso com IoT, será feita uma abordagem sobre alguns pontos fundamentais que ajudarão no planejamento do desenvolvimento e na comercialização de um produto ou serviço com foco em IoT.

Como a maioria dos desenvolvedores tem um perfil muito técnico, deixam de observar detalhes importantes, como :

  • Pesquisa de mercado junto aos clientes
  • Como qualificar e posicionar o produto / serviço para o mercado
  • Uso da tecnologia versus resultado a ser alcançado
  • Replicação do produto / serviço em outros cenários

Estes são alguns exemplos, sobre os quais precisamos pensar, antes da criação de um produto / serviço.

O que significa IoT?

A maioria das pessoas responderá : Internet of Things, ou Internet das Coisas, em português.

Isto está totalmente correto, mas IoT também é usado como “buzzword”, ou palavra da moda, para muitas coisas e por muitas pessoas e empresas.

Atualmente, o termo IoT é uma forma de referência a qualquer coletor e / ou atuador, que possa ser acessado de maneira remota.

Acabou virando um enorme guarda chuva que abriga diversos tipos de dispositivos, quer estes usem ou não Internet.

Então, se você está pensando em desenvolver um produto ou serviço que faça a leitura de algum parâmetro ( sensor ) e que possa controlar algo ( atuador ), acabará classificando este dispositivo ou serviço, como sendo relacionado com IoT.

Isto facilitará a absorção da ideia do produto pelo mercado, e ainda acabará sendo impulsionado por toda força que o termo IoT agrega.

De fato, muito do que chamamos hoje de IoT, pode ser classificado como Telemetria.

Em uma busca recente feita na Internet, pude verificar que existem várias empresas vendendo sistemas para telemetria !

Nem todo dispositivo designado como IoT, tem um sensor e um atuador conjugados.

Exemplos mais comuns são :

  • Sensor de temperatura
  • Sensor de umidade
  • Tomada “inteligente” – pode ligar / desligar algo, remotamente

Na lista acima, temos exemplos de 2 sensores e 1 atuador, ou seja, os sensores de temperatura e umidade só indicam os valores lidos, enquanto a tomada inteligente atua ligando e desligando algo.

Podemos utilizar a leitura da temperatura e da umidade para decidir se ligamos ou desligamos algo, como por exemplo, um aquecedor ou ventilador.

Considerando o uso em uma indústria, os sensores poderiam ser de pressão e contagem de produtos na esteira, e os atuadores controlarem a abertrura e fechamento de uma válvula ou a velocidade de um motor.

Já na agricultura os sensores poderiam ser de temperatura e umidade do solo, e o atuador controlar um sistema de irrigação.

Para uma granja, os sensores poderiam ser de luminosidade e temperatura ambiente, e os atuadores controlarem as lâmpadas e a ventilação do galpão.

Várias “coisas” que hoje são comercializadas como dispositivos IoT, já existiam faz um bom tempo!

Não podemos esquecer que um simples sistema que liga e desliga uma lâmpada é considerado IoT por várias pessoas e também por empresas que atuam com automação residencial e predial ( Casas e Prédios Inteligentes ).

Além disto, é totalmente possível, e até usado com certa frequência, que vários sensores e atuadores sejam conectados com fio a uma placa controladora próxima, e que somente esta placa tenha conexão sem fio.

Este é o caso de algumas centrais de alarme / centrais de automação.

Utilizando esta metodologia de sensores / atuadores com fio, conectados a um concentrador de comunicação, é uma boa oportunidade para retrofit, tanto para o desenvolvedor, como para o cliente, que poderá continuar a utilizar parte dos sistemas já instalados.

É preciso lembrar que, conectar cada sensor ou atuador sem fio, exige um sistema de alimentação próprio, normalmente usando baterias que necessitam ser trocadas ou recarregadas de tempos em tempos.

Ligar os sensores e atuadores a uma central que forneça alimentação, simplifica o projeto e a manutenção do sistema.

É tudo uma questão de necessidade versus a facilidade da instalação dos dispositivos que desejamos utilizar.

Como podemos ver, ter o acesso sem fio como parte integrante do dispositivo, nem sempre é o que determina que ele seja ou não um IoT, segundo a visão e a necessidade do mercado.

Para comunicação sem fio com o dispositivo, outros protocolos e formas de comunicação poderão ser usadas :

  • WiFi
  • BLE – Bluetooth Low Energy
  • ZigBee
  • ZWave
  • LoRa / LoRaWAN
  • Sigfox
  • RF ( Rádio Frequencia ) como os controles de portão de garagem
  • 3G / 4G / 5G
  • NB-IoT
  • LTE-M

Desta forma, mesmo quando usamos a Internet para acessar uma coleta ou enviar um comando, o dispositivo IoT na ponta ( edge device ), normalmente não estará conectado diretamente com a Internet.

Será muito mais comum que utilize alguma outra forma de comunicação local, para interagir com a rede da qual este dispositivo faz parte.

Isto significa que um dispositivo IoT não precisa ter conexão direta com a Internet ?

A pergunta acima é muito importante, porque pode simplificar e baratear todo o desenvolvimento do hardware ( parte eletrônica ) do coletor / atuador.

A visão existente no mercado sobre IoT, é que os vários dispositivos podem ser acessados via Internet, mas isto não significa que cada um deles, de forma individual, precise ter acesso Internet.

Esta discussão sobre o acesso Internet e IoT, não é rara de ser vista na Internet, e neste artigo em inglês, tem uma abordagem interessante sobre este assunto.

Já com relação ao acesso remoto, não significa que o dispositivo esteja em outro país ou em uma cidade distante.

Significa que vocẽ não precisa estar ao lado dele, para acessá-lo.

Sendo assim, o dispositivo remoto pode estar a poucos metros de distância, ou dentro de um equipamento que seja difícil ou perigoso acessar.

Considerando uma instalação industrial, é muito provável que todo o ambiente definido como IoT / IIoT, seja acessado e controlado sem o uso direto da Internet, mas sim, através de uma rede interna da própria empresa.

Condições como :

  • Disponibilidade
  • Custos
  • Sigilo
  • Segurança
  • Latência

Costumam definir se os dispositivos serão controlados de maneira local ou remota, mesmo que os dados coletados sejam tratados “fora”.

Neste exemplo, os dados das várias unidades de uma empresa podem ser enviados para um local central, onde serão tratados e analisados por ferramentas de Big Data / Analytics e farão parte da tomada de decisão do negócio ( sistema ERP ).

Além disto, poderão ser usados para popular painéis com diversas formas de visualização, seleção de dados e localidades ( Dashboards ).

Conforme o resultado desta análise dos dados coletados, comandos serão enviados aos atuadores, para corrigir ou adequar parâmetros do ambiente fabril.

Quem são os desenvolvedores de IoT ?

Normalmente existem 3 categorias principais de desenvolvedores :

  • Grandes empresas
  • Pequenas e médias empresas
  • Makers

O mercado de IoT conta com poucas empresas médias, situadas na faixa de algumas dezenas de colaboradores.

A maior parte do desenvolvimento está concentrado em multinacionais, que são as “grandes empresas” do quadro acima.

Depois, temos as pequenas empresas que normalmente contam com menos de 12 pessoas, sendo que a realidade aqui no Brasil, é que a pequena empresa de IoT tenha menos de 8 pessoas, considerando os criadores e os colaboradores.

No caso dos Makers, existem centenas deles trabalhando em diversos projetos.

O foco do Maker vai tanto em resolver necessidades pessoais, sem uma abordagem comercial, até os que apoiam o desenvolvimento de protótipos que serão posteriormente fabricados por uma empresa.

É claro que alguns Makers também podem se transformar em uma empresa no futuro.

Qual é o mercado para os desenvolvedores de IoT ?

Existe uma forma de analisar o mercado, considerando o volume de venda para cada setor e o tipo do produto, denominada Cauda longa.

Neste processo de análise, e no início da cauda, temos produtos com enormes volumes de vendas, sendo que estas vendas são dominadas por grandes empresas.

Exemplos de produtos ( IoT ) no início da cauda :

  • Fabricantes de sensores :
    • pressão, temperatura, umidade, qualidade do ar, câmeras
  • Microprocessadores e MCUs
  • Placas e conversores para comunicação
  • Sistemas embarcados para WiFi, BLE, LoRa, Zigbee
  • Tomadas e interruptores inteligentes

Ou seja, produtos que demandam uma fabricação em larga escala e com investimentos altos para construção de fábricas e manutenção de toda cadeia de comercialização.

Para uma pequena empresa de IoT, é aconselhável atuar na parte da “cauda” onde o volume é menor, mas com produtos e serviços mais específicos, endereçando uma necessidade identificada junto a um negócio ( empresa ).

Este perfil de produto / serviço, proporciona a oportunidade para desenvolver algo que esteja em sintonia com uma parcela do mercado e que não é “desejada” pelas grandes empresas.

Isto não significa que esta faixa do mercado, não seja promissora.

É uma questão de alinhar as necessidades do mercado com as suas competências para criar algo atrativo e benéfico para o cliente.

Mantenha a ordem natural das coisas

Quando pensar em criar algo, tenha foco em alguma necessidade existente no mercado, onde você possa atuar com um produto e / ou serviço.

Não comece a desenvolver, só porque acredita que é “legal” ou que as pessoas que você conhece também “achem” “legal”.

Mesmo que um produto já existente, possa pode ser melhorado segundo a sua visão, avalie se o mercado compraria esta sua nova versão.

O conceito de “melhor”, precisa ser percebido por quem irá comprar seu produto / serviço, e não apenas por você que o desenvolveu.

O espaço do mercado que você busca, tem necessidades a serem atendidas, onde a tecnologia usada para resolver o problema, é menos importante do que resolver o problema de maneira eficaz a um custo adequado para aquele perfil de cliente.

Não venda tercnologia, venda algo que ajude o cliente a resolver um problema !

Outro ponto importante, é entender a abrangência de seu produto / serviço.

Faça as seguintes perguntas, antes de iniciar :

  • Quantos clientes poderão ter interesse ?
    • Você identificou um nicho de atuação, ou um problema na linha de produção ?
  • Seu produto / serviço pode ser adequado para casos similares de uso ?
  • No caso de um produto, verifique se ele opera em condições adversas :
    • Temperatura
    • Umidade
    • Flutuação na alimentação
    • Tem um gabinete robusto, para o ambiente onde será instalado ?

Nem todo produto consegue operar bem, quando instalado em uma indústria, onde existem condições muito diferentes daquelas encontradas no laboratório.

Testes e validações são fundamentais !

Antes de encerrar este tópico, é importante deixar claro que, você não é obrigado a desenvolver hardware, para trabalhar com IoT.

Existem inúmeros coletores e atuadores prontos para uso no mercado.

Talvez você só precise identificar um que esteja mais próximo de suas necessidades, para atender o cliente final.

Caso seja mesmo necessário desenvolver um hardware e você não tenha esta habilidade, procure compor com alguém ou alguma empresa que possa ajudá-lo.

Comentário : alguns dispositivos podem ter, além do hardware, um software “interno”, também conhecido como “firmware”, que é necessário para a correta operação deste dispositivo. Algumas vezes, este “firmware” poderá ser substituído para adequar o uso do dispositivo para novas funções.

Lembre dos Makers ! Eles também podem te ajudar !

Outra frente de atuação, são serviços de análise dos dados coletados por dispositivos já instalados e em operação.

A criação de painéis para análise ( Dashboards ) também é uma opção de serviço voltado para o mercado IoT.

Estes sistemas não só apresentam gráficos e relatórios como podem gerar alertas e alarmes baseados em métricas pré definidas ou aprendidas durante a operação.

Isto pode gerar enorme valor para o negócio !

Tecnologia atual versus resultado positivo

Poucas vezes paramos para avaliar que tudo o que fazemos tem um resultado.

Entretanto, este resultado poderá ser :

  • negativo
  • nulo
  • positivo

Por vários motivos, as pessoas costumam usar e ouvir a palavra resultado, sempre como positivo e por isto tendem a deixar itens importantes de lado, durante o estudo de viabilidade de um produto / serviço.

Nem sempre a tecnologia mais atual, ou a que tem mais propaganda, será a melhor para seu caso de desenvolvimento em IoT.

Portanto, muito cuidado para não orientar seus estudos de viabilidade, apenas porque seu produto utiliza a tecnologia mais recente ( da moda ), e o de seus “concorrentes”, ainda não.

Toda nova tecnologia tem seu ciclo de amortização de custos e também de aprendizado.

Algumas acabam sofrendo revisões em suas especificações, pouco após o lançamento, para acomodar necessidades e usos percebidos após as primeiras implantações comerciais.

Sabendo disto, avalie o que uma nova tecnologia trará de benefícios, antes de propor seu uso como a solução de um problema.

Tenha sempre em mente que, embora você goste de tecnologia, quem comprará seu produto não vê isto como único diferencial e motivo para aquisição.

Planejamento e o ciclo de vida

Antes mesmo de inciar um empreendimento, precisamos saber que existe um ciclo de vida para todo produto / serviço.

Durante o ciclo de vida, temos 3 partes principais :

  • Introdução
    • Grande esforço para ser reconhecido e para vender
  • Maturidade
    • Você já é conhecido no mercado e vende com uma certa facilidade
    • Nesta fase os concorrentes aparecem
  • Declínio
    • Sua estratégia para o mercado precisa ser revisada

A fase do declínio não significa que é o fim de sua iniciativa naquela área de atuação, mas que chegou o momento ( e a oportunidade ), de introduzir ajustes no produto / serviço, inciando um novo ciclo.

Este ciclo de declínio é diferente conforme o perfil do produto, mas todo empreendedor precisa ficar atento para as necessidades do mercado.

Mesmo produtos que parecem consolidados, necessitam de atenção por parte das empresas que os criaram e mantêm.

Muito cuidado com a frase “Em time que está ganhando, não se mexe”.

Um exemplo interessante é o mercado financeiro.

Por muitos anos, os grandes Bancos imaginaram que seria difícil aparecerem concorrentes.

Então, chegaram as Fintechs e mudaram tudo !

Isto prova que precisamos ficar atentos ao mercado e ao ciclo de vida do produto / serviço, para introduzirmos ajustes, melhorias e adequações, toda vez que forem necessárias.

Só assim, você estará preparado para o ciclo do declínio.

Mas estes ajustes precisam ser validados junto a seus clientes e não apenas porque algo novo surgiu e você “ache” legal.

Como ter sucesso com IoT?

Percebemos que o próprio termo IoT tem significados diferentes para pessoas e empresas diferentes.

Em parte, porque estas pessoas e empresas, tentam vender para segmentos diferentes do mercado.

Um projeto IoT de sucesso, deve ter foco em resolver de maneira objetiva, algum problema específico.

Criar algo genérico fará com que você perca este foco e será difícil definir para as pessoas e o mercado, o que seu produto faz e quais benefícios ele trás.

Embora IoT seja uma palavra da moda, ninguém está disposto a investir em algo que não traga algum tipo de retorno positivo, só porque é moda.

Alguns exemplos de áreas de atuação :

  • Segurança residencial e predial
    • Sensores de gases
    • Vazamento de água
    • Temperatura
    • Ruído e vibração
  • Acompanhamento de idosos e enfermos
    • Ausência de movimento no local
    • Abertura de portas e janelas
    • Ruído : falta ou excesso
    • Botão de pânico
  • Sistemas para máquinas de venda automatizada ( vending machines )
  • Melhorar a qualidade de vida das pessoas e dos colaboradores
    • Qualidade do ar
    • temperatura ambiente
    • verificação da temperatura corporal
  • Automação residencial e predial
    • Consumo de energia
    • Iluminação
    • ar condicionado
    • cortinas
  • Controlar o uso do espaço no ambiente de trabalho
    • Uso de salas de reunião
    • Aglomeração
  • Agricultura 4.0 ( Agricultura Inteligente )
    • Sistemas de irrigação
    • medição de pH do solo
  • Energias renováveis
    • Monitoração da geração de energia
    • Montoração dos equipamentos e baterias
  • Indústria 4.0
    • automação do ambiente de produção
    • manutenção preditiva de máquinas e equipamentos

As possibilidades de aplicação dos sensores e atuadores IoT, ficam restritas por nossa imaginação e necessidade.

Identificar o correto segmento do mercado, onde você possa criar algo que atenda as necessidades do cliente, é o caminho para o sucesso de sua inciativa.

Pesquise o mercado, fale com seus futuros clientes e nunca sonhe com sucesso imediato.

Quem faz o caminho é você, usando o seu conhecimento e suas habilidades !


Compartilhe sua visão sobre este assunto, pois será importante para o desenvolvimento das iniciativas IoT em nosso país.


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STEM e a importância para sua carreira



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porRicardo Jorge

STEM e a importância para sua carreira

Neste artigo sobre STEM e a importância para sua carreira, será feita uma introdução para demonstrar como esta metodologia de ensino e aprendizado ajuda sua carreira, ao mesmo tempo em que pode melhorar o progresso do país.

Com a globalização e o uso da tecnologia em nosso dia a dia, ter habilidades multidisciplinares ajuda em nossas tarefas, e ao mesmo tempo, pode proporcionar um destaque no mercado de trabalho.

Mesmo se você não trabalha diretamente com tecnologia, mas tem interesse em fazer experimentos e criar “coisas” úteis para sua vida ou comunidade ( Maker ), conhecer sobre STEM é muito importante.

O termo STEM surgiu no início de 2000 nos Estados Unidos, e significa Science, Technology, Engineering and Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Através da metodologia de ensino baseada em STEM, as disciplinas passam a ser integradas, fazendo com que o aluno perceba melhor e mais rapidamente a relação com o mundo real.

Desta maneira, o aprendizado passa a ser mais atrativo para os alunos.

Isto também ajuda no desenvolvimento do país, uma vez que melhora a competência da força de trabalho e a empregabilidade.

Um exemplo do resultado que a educação trás para uma nação, pode ser visto nos esforços feitos pela Coréia do Sul que, na década de 1970 era um país pobre, e hoje figura entre as principais potencias na área de tecnologia.

Os pricipais objetivos da metodologia STEM :

  • O desenvolvimento de uma sociedade com conhecimento atualizado e capacitação nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática
  • A formação de alunos e professores que consigam desenvolver as competências do século 21 em um ambiente escolar integrado
  • O fomento à pesquisa e desenvolvimento voltado para a inovação nas quatro disciplinas da educação STEM.

Exemplos de cursos relacionados a STEM :

  • Engenharia Aeroespacial
  • Astronomia
  • Bioquímica
  • Biologia
  • Engenheiria Química
  • Química
  • Engenharia Civil
  • Ciência da Computação
  • Engenharia Elétrica
  • Matemática
  • Engenharia Mecânica
  • Física
  • Psicologia
  • Estatistica

Por meio do STEM, os alunos desenvolvem habilidades-chave, como :

  • Solução de problemas
  • Criatividade
  • Análise crítica
  • Trabalho em equipe
  • Pensamento independente
  • Iniciativa
  • Comunicação
  • Aprendizado digital

Um exemplo da aplicação de STEM, pode ser percebido durante este período de pandemia, quando o trabalho dos cientistas, profissionais de saúde e fabricantes, destacou a importância do conhecimento, da pesquisa e do desenvolvimento da tecnologia, para o bem estar das pessoas.

E você, como avalia a importância do aprendizado STEM em sua carreira e para vida de seus filhos ?


Referências :

STEM Brasil

Educação STEM

STEM


Veja também :

Quatro tendências para IoT em 2021

IoT – coletores para todos os perfis de uso



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porRicardo Jorge

Multímetro com LoZ e a tensão fantasma

Você acabou de adquirir um multímetro, e no seletor de funções aparece uma opção “LoZ” e ficou curioso para saber qual é a relação desta função com a tensão fantasma ?

Neste artigo será feita uma introdução a função “LoZ” e a tensão fantasma.

A tensão fantasma é um efeito que pode ser muito mais comum do que parece, principalmente quando utilizamos multímetros digitais, também conhecidos como DMM – Digital Multi Meter

O que são tensões fantasmas

As tensões fantasmas ocorrem quando temos uma fiação energizada próxima a outra fiação não energizada, sendo que ambas estão dentro e próximas de um mesmo conduíte ou canaleta.

Esta condição forma um capacitor e permite o acoplamento capacitivo entre a fiação energizada e a fiação não energizada adjacente.

Ao colocar as pontas de medição do multímetro, entre o circuito aberto e o condutor neutro, você efetivamente completa o circuito por meio da entrada do multímetro.

A capacitância entre o condutor conectado a uma fase e o condutor flutuante, forma um divisor de tensão em conjunto com a impedância de entrada do multímetro.

Sendo assim, O multímetro mede e exibe o valor de tensão resultante.

A maioria dos multímetros digitais disponíveis no mercado, tem uma impedância de entrada alta o suficiente para mostrar a tensão capacitivamente acoplada, dando uma falsa impressão de um condutor vivo ( alimentado ).

O medidor está, na verdade, medindo a tensão acoplada ao condutor desconectado.

O valor da tensão fantasma poderá representar um valor até próximo ao da tensão real de um condutor conectado à fase.

Se esta tensão não for reconhecida como uma tensão fantasma, o profissional poderá investir tempo e esforço fazendo um diagnóstico desnecessário no circuito AC.

Funçao LoZ e a tensão fantasma

LoZ significa Low Impedance (Z), ou baixa impedância em português.

Este recurso apresenta uma entrada de baixa impedância para o circuito em teste.

Isso reduz a possibilidade de leituras falsas devido a tensões fantasmas e melhora a precisão ao testar para determinar a ausência ou presença de tensão.

Noções básicas de impedância

A maioria dos multímetros digitais vendidos hoje para teste de sistemas industriais, elétricos e eletrônicos tem circuitos de entrada de alta impedância maiores que 1 megohm.

Isto siginifica que, quando o DMM ( Multímetro Digital ) é colocado em um circuito para uma medição, ele terá pouco impacto no desempenho do circuito.

Este é o efeito desejado para a maioria das aplicações de medição de tensão e é especialmente importante para eletrônicos sensíveis ou circuitos de controle.

Instrumentos mais antigas, como multímetros analógicos, geralmente têm circuitos de entrada de baixa impedância em torno de 10 kilohms ou menos.

Estes instrumentos mais antigos não são “enganados” pela tensão fantasma, mas só devem ser utilizados onde a baixa impedância não afetará negativamente ou alterará o desempenho do circuito sob medição.

Através do uso da função “LoZ”, os técnicos terão mais segurança para detectar problemas em circuitos eletrônicos, bem como em circuitos que podem conter tensões fantasmas.

Considerações

É fundamental utilizarmos os recursos adequados para que nosso trabalho seja feito com qualidade e segurança.

Também precisamos conhecer as várias funções dos instrumentos que usamos, para podermos escolher a mais adequada para cada caso de uso.

Dada a variedade e complexidade dos requisitos de medição e teste encontrados na maioria das instalações atuais, é importante contar com um medidor ( multímetro ) que permita à você, optar pelo tipo adequado de impedância para sua medição.

Existem medidores no mercado com entrada de impedância dupla e automática.

Enquanto outros tem uma função “LoZ” para escolha manual.

Agora que você já sabe como utilizar a função LoZ do seu multímetro para identificar uma tensão fantasma, terá mais segurança, precisão e qualidade no seu trabalho.


Referências :

Low impedance voltage testing (LoZ)

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porRicardo Jorge

Breve história sobre a batalha das correntes – AC e DC

Faz pouco mais de um século que a batalha das correntes AC e DC aconteceu e hoje a corrente alternada ( AC ) tornou-se o método preferido de transmissão de energia em todo o mundo, mas a tecnologia DC continua presente em nossas vidas.

De fato, a eletricidade teve início como corrente contínua (DC) e o primeiro sistema de distribuição foi DC, assim como foi o primeiro sistema de transmissão de longa distância.

Em 1882, Rene Thury, um dos pioneiros da DC, desenvolveu uma linha DC entre Miesbach e Munique com tensão de 2 kV e distruida a uma distância de aproximadamente 57 km.

No início da década de 1880, Edison havia aperfeiçoado a lâmpada incandescente ou lâmpada, como é mais popularmente conhecida, mas um sistema de distribuição elétrica era necessário.

Felizmente, o primeiro dínamo comercial (gerador DC) ficou disponível na mesma época em que a lâmpada de Edison começou a se tornar popular.

Como resultado, Edison inventou ou aprimorou muitos dispositivos necessários para aquele sistema elétrico DC inicial, o que lhe rendeu muitas patentes de equipamentos DC.

Em pouco tempo, havia mais de 200 empresas de eletricidade na América do Norte usando sistemas DC e todas pagando royalties de patentes à Edison.

Com o crescimento de seu império elétrico, Edison contratou um jovem engenheiro da Europa, Nikola Tesla, para aprimorar os equipamentos usados ​​nos sistemas de distribuição DC.

Tesla melhorou o dínamo, mas também apresentou a Edison ideias inovadoras baseadas na nova tecnologia de corrente alternada (CA).

Desnecessário dizer que Edison não estava nada entusiasmado com AC e nem mesmo com Tesla.

O foco de Edson era na tecnologia DC e ocorreu a separação entre Edson e Tesla.

Com isto, Tesla começou a projetar um sistema AC completo, tendo recebido sete patentes dos EUA para motores CA polifásicos e equipamentos de transmissão de energia.

Mais ou menos nessa época, George Westinghouse entrou na batalha.

Ele acreditava na nova tecnologia AC e fechou um acordo com a Tesla para comprar as patentes de Tesla.

A guerra das correntes, como os historiadores a chamam, estava em alta.

Foi uma batalha épica entre esses dois gênios e as tecnologias de AC e DC.

Houve muita turbulência até que o sistema Westinghouse / Tesla AC foi selecionado para iluminar a Feira Mundial de Chicago de 1893.

O sistema polifásico de geração e transmissão de energia AC de Tesla custava cerca da metade do preço do sistema DC e exigia muito menos infraestrutura.

Desse ponto em diante, a maioria dos dispositivos elétricos encomendados nos EUA eram para tensões CA.

Com isto, AC tornou-se o método preferido de transmissão de energia em todo o mundo, mas a tecnologia DC nunca foi totalmente esquecida.

Desde o início, os engenheiros reconheceram que AC e DC eram tecnologias complementares em vez de tecnologias concorrentes, o que é mostrado nos esquemas de rede em malha e overgrid HVDC de hoje que estão sendo explorados atualmente.

Observação : HVDC ou CCAT em português, refere-se a Corrente Contínua em Alta Tensão que é uma forma de transmissão de energia amplamente utilizada hoje.

Referência :

Guerra das Correntes


Artigo baseado neste link


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porRicardo Jorge

Feliz 2021 repleto de oportunidades realizações paz união e saúde

Estamos deixando 2020 para trás e todos ansiamos por um 2021 muito mais feliz, repleto de oportunidades, realizações, paz, união e como nunca antes, muita, muita saúde.

Tenho certeza que 2020 será lembrado, durante muito tempo, como um ano desafiador, onde pouco do que aconteceu poderia fazer parte de nossa imaginação.

Os desafios foram inúmeros em todas as áreas, quer tenham sido, pessoais, familiares, em nossos estudos, planos de vida, profissionais e não esquecendo, na saúde de todos nós.

Foi necessário abrir mão de algumas coisas e colocar nossa criatividade em primeiro plano para vencermos os vários obstáculos e transformações que surgiram.

Cada um de nós contribuiu de alguma forma, e esta união mostrou do que somos capazes quando algo grandioso precisa ser feito e quando um grande obstáculo necessita ser transposto.

Agradeço a todos que estiveram presentes durante esta minha jornada, no impactante ano que foi 2020.

Agradeço também, a todos que de uma forma ou de outra, contribuíram para pudéssemos chegar a 2021 com nossas esperanças renovadas e confiantes em podermos vencer mais esta fase de nossas vidas.


Conheça nosso blog – uma contribuição nos tempos da pandemia


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