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porRicardo Jorge

Que 2022 seja repleto de boas novidades

O ano de 2021 foi diferente e desafiador sob vários aspectos.

Mais uma vez foi preciso buscar muita criatividade, concentração e força para seguir em frente.

Os desafios trazidos pela pandemia continuaram ainda mais intensos do que no ano anterior.

Foi necessário seguir com as novas formas de trabalho, interação social, familiar, recreação, compras, alimentação e, tudo o mais que faz parte desta nova realidade a qual fomos submetidos.

E desta maneira, muito do que estávamos acostumados a fazer até 2019, precisou ser revisto e repensado.

Cada vez mais precisamos olhar para os problemas como oportunidades e pontos de partida para a inovação e a evolução.

Reserve alguns momentos e olhe para simbologia que a imagem desta postagem trás.

Que tal imaginar um convite para construir um 2022 melhor para todos?

Aproveito também para agradecer a todos que contribuíram para minha jornada através de 2021.

Desejo que o ano de 2022 seja repleto de harmonia, solidariedade, saúde e prosperidade para todos.

Um feliz, próspero e saudável 2022!


“Biscoitos da sorte” para o Ano Novo

Comemore os finais, pois eles precedem um novo começo.

Otimismo excessivo não significa inspiração! Cuidado ao criar sua lista de decisões e desejos para o Ano Novo e logo no primeiro dia já desejar marcar tudo como concluído.

Um otimista fica acordado até a meia-noite para ver o Ano Novo chegar. Um pessimista fica acordado para garantir que o ano anterior vá embora.

Você pode encontrar inspiração por toda parte. Caso não consiga achá-la, é porque não procurou com afinco.

Suas circunstâncias atuais não definem até onde você pode ir. Elas simplesmente determinam o ponto de partida.

Embora ninguém possa voltar e fazer um novo começo, qualquer um pode começar a partir de agora e criar um novo final.


Outra publicações:

Os caminhos para Transformação Digital

Você quer ser alguém ou ninguém?

COVID-19 Dados Reflexões e Estatísticas


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Pensamentos para um Novo Ano.

porRicardo Jorge

Algumas tendências para IoT em 2022

Neste artigo sobre Algumas tendências para IoT em 2022, selecionei os pontos que tiveram mais destaque na Internet, até a data da publicação deste artigo.

Entretanto, com o dinamismo atual na implantação e pesquisa de produtos e serviços baseados em IoT e IIoT, é possível que em breve ainda mais possibilidades possam surgir.

O termo IoT, ou Internet das Coisas, refere-se a um conjunto de sensores, atuadores e softwares para conectar vários tipos de dispositivos através de uma rede de comunicação.

Esta rede pode ser a Internet ou até mesmo uma Intranet, quando os dispositivos estão dentro de uma rede privada e segregada de dados.

Estes dispositivos podem estar no ambiente residencial, empresarial ou na indústria.

No caso da indústria, utilizamos o termo IIoT para os vários dispositivos e atuadores que integram o chão de fábrica.

Vamos agora abordar algumas tendências.

Iniciativas de escritório inteligente

Com o trabalho remoto cada vez mais aceito neste cenário de pandemia, imagina-se que IoT poderá ser utilizado pelo mercado imobiliário, para agilizar, facilitar e tarifar a alocação de espaços remotos.

O uso de sistemas de monitoramento inteligente, tornará isso possível.

Rastreamento ou Acompanhamento comportamental

O monitoramento de comportamento proporcionado por IoT, oferece inúmeras vantagens para a saúde mental e segurança pessoal.

Lavar as mãos e usar máscara são exemplos de atividades que podem ser monitoradas para estabelecer um ambiente seguro.

Rastreamento de ativos e remessas

Fabricantes e empresas farmacêuticas podem compartilhar informações e se manter atualizados sobre o progresso uns dos outros por meio de dispositivos IoT, o que economizará tempo.

A monitoração de ativos também tem grande uso em hospitais para determinar a localização dos vários equipamentos móveis utilizados para diagnóstico e suporte ao paciente.

Já na indústria, pode ser usado para o acompanhamento da linha de produção e estoque.

Telemedicina e dados de localização

Os dispositivos vestíveis ou wearables junto de outros sensores IoT, ajudarão os profissionais de saúde a manter o controle dos dados do paciente em casos de doenças crônicas que requerem monitoramento contínuo.

Também, para os dados de localização, existe aplicação para monitoramento e acompanhamento de idosos.

Aumento da preocupação com a cibersegurança de IoT

Os dispositivos conectados à Internet estão crescendo exponencialmente, junto com o número de usuários e casos de uso para esses dispositivos.

Mas, à medida que essas novas soluções de IoT se desenvolvem em um ritmo tão rápido, quem está assumindo a responsabilidade de proteger os usuários e seus dispositivos contra ameaças cibernéticas?

Algumas pessoas da Área de segurança cibernética acreditam que, à medida que mais pessoas ganham acesso a dispositivos de IoT e a superfície de ataque aumenta, as próprias empresas de IoT precisarão assumir a responsabilidade pelos esforços de segurança cibernética.

Com certa regularidade, os usuários costumam baixar aplicativos em seus telefones para controlar esses dispositivos, mesmo sem ler os termos e condições de uso.

Fora isso, os usuários também fornecem senhas e dados mais confidenciais sem entender onde eles serão armazenados e como serão protegidos.

E ainda mais importante, eles estão usando dispositivos sem verificar se estes dispositivos estão recebendo atualizações de segurança.

O 5G permitirá mais possibilidades para IoT

Hiperconectividade e latência ultrabaixa são necessárias para suportar soluções de IoT bem-sucedidas.

A tecnologia 5G e sua conectividade tornará o acesso à IoT ainda mais amplo.

Atualmente, as empresas de telefonia celular e outras empresas estão trabalhando para disponibilizar a tecnologia 5G em suas áreas para dar suporte ao desenvolvimento de IoT.

Os fornecedores de tecnologia 5G acreditam que podem oferecer o melhor de dois mundos: a flexibilidade da comunicação sem fio, com a confiabilidade, desempenho e segurança de uma rede cabeada.

Segundo eles, o 5G está criando um ponto de inflexão.

Agora temos largura de banda suficiente e baixa latência para causar um impacto enorme, muito mais flexível do que uma rede com fio e ao mesmo tempo, permite um novo conjunto de casos de uso.

Demanda por gerenciamento especializado de dados IoT

Com a coleta em tempo real de milhares de pontos de dados, a estratégia de soluções de IoT concentra-se fortemente no gerenciamento de metadados sobre produtos e serviços.

Estas coletas produzem uma quantidade enorme de dados, mas nem todos os desenvolvedores e usuários de IoT começaram a otimizar e utilizar, de maneira mais ampla, os dados que agora podem acessar.

Considerando o crescimento dos dispositivos IoT por todas as partes do mundo, as empresas de tecnologia precisarão encontrar maneiras mais inteligentes de armazenar, gerenciar e analisar os dados produzidos pelos dispositivos IoT.

A maioria dos dispositivos IoT geram dados com registro de data e hora (ou séries temporais).

Com a explosão desse tipo de dado, alimentada pela necessidade de mais análises, é necessário acelerar a demanda por plataformas IoT especializadas.

Soluções IoT prontas para uso corporativo

Existe uma boa parte das empresas interessadas em investir em tecnologia IoT, mas a curva de aprendizado inicial pode ser desafiadora.

Enquanto as empresas pioneiras de IoT são forçadas a aprender à medida que avançam, muitas outras empresas estão aguardando os resultados destes aprendizados para poderem aplicar em seus negócios e casos de uso.

Alguns especialistas da Área de Nuvem e Gestão de Dados, acreditam que a próxima grande onda de adoção de IoT será em IoT empacotada ou soluções de IoT prontas para uso que oferecem funções operacionais fáceis de usar, já com análise de dados integradas.


E você? Como imagina a aplicação de IoT e IIoT para 2022?

Já tem algum projeto que possa ser colocado em prática no curto prazo?


Veja também:

IoT – segurança e integridade dos dados

Quatro tendências para IoT em 2021

Os caminhos para Transformação Digital

PROGMEM e os microcontroladores AVR

Look out for these IoT trends in 2022!

Top Internet of Things (IoT) Trends for 2022


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porRicardo Jorge

Os caminhos para Transformação Digital

Neste artigo sobre Os caminhos para Transformação Digital, será feita uma avaliação sobre as principais formas de conduzir adequadamente a Transformação Digital para que seja rápida, eficiente e duradoura.

Imagino que a maioria dos leitores já tenha ouvido falar sobre Transformação Digital muitas e muitas vezes e isso se deve a importância que este assunto tem para empresas e organizações de todos os tipos e tamanhos.

A Transformação Digital está mais perto do que você imagina! Basta olhar para os pequenos restaurantes e pizzarias que aceitavam pedido só por telefone e agora utilizam um aplicativo para Smartphone.

Aqui não serão abordadas metodologias e ferramentas porque tudo depende do perfil do seu negócio, da maturidade de seus colaboradores e, principalmente, da capacidade e urgência para investir nas ações necessárias para esta transformação.

É fácil mostrar casos de sucesso onde foram investidas enormes quantias e feita aquisição de ferramentas complexas para proporcionar os resultados mostrados para o público, o mercado e seus concorrentes.

Não importa o tamanho de sua empresa ou negócio, a transformação Digital poderá ajudar em várias frentes, proporcionando ganhos e melhorias no posicionamento de seus produtos e serviços para o mercado e, principalmente, no relacionamento com seus clientes.

Como devo iniciar a Transformação Digital?

Na maioria das vezes, o processo tem início à partir de uma visão estratégica vinda dos gestores da empresa, ou o chamado Nível “C” nas grandes corporações, que imaginam que algo pode ser melhorado através de um processo feito “digitalmente”.

Deste ponto em diante, as empresas passam então a ficar totalmente envolvidas com a intenção de transformar digitalmente seus negócios, esquecendo que muitas vezes não têm as pessoas certas para a condução e a tomada da decisão e tão pouco estão lidando com as questões adequadas para atingir seus objetivos de transformação digital.

Não basta pedir para seus colaboradores reimaginarem o que fazem, por que fazem ou como fazem.

Para iniciar este processo de transformação, você precisa estimular as conversas certas e permitir uma análise profunda sobre suas propostas de valor.

É necessário abordar as questões chaves que precisam ser respondidas objetivamente e, mais importante, desafiar as equipes internas a pensar além da transformação digital, porque apenas esta abordagem não é o suficiente.

De fato, a transformação digital é uma questão de vantagem competitiva.

Criação de experiências, produtos ou serviços que não apenas transformam negócios individuais, mas que reimaginam completamente setores inteiros.

Você pode não só transformar seu negócio, mas reinventar o setor onde atua.

Alguns exemplos que estão ao nosso redor são as Fintechs que mudaram o mercado financeiro, a explosão do e-commerce durante a pandemia e os processos de entrega (Delivery) de produtos os mais variados.

Um outro exemplo interessante sobre aplicação da Transformação Digital, são os aplicativos de transporte como Uber, 99, Lyft e vários outros.

Antes, existiam as Cooperativas de Taxistas, mas nenhuma delas conseguiu transformar o negócio onde já operavam por décadas.

Como posso conseguir esta vantagem competitiva?

Comece avaliando detalhadamente suas propostas de valor!

Uma proposta de valor é uma declaração que responde ao “por que” alguém deveria fazer negócios com você.

Ela deve ser capaz de convencer os potenciais clientes que seu serviço ou produto terá mais valor para eles do que ofertas semelhantes da concorrência

A maioria inicia sua jornada para transformação digital, esperando que a tecnologia resolva tudo.

E o resultado final é, se o que você está tentando vender não projeta um valor para seus consumidores, então nenhuma tecnologia vai resolver esse problema para você.

Uma série de empresas com variados perfis e tamanhos, estão perdendo a oportunidade de mudanças positivas.

Por vezes, imaginam que basta fazer um planejamento uma vez por ano, talvez indo para um hotel chique por alguns dias, para falarem sobre mudanças com seus colaboradores e, depois, definirem isso como uma tendência, ou algo a ser feito, para o próximo ano.

Bem, isso não funcionará e deixará sua empresa para trás.

A menos que você esteja prestando muita atenção sobre o que seus consumidores dizem sobre suas propostas de valor e tenha agilidade para responder às necessidades deles, seu projeto de transformação não terá sucesso.

O grande ponto é: com a mudança do mercado e dos hábitos dos consumidores, você tem que continuar se reinventando. Você nunca poderá ficar parado.

A realidade para a maioria das organizações é que há uma série de prioridades concorrentes em todas as Áreas, competindo pelo ciclo orçamentário.

Portanto, a verdadeira questão a ser examinada é: “estou investimento meus recursos nas áreas certas?”

O que vemos repetidamente é que as empresas que têm sucesso na criação de vantagem competitiva são aquelas que estão colocando uma alta proporção de seus investimentos em suas tecnologias de front-end, ou seja, as Áreas que são mais visíveis para o consumidor.

Claro, as tecnologias de back office são importantes, porque são a base do seu negócio.

No entanto, na maiorias das vezes não é o back office que vai gerar vantagem competitiva.

Comprar ferramentas ou desenvolver em casa?

Não importa se você é uma Startup, uma pequena empresa ou uma corporação gigante já listada na Bolsa de Valores, toda organização precisa escolher de maneira inteligente, as ferramentas a serem usadas.

Em muitos casos, uma ferramenta que já esteja no mercado será a escolha perfeita.

Nunca esqueça que a Nuvem pode ser usada não só para validar suas ideias de transformação, como depois para o ambiente de produção.

Mas lembre! Usar exatamente as mesmas ferramentas que seus concorrentes não siginifica que você terá destaque e sucesso no mercado.

Por vezes, será necessário personalizar uma ferramenta existente ou até mesmo desenvolver algo que esteja alinhado com suas necessidades e foco para o mercado.

Esta personalização, ou criação de algo próprio, poderá ser seu diferencial, trazendo flexibilidade, controle e autonomia.

É fundamental que as ferramentas escolhidas estejam alinhadas com suas estratégias de mercado e que possam alavancar sua proposta de valor.

A melhor ferramenta é aquela que faz o que você precisa, quando você precisa.

Pense grande!

Resumindo: desafie-se a pensar além da transformação digital, porque é tudo uma questão de vantagem competitiva.

Não negligencie suas propostas de valor e pense com muito cuidado sobre como você está gerenciando seus recursos financeiros, especialmente no relacionamento com seus clientes.

Em seguida, desenvolva seus recursos técnicos para mantê-lo à frente de seus concorrentes e seja ágil para garantir que você esteja sempre, sempre centrado no cliente.

Não acredite em soluções mágicas e, acima de tudo, nunca fique parado.


Literatura adicional:

Acesso o site da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e veja a publicação A Caminho da Era Digital no Brasil


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STEM e a importância para sua carreira

Can we please stop talking about ‘digital transformation’?


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porRicardo Jorge

Você quer ser alguém ou ninguém?

Este artigo sobre Você quer ser alguém ou ninguém?, é uma reflexão sobre nosso comportamento como pessoas, profissionais e cidadãos.

Não é raro ouvirmos a seguinte sequência de frases:

Alguém precisa resolver isso.

Passado algum tempo …

Ninguém ainda resolveu isso?

Bem, dentro deste cenário, fica claro que não nos posicionamos como alguém, porque, caso ninguém tenha resolvido, também não parece ser nossa atribuição resolver!

Mantido esse ciclo, quer seja na nossa vida pessoal, profissional ou como cidadão, estamos sempre delegando aos outros nosso destino e a responsabilidade de criar os melhores caminhos e possibilidades.

Precisamos nos envolver e participar mais intensamente do nosso “destino”, deixando as polarizações de lado.

Aliás, parte das polarizações ocorrem porque não percebemos claramente a diferença entre país e nação.

Não basta apenas colocarmos nossa opinião nas várias redes sociais, mas contribuirmos com atitudes positivas e concretas.

Como pessoas, olhar ao redor para entender como nossas atitudes podem influenciar de maneira positiva nossas relações e melhorar a condição de alguém que necessite de nossa ajuda e atenção.

Como profissionais, aprimorarmos nossas aptidões, sendo éticos no desenvolvimento de nossas atividades e tarefas e, contribuindo para empresas que também sejam éticas e responsáveis para com a sociedade e o meio ambiente.

E, finalmente como cidadãos, avaliarmos as melhores opções para o “destino” de nosso país e de nossa sociedade.

Afinal, será neste país e nesta sociedade, onde seremos pessoas e profissionais, criando nossos filhos e filhas, cuidando de nossas famílias e zelando por uma sociedade melhor e mais justa.

E você, gostaria de ser alguém, ou ninguém?


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O que você precisa saber sobre NFT

Indústria 4.0 aplicada na pequena indústria


Photo by Dimitar Belchev on Unsplash
porRicardo Jorge

O que você precisa saber sobre NFT

Neste artigo sobre O que você precisa saber sobre NFT, será abordado um tema que pode contribuir e até mesmo modificar a relação de pertences virtuais na Internet, ou até mesmo usado para fomentar uma iniciativa de uma Startup, gerando fundos para os desenvolvedores.

É interessante ler, Será que devo me preocupar com o metaverso? já que o assunto NFT foi comentado neste outro artigo, por existir uma certa relação entre Metaverso e NFT.

Tokens não fungíveis, ou NFTs tem gerado grande interesse nestes últimos meses de 2021.

De arte e música a tacos e papel higiênico, esses ativos digitais estão sendo vendidos como as exóticas tulipas holandesas do século 17 – algumas por milhões de dólares.

Mas os NFTs valem o dinheiro – ou o exagero?

Alguns especialistas dizem que eles são uma bolha prestes a estourar, como a mania Pontocom ou artigos colecionáveis que podem ter grande demanda em um momento e depois deixam de ser atrativos para muitas pessoas.

Outros acreditam que os NFTs vieram para ficar e que mudarão os investimentos para sempre.

O que é NFT

Um NFT é um ativo digital que representa objetos do mundo real, como arte, música, ou itens associados a jogos e vídeos.

Eles são comprados e vendidos online, frequentemente com criptomoeda, e geralmente são codificados com o mesmo software subjacente de muitos criptomoedas.

Embora existam desde 2014, os NFTs estão ganhando notoriedade agora porque estão se tornando uma forma cada vez mais popular de comprar e vender obras de arte digitais.

A incrível quantia de US $ 174 milhões foi gasta em NFTs desde novembro de 2017.

Os NFTs também são geralmente únicos, ou são poucos exemplares de uma edição muito limitada, e têm códigos de identificação exclusivos. “Essencialmente, os NFTs criam escassez digital”, diz Arry Yu, presidente do Conselho de Blockchain da Associação da Indústria de Tecnologia de Washington e diretora administrativa da Yellow Umbrella Ventures.

Isso contrasta fortemente com a maioria das criações digitais, que quase sempre são infinitas em oferta.

Hipoteticamente, diminuindo a oferta deve aumentar o valor de um determinado ativo, supondo que este ativo tenha demanda.

Mas muitos NFTs, pelo menos nestes primeiros dias, foram criações digitais que já existem de alguma forma em outros lugares, como clipes de vídeo icônicos de jogos da NBA ou versões securitizadas de arte digital que já está circulando no Instagram.

Por exemplo, o famoso artista digital Mike Winklemann, mais conhecido como “Beeple” elaborou uma composição de 5.000 desenhos diários para criar talvez o NFT mais famoso do momento, “EVERYDAYS: The First 5000 Days“, que foi vendido na Christie’s por um valor recorde de US $ 69,3 milhões.

Qualquer pessoa pode visualizar as imagens individuais – ou até mesmo todo o conjunto de imagens de forma online e gratuita.

Então, por que as pessoas estão dispostas a gastar milhões em algo que pode facilmente ser copiado através de uma capturada de tela ou mesmo através de um download?

É porque um NFT permite que o comprador possua o item original.

Não só isso, ele contém autenticação embutida, que serve como prova de propriedade.

Os colecionadores valorizam esses “direitos de se gabar digitalmente” quase mais do que o próprio item.

Qual é a diferença entre um NFT e uma criptomoeda?

NFT significa token não fungível.

Geralmente é construído usando o mesmo tipo de programação da criptomoeda, como Bitcoin ou Ethereum, mas é aí que termina a semelhança.

Dinheiro físico e criptomoedas são “fungíveis”, o que significa que podem ser negociados ou trocados entre si.

Eles também são iguais em valor – um dólar sempre vale outro dólar; um Bitcoin é sempre igual a outro Bitcoin.

A fungibilidade da criptografia a torna um meio confiável de conduzir transações no blockchain.

NFTs são diferentes.

Cada um tem uma assinatura digital que torna impossível que os NFTs sejam trocados por algo similar, ou que exista outro NFT igual (portanto, não fungíveis).

Um clipe NBA Top Shot, por exemplo, não é igual a EVERYDAYS simplesmente porque ambos são NFTs.

Assim como um clipe NBA Top Shot não é necessariamente igual a outro clipe NBA Top Shot.

Como funciona um NFT?

Os NFTs existem em um blockchain, que é um sistema público distribuído que registra as transações.

Você provavelmente está mais familiarizado com o blockchain como o processo subjacente que torna as criptomoedas possíveis.

De forma geral, os NFTs são normalmente mantidos no blockchain Ethereum, embora outros blockchains os suportem também.

Um NFT é criado ou “cunhado” a partir de objetos digitais que representam itens tangíveis e intangíveis, incluindo:

  • Arte
  • Gifs
  • Vídeos e destaques esportivos
  • Colecionáveis
  • Avatares virtuais e skins de videogame
  • Tênis de grife
  • Música

Até mesmo os tweets contam.

O co-fundador do Twitter, Jack Dorsey, vendeu seu primeiro tweet como um NFT por mais de US $ 2,9 milhões.

Essencialmente, os NFTs são como itens de colecionador físicos, mas apenas digitais.

Portanto, em vez de colocar uma pintura a óleo real na parede, o comprador obtém um arquivo digital.

Eles também têm direitos de propriedade exclusivos.

Isso mesmo: os NFTs podem ter apenas um proprietário de cada vez.

Os dados exclusivos dos NFTs facilitam a verificação de sua propriedade e a transferência de tokens entre proprietários.

O proprietário ou criador também pode armazenar informações específicas dentro deles.

Por exemplo, os artistas podem assinar sua arte, incluindo sua assinatura nos metadados de um NFT.

Para que são usados ​​os NFTs?

A tecnologia Blockchain e NFTs oferecem aos artistas e criadores de conteúdo uma oportunidade única de monetizar seus produtos.

Por exemplo, os artistas não precisam mais depender de galerias ou casas de leilão para vender sua arte.

Em vez disso, o artista pode vendê-lo diretamente ao consumidor como um NFT, o que também permite que eles fiquem com uma parte maior dos lucros.

Além disso, os artistas podem programar royalties para que recebam uma porcentagem das vendas sempre que sua arte for vendida a um novo proprietário.

Esta é uma característica atraente, pois os artistas geralmente não recebem lucros futuros após a primeira venda de sua arte.

A arte não é a única maneira de ganhar dinheiro com NFTs.

Marcas como Charmin e Taco Bell leiloaram arte temática NFT para arrecadar fundos para instituições de caridade.

Charmin apelidou sua oferta de “NFTP” (papel higiênico não fungível), e a arte NFT de Taco Bell se esgotou em minutos, com os lances mais altos chegando a 1,5 éter embrulhado (WETH) – equivalente a $ 3.723,83 no momento da redação.

Nyan Cat, um GIF de 2011 de um gato com um corpo “quadrado”, foi vendido por quase US $ 600.000 em fevereiro.

E o NBA Top Shot gerou mais de US $ 500 milhões em vendas no final de março.

Um único lance em destaque de LeBron James NFT arrecadou mais de $ 200.000.

Até mesmo celebridades como Snoop Dogg e Lindsay Lohan estão entrando na onda do NFT, lançando memórias, obras de arte e momentos únicos como NFTs securitizados.

Como comprar NFTs

Se você deseja iniciar sua própria coleção NFT, precisará adquirir alguns itens importantes.

Primeiro, você precisará obter uma carteira digital que permite armazenar NFTs e criptomoedas.

Você provavelmente precisará comprar algumas criptomoedas, como Ether, dependendo de quais moedas seu provedor de NFT aceita.

Você pode comprar cripto moeda usando um cartão de crédito em plataformas como Coinbase, Kraken, eToro e até mesmo PayPal e Robinhood agora.

Você poderá então movê-lo da corretora para a carteira de sua escolha.

Lembre de pesquisar sobre as taxas cobradas para definir qual a melhor opção.

A maioria das corretoras cobra pelo menos uma porcentagem de sua transação quando você compra criptomoeda.

Mercados NFT populares

Depois de montar sua carteira, não faltam sites NFT para fazer compras.

Atualmente, os maiores mercados NFT são:

  • OpenSea.io: esta plataforma ponto a ponto se autointitula como fornecedora de “itens digitais raros e colecionáveis”. Para começar, tudo o que você precisa fazer é criar uma conta para navegar pelas coleções NFT. Você também pode classificar as peças por volume de vendas para descobrir novos artistas.
  • Rarible: semelhante ao OpenSea, o Rarible é um mercado democrático e aberto que permite a artistas e criadores emitir e vender NFTs. Os tokens RARI emitidos na plataforma permitem que os titulares avaliem recursos como taxas e regras da comunidade.
  • Foundation: aqui, os artistas devem receber “votos positivos” ou um convite de outros criadores para postar sua arte. A exclusividade da comunidade e o custo de entrada – os artistas também devem cobrir o custo de manutenção e transferência para para “cunhar” NFTs – significa que ela pode ostentar obras de arte de alto calibre. Por exemplo, o criador do Nyan Cat, Chris Torres, vendeu o NFT na plataforma Foundation. Também pode significar preços mais altos – não necessariamente uma coisa ruim para artistas e colecionadores que buscam capitalizar, supondo que a demanda por NFTs permaneça nos níveis atuais, ou mesmo aumente com o tempo.

Embora essas plataformas e outras hospedem milhares de criadores e colecionadores de NFT, faça uma pesquisa cuidadosa antes de comprar.

Alguns artistas foram vítimas de imitadores que listaram e venderam seus trabalhos sem sua permissão.

Além disso, os processos de verificação para criadores e listagens NFT não são consistentes em todas as plataformas – alguns são mais rigorosos do que outros.

OpenSea e Rarible, por exemplo, não exigem verificação do proprietário para listagens NFT.

As proteções do comprador parecem ser escassas, na melhor das hipóteses, portanto, ao comprar NFTs, pode ser melhor manter o velho ditado em mente “caveat emptor” (cuidado comprador, ou “o risco é do comprador”).

Você deve comprar NFTs?

Só porque você pode comprar NFTs, isso não significa que você deva comprar.

Tudo depende, diz Yu.

“Os NFTs são arriscados porque seu futuro é incerto e ainda não temos muita história para julgar seu desempenho”, observa ela. “Como os NFTs são tão novos, pode valer a pena investir pequenas quantias para experimentá-los por enquanto.”

Em outras palavras, investir em NFTs é uma decisão amplamente pessoal.

Caso você possa investir, talvez seja interessante faze-lo, especialmente se uma peça for importante para você.

Mas tenha em mente que o valor de um NFT é baseado inteiramente no que outra pessoa está disposta a pagar por ele.

Portanto, a demanda impulsionará o preço, em vez de indicadores fundamentais, técnicos ou econômicos, que normalmente influenciam os preços das ações e, pelo menos, geralmente formam a base para a demanda dos investidores.

Tudo isso significa que um NFT pode ser revendido por menos do que você pagou por ele.

Ou você pode não conseguir revendê-lo se ninguém quiser.

Os NFTs também estão sujeitos a impostos sobre ganhos de capital – assim como quando você vende ações com lucro.

Uma vez que são considerados colecionáveis, no entanto, eles podem não receber as taxas preferenciais de ganhos de capital de longo prazo que as ações recebem e podem até mesmo ser tributados a uma taxa de impostos colecionáveis ​​mais alta, embora o IRS (serviço de receita do Governo Federal dos Estados Unidos) ainda não tenha decidido quais NFTs são considerados para fins fiscais.

Lembre-se de que as cripto moedas usadas para comprar o NFT também podem ser tributadas se tiverem aumentado de valor desde que você as comprou, o que significa que você pode consultar um contador ao considerar adicionar NFTs ao seu portfólio.

Sabendo isso, trate os NFTs como faria com qualquer investimento: faça sua pesquisa, entenda os riscos – incluindo o risco de perder todo seu investimento – e se decidir arriscar, prossiga com uma boa dose de cautela.


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Este artigo é uma versão. O original pode ser visto aqui


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porRicardo Jorge

Será que devo me preocupar com o metaverso?

Neste artigo sobre Será que devo me preocupar com o metaverso?, será abordado um tema que tem ganho muita visibilidade nestes últimos meses.

É importante deixar claro que metaverso, ou do inglês metaverse, deve ser encarado como:

  • Parte definição
  • Parte aspiração
  • E parte exagero.

Então, vamos começar a entender, ou melhor, avaliar o que seja metaverso.

Pode ser que você talvez tenha lido que o metaverso substituirá a Internet.

Ou ainda que talvez todos devamos morar lá.

Pode ser também que o Facebook (ou Epic, ou Roblox, ou dezenas de empresas menores) estejam tentando assumir o controle.

Ou então que tenha algo a ver com NFTs?

Explicar o que seja metaverso é difícil devido a uma razão: ele necessariamente não existe.

Em parte, é um sonho para o futuro da Internet e em parte uma maneira elegante de encapsular algumas tendências atuais em infraestrutura online, incluindo o crescimento de mundos 3D em tempo real.

Mesmo assim, vamos para a parte divertida.

Imagine por um momento os seguintes cenários:

  • Será que você começará a verificar seu feed do Facebook no Fortnite com um par de óculos de realidade aumentada?
  • Ou que seus amigos irão convidá-lo para um café da manhã cibernético em vez do café da manhã normal?

É hora de se conectar e descobrir.

Como o termo metaverso surgiu?

Neal Stephenson cunhou o termo “metaverso” em seu romance de 1992, Snow Crash, onde se referia a um mundo virtual 3D habitado por avatares de pessoas reais.

Muitas outras mídias de ficção científica incluem sistemas do tipo metaverso (alguns deles anteriores a Snow Crash).

Mas o livro de Stephenson continua sendo um dos pontos de referência mais comuns para entusiastas do metaverso, junto com o romance Ready Player One de 2011 de Ernest Cline.

O metaverso de Snow Crash é conseqüência de uma visão satírica de Stephenson de um futuro onde a América é dominada por corporações.

Já o mundo virtual do Ready Player One é simbolicamente chamado de OASIS, e Cline retrata-o como uma fonte quase utópica de escapismo em um futuro horrível.

Se, por um lado, emular os mundos virtuais de Snow Crash ou Ready Player One é deliberadamente menos assustador do que nomear esta iniciativa de tecnologia “Skynet”.

Por outro, as histórias de ficção científica podem evocar uma imagem vívida do “metaverso” sem definir como ele deveria funcionar ou por que deveria existir.

Então o que realmente é o metaverso?

Não existe uma definição universalmente aceita de um “metaverso” real, exceto talvez que seja um sucessor mais sofisticado da internet.

Os proponentes do metaverso do Vale do Silício às vezes fazem referência a uma descrição do capitalista de risco Matthew Ball ( em seu artigo Metaverse Primer ) onde ele afirma:

“O Metaverso é uma rede expansiva de mundos 3D renderizados em tempo real e persistentes e simulações que suportam a continuidade de identidade, objetos, história, pagamentos e direitos e podem ser experimentados de forma síncrona por um número efetivamente ilimitado de usuários, cada um com sua sensação pessoal de presença.”

Por outro lado o Facebook, que atualmente é a empresa de tecnologia com a maior participação no metaverso, descreve-o de forma mais simples:

“O metaverso’ é um conjunto de espaços virtuais onde você pode criar e explorar com outras pessoas que não estão no mesmo espaço físico que você.”

Existem também outras definições mais amplas relacionadas ao metaverso, como a do designer de jogos Raph Koster, que faz uma distinção entre “mundos online”, “multiversos” e “metaversos”.

Para Koster, os mundos online são espaços digitais – desde ambientes ricos em 3D até aqueles baseados em texto – focados em um tema principal.

Multiversos são “vários mundos diferentes conectados em uma rede, que não têm um tema ou conjunto de regras compartilhado”, incluindo o OASIS do Ready Player One.

E um metaverso é “um multiverso que interopera mais com o mundo real”, incorporando coisas como sobreposições de realidade aumentada, provadores de roupa com Realidade Virtual para lojas reais e até mesmo aplicativos como o Google Maps

Será que algum dia todos nós viveremos no metaverso?

Atualmente, pessoas ligadas a indústria de tecnologia que falam sobre “o metaverso” geralmente estão entusiasmadas com as plataformas digitais que incluem algumas das seguintes coisas:

  • Conjuntos de recursos que se sobrepõem a serviços da web mais antigos ou atividades do mundo real
  • Computação gráfica 3D em tempo real e avatares personalizados
  • Uma variedade de interações sociais “pessoa a pessoa” com objetivos menos competitivos e jogos orientados para estratégia.
  • Suporte para usuários criando seus próprios itens e ambientes virtuais
  • Links com sistemas econômicos externos para que as pessoas possam lucrar com bens virtuais
  • Desenvolvimento e integração com dispositivos de realidade virtual e realidade aumentada

Nota: As distinções entre VR ( Realidade Virtual ) e AR ( Realidade Aumentada ) se resumem aos dispositivos que são utilizados e à própria experiência: AR usa uma configuração do mundo real, enquanto a VR é totalmente virtual.

VR requer um dispositivo normalmente instalado em sua cabeça, enquanto AR pode ser acessado com um smartphone.

A Realidade Aumentada aprimora o mundo virtual e real, enquanto a Realidade Virtual apenas aprimora a realidade ficcional.

Mas no contexto atual, “o metaverso” sem dúvida não é um conjunto fixo de atributos.

É um termo ambicioso para um mundo digital do futuro que parece mais tangivelmente conectado com nossas vidas e corpos reais.

O Fortinite ou Facebook Horizon são o metaverso, ou o metaverso é a soma de tudo isso?

Pessoas como Tim Sweeney (CEO da editora Fortnite Epic) e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, costumam dizer que estão apenas construindo uma parte de um metaverso interconectado maior, semelhante a uma rede social individual na internet atual.

“O metaverso não é um produto único que uma empresa pode construir sozinha. Assim como a internet, o metaverso existe, esteja o Facebook lá ou não ”, diz um comunicado recente do Facebook.

Mas, informalmente, “metaverso” também é usado para descrever uma única plataforma que atende aos critérios listados acima.

Second Life, um mundo virtual que não é um jogo tradicional, é frequentemente descrito como um metaverso.

Sweeney descreveu a experiência do usuário de Fortnite como um metaverso porque é um espaço 3D virtual que mistura elementos de jogo e não de jogo.

David Baszucki, CEO da Roblox, observa modestamente que “algumas pessoas se referem ao que estamos construindo como o Metaverso”.

Se você gosta da definição de “multiverso” de Koster, também existem vários multiversos autônomos.

O Minecraft da Microsoft tem menos atenção atualmente do que o Roblox, mas permite atividades semelhantes por meio de modificações de características do jogo.

O mesmo acontece com serviços para dispositivos móveis, como o The Sandbox, que também incorpora uma economia complexa baseada em criptomoedas.

Qual a relação do metaverso com NFTs?

Mais detalhes sobre a definição de NFT podem ser vistos neste outro artigo.

De uma maneira simples, NFTs são uma forma de registrar quem possui um bem virtual específico, criar e transferir bens virtuais é uma grande parte do metaverso, portanto, NFTs são uma arquitetura financeira potencialmente útil para o metaverso.

Ou em termos mais práticos: se você comprar uma camisa virtual na plataforma A do metaverso, os NFTs podem criar um recibo permanente e permitir que você resgate a mesma camisa nas plataformas B a Z do metaverso.

Muitos designers de NFT estão vendendo avatares colecionáveis ​​como CryptoPunks, Cool Cats e Bored Apes, às vezes por quantias astronômicas.

No momento, essas são principalmente arte 2D usada como fotos de perfil de mídia social.

Mas já estamos vendo algum cruzamento com serviços do estilo “metaverso”.

A empresa Polygonal Mind, por exemplo, está construindo um sistema chamado CryptoAvatars, que permite às pessoas comprarem avatares 3D como NFTs e usá-los em vários mundos virtuais.


E você ? Qual sua opinião sobre o metaverso?

Será que substituirá a Internet como a conhecemos, ou será apenas mais um serviço da própria Internet atual?

Deixe seus comentários aqui no Blog.


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PROGMEM e os microcontroladores AVR

Neste artigo sobre PROGMEM e os microcontroladores AVR, será abordado o uso de PROGMEM, que é um grande aliado quando necessitamos melhor utilizar a memória RAM de nossos microcontroladores usados em diversos projetos recreativos, IoT, Indústria 4.0 e muito mais.

É importante lembrar que arduino é uma das mais conhecidas e utilizadas plataformas de desenvolvimento / prototipagem de hardware, fazendo dele um excelente representante dos microcontroladores AVR.

Existem outros artigos em nosso Blog falando sobre arduino e alguns de seus usos :

O que é PROGMEN?

A palavra-chave PROGMEM é um modificador de variável, que informa ao compilador para “manter esta variável na memória flash”, ao invés de carregá-la na SRAM.

O PROGMEM é útil para placas arduino que têm SRAM limitada, mas muitos usuários do arduino e até mesmo alguns desenvolvedores de bibliotecas não o usam.

Com certeza, se você estiver desenvolvendo algum sistema IoT ou sensores mais complexos com display LCD, mais cedo ou mais tarde, notará o uso da SRAM em seu projeto.

E logo fará a seguinte pergunta: Porque um sketch de 100 linhas usou grande parte dos preciosos 2.048 bytes de SRAM do arduino Uno?

Arquitetura Harvard versus Von Neumann

Antes de falarmos sobre o que é PROGMEM e o que ele faz, precisamos entender duas arquiteturas básicas no projeto de microprocessadores.

Primeiro precisamos entender que para um programa ser executado em seu computador pessoal (Mac, Windows ou Linux), ele precisará estar armazenado em algum tipo de mídia, como o disco rígido por exemplo.

E que antes que este programa entre em execução, ele será copiado do disco rígido para a memória RAM.

Após o programa ser carregado na memória RAM e entrar em execução, poderá declarar variáveis ​​e estruturas de dados que usarão ainda mais RAM.

Quando você termina de usar o programa, alguns dos dados talvez sejam salvos no disco rígido, mas toda a cópia do programa e de suas variáveis que estavam na RAM, serão liberadas e assim a memória ficará livre para o próximo programa a ser usado.

Considerando a arquitetura de um microprocessador de computador, essa abordagem é denominada de arquitetura de Von Neumann, onde o código e os dados existem no mesmo espaço de endereços na RAM.

A maioria das placas Arduíno usa microcontroladores baseados na arquitetura AVR.

Muitos AVRs têm quantidade limitada de RAM estática (SRAM), mas podem ter mais espaço disponível na memória Flash.

Por exemplo, o arduino Uno tem SRAM de apenas 2.048 bytes e 32.728 bytes de memória Flash.

O AVR é ​​um processador de arquitetura Harvard, amplamente utilizado para projetos de microcontroladores (MCU), em que a memória do programa é separada da memória de dados.

Para MCUs com arquitetura Hardvard, o programa é executado diretamente da memória de programa (memória Flash), mas todas as variáveis ​​e dados são carregados na SRAM.

Muitas das variáveis, como as mensagens a serem exibidas, não precisam ser carregadas na SRAM porque embora sejam definidas como uma variável do tipo string, o conteúdo desta string nunca mudará.

O problema é agravado pelo fato de que a maioria das linguagens de programação, C e C++, não foram projetadas para arquiteturas Harvard, mas sim, para arquitetura Von Neumann como seu computador pessoal, onde código e dados existem no mesmo espaço de endereço.

Através do PROGMEM você pode otimizar o uso da memória RAM em seus projetos.

Arquitetura Harvard pode significar coisas diferentes

O termo “arquitetura Harvard” pode significar coisas diferentes para diferentes processadores ou MCUs: tome os chips ARM como exemplo, eles têm arquitetura de “barramento” Harvard, o que significa que os acessos de código e dados podem acontecer ao mesmo tempo.

No entanto, o espaço de memória é unificado, o que significa que tanto a instrução quanto os dados compartilham o mesmo espaço de memória.

Isso é diferente da arquitetura de memória Harvard usada em MCU baseado em AVR ou outros MCUs de 8 bits, como 8051, Pic, etc, que têm espaços de memória separados para código e dados.

A arquitetura Harvard também pode ser usada para especificar designs de cache.

O cache de nível 1 em processadores ARM são normalmente Harvard, ou seja, cache de código e dados estão separados.

Armazenando dados na área de código

Isso significa que qualquer compilador para um processador de arquitetura Harvard, como o AVR, deve usar outros meios para operar com espaços de endereço separados.

O arduino usa uma variação do compilador GCC para compilar o código em códigos AVR.

O atributo PROGMEM que você vê no arduino veio do avr-libc, que faz parte do conjunto de ferramentas AVR.

A biblioteca avr-libc fornece uma macro simples denominada PROGMEM que é definida como um atributo para dizer ao compilador GCC para fazer algo especial sobre as variáveis ​​que têm o atributo PROGMEM.

A macro PROGMEM é definida no arquivo de cabeçalho do sistema e foi compilada junto com o arduino Core e, portanto, disponível para ser usada por todos os usuários do arduino.

Resumo

Em resumo, as macros e funções usadas para recuperar dados da Área de Código “consomem” código adicional para carregar os dados que estão nesta área.

Isso aumenta um pouco o tamanho do código na memória Flash e usa ciclos adicionais que aumentam um pouco o tempo de execução do programa.

De forma geral, considerando o pouco espaço de SRAM existente no Arduíno Uno (2kB SRAM) ou ATtiny85 (512 bytes SRAM), o benefício de usar PROGMEM freqüentemente supera o aumento no tempo de execução e o uso adicional da memória Flash.


Este artigo foi baseado nesta excelente postagem.


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porRicardo Jorge

História do Controlador Lógico Programável

Neste artigo sobre História do Controlador Lógico Programável – CLP, veremos a trajetória deste componente vital para toda indústria e fundamental para implantação da Indústria 4.0.

Um controlador lógico programável (PLC em inglês ou CLP em português) é um equipamento projetado para controlar, via um microcontrolador ou até mesmo um computador, os processos em um ambiente industrial.

Um CLP está sempre monitorando um conjunto específico de entradas e, em seguida, tomando decisões para alterar o que os dispositivos de saída farão. Neste artigo, daremos uma olhada na história do CLP.

Os CLPs são comumente usados ​​para monitorar motores ou máquinas e, são a base de um sistema de manutenção preditiva.

A manutenção preditiva permite que uma empresa de manufatura identifique possíveis falhas antes que causem grandes problemas ou resultem em um tempo de inatividade significativo.

Antes do controlador programável

Antes do CLP, a única maneira de controlar as máquinas era por meio do uso de relés.

Os relés funcionam utilizando uma bobina que, quando energizada, cria uma força magnética para colocar a chave na posição ON ( Ligado ) ou OFF ( Desligado ).

Quando o relé é desenergizado, a chave libera e retorna o dispositivo à sua posição padrão LIGADO ( NF ou NC ) ou DESLIGADO ( NA ou NO ).

Então, por exemplo, para controlar se um motor estará LIGADO ou DESLIGADO, basta conectar um relé entre a fonte de alimentação e o motor.

Assim seria possível controlar quando o motor está recebendo energia, energizando ou desenergizando o relé.

Este tipo de relé é conhecido como relé de potência ( chave contatora ou contator ).

Pode haver vários motores em uma fábrica que precisam ser controlados, então o que você faz? Você adiciona muitos relés para fazer o controle de energia.

Assim, as fábricas começaram a acumular gabinetes elétricos cheios de relés.

Mas espere, o que liga e desliga as bobinas dos relés de energia ? Normalmente são relés menores, também conhecidos como relés auxiliares.

Agora começou a ficar claro como era feito o controle antes dos CLPs e as vantagens no uso de um CLP na indústria.

A história do CLP

Em 1969, Dick Morley administrava um pequeno negócio em uma garagem e, por acaso, construiu o primeiro CLP.

Ele humildemente declara: “Estávamos construindo e não sabíamos que estávamos construindo”.

No início, Morley disse que as empresas automotivas queriam comprar o CLP por um preço cada vez menor.

Embora Morley estivesse cético quanto à viabilidade do negócio a longo prazo, um colega o convenceu a aceitar o negócio, já que o dinheiro real a ser ganho com o CLP seria no reparo e manutenção de sistemas depois de implementados.

Quatro anos depois, em 1973, Michael Greenberg projetou o primeiro CLP comercialmente bem-sucedido, que foi posteriormente desenvolvido pela Modicon para substituir a tecnologia baseada em relé para a General Motors e Landis.

Os CLPs usam lógica ladder e essencialmente trazem à vida relés físicos, temporizadores e conexões com fio.

Ao eliminar a necessidade de religamento e novo hardware para cada configuração lógica adicional, os CLPs aumentaram drasticamente a funcionalidade dos controles sem aumentar o espaço físico necessário para hardware e equipamentos adicionais.

No entanto, os CLPs originais tinham pouca capacidade de memória, não podiam lidar com entradas e saídas externas e precisavam de terminais proprietários para sua programação.

Na década de 1980, a tecnologia CLP havia feito grandes avanços.

Neste ponto, o software baseado em PC pode lidar com os requisitos de programação, a velocidade de processamento foi bastante aumentada e novos recursos estavam agora disponíveis.

Os CLPs continuaram a adicionar novos desenvolvimentos quase continuamente desde então.

Em 2001, a empresa de pesquisa de mercado ARC criou o termo controlador de automação programável ( Programmable Automation Controller – PAC em inglês) para descrever um CLP altamente avançado que incorpora software baseado em PC, interface homem-máquina (IHM ou HMI em inglês) e gerenciamento sofisticado de ativos.

À medida que essa tecnologia decolou, principalmente em organizações maiores, alguns especialistas previram a morte dos sistemas CLP antiquados.

No entanto, de acordo com a Frost & Sullivan, o mercado global de CLPs cresceu nos últimos anos.

À medida que as organizações de pequeno e médio porte buscam expandir seus mercados, os CLPs continuarão a desempenhar um papel crítico em ajudá-los a impulsionar esse crescimento.

O que um CLP faz?

As tarefas de um CLP mudaram significativamente desde seu advento em 1969.

Essencialmente, um CLP é um sistema de controle que é usado na fabricação e em outras aplicações industriais.

Seu trabalho é monitorar continuamente entradas específicas, executá-las por meio de um sistema de computador e, em seguida, gerar as saídas corretas para um processo específico.

Linhas de produção, máquinas industriais ou processos de fabricação são freqüentemente melhorados e mais eficientes com a ajuda de um CLP.

Esses sistemas são projetados para ajudar a alterar ou duplicar uma determinada operação ou processo de manufatura, ao mesmo tempo em que reúne e compartilha informações críticas para ajudar as empresas a tomarem decisões mais inteligentes.

A maioria dos sistemas CLP são modulares, o que significa que você pode personalizar os tipos de dispositivos de entrada, como sensores, bem como a forma como os dados são compartilhados no lado da saída para melhor se adequar ao seu negócio.


A norma IEC 6131-1

A norma IEC 6131-1 define as informações gerais dos controladores programáveis.

Está norma se aplica a qualquer produto que exerça função de um PLCs e os periféricos associados.

Dentro destes aspectos, a IEC 61131-3 define cinco linguagens de programação:

É comum em alguns ambientes de programação que atendem à IEC 61131-3, a presença de uma sexta linguagem de programação, conhecida como CFC (do inglês Continuous Function Chart) que não faz parte das definições da norma.

Conclusão

A tecnologia CLP tem uma longa história dentro das industrias, fornecendo uma ferramenta inovadora que tem ajudado as empresas a se tornarem mais eficientes no gerenciamento de seus equipamentos, processos e sistemas ao longo dos anos.

À medida que a tecnologia avançou, ferramentas complementares evoluíram, permitindo que as empresas expandissem o uso e as aplicações do CLP em toda a instalação.

Enquanto as empresas de pequeno e médio porte continuam a competir no mercado global, elas aumentarão o uso do CLPs e tecnologias relacionadas para crescer e prosperar no futuro.

Os CLPs atuais também podem ser considerados partes do ecossistema IoT e IIoT, podendo ser poderosos aliados na gestão do chão de fábrica.


Este artigo foi baseado no conteúdo de outros 2 artigos : artigo_1 e artigo_2


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porRicardo Jorge

Indústria 4.0 aplicada na pequena indústria

Neste artigo sobre Indústria 4.0 aplicada na pequena indústria, será feita uma reflexão sobre como aplicar as metodologias e oportunidades da Indústria 4.0 nas pequenas empresas / indústrias brasileiras.

Para iniciar, é necessário definir o que seja uma pequena empresa.

Para o BNDES, a classificação é feita da seguinte forma :

CLASSIFICAÇÃORECEITA OPERACIONAL BRUTA ANUAL OU RENDA ANUAL
MicroempresaMenor ou igual a R$ 360 mil
Pequena empresaMaior que R$ 360 mil e menor ou igual a R$ 4,8 milhões
Média empresaMaior que R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões
Grande empresaMaior que R$ 300 milhões
Fonte – BNDES

Outras referências sobre classificação dos pequenos negócios podem ser encontradas abaixo :

Como podemos observar, sequer a definição do que seja um pequeno negócio, empresa ou indústria, é facilmente encontrada na literatura e nos vários órgãos especializados sobre o tema.

De qualquer forma, todos sabemos que são as pequenas empresas que mais empregam trabalhadores.

Mesmo assim, poucas ações e opções de automação e modernização são ofertadas para este segmento.

Sempre que posso, participo de apresentações e debates sobre Indústria 4.0, IoT e IIoT.

Na maioria destas apresentações são mostradas fotos e até vídeos de chão de fábrica, que mais parecem um centro cirúrgico de tão organizadas e limpas que são, além de possuírem inúmeras telas para monitoração e robôs que transportam peças pelos vários estágios da linha de produção.

chão de fábrica é o local onde ficam os funcionários e as máquinas de uma indústria.

Sem dúvida, toda esta tecnologia é importante e desejável para Indústria 4.0, mas também é uma realidade um pouco distante para muitas das pequenas indústrias.

Na minha visão, o mercado tem várias e excelentes opções de IoT e IIoT para quem possa investir uma boa quantidade de recursos financeiros e também de tempo para implementação,

Já para os pequenos, a automação seria uma forma de melhorar a competitividade através da redução inicial de custos, mas de uma maneira bem gradual e que se possível, pudesse ser implementada nos equipamentos existentes.

Uma espécie de retrofit !

A pequena indústria não é vista e percebida de uma forma adequada, nas ações da Indústria 4.0

Recentemente um cliente solicitou o desenvolvimento de um software, ou melhor, um firmware para um CLP que pudesse ser amplamente utilizado na indústria para sistemas de ar comprimido.

Os objetivos, de certa forma, são ambiciosos :

  • Simplicidade na configuração e operação
  • Facilidade na obtenção e interpretação dos dados sobre a operação do CLP
  • Acesso remoto, utilizando Modbus RTU na primeira versão deste produto
    • Este acesso poderá ser interno a empresa e / ou compartilhado com a Assistência Técnica
  • Capacidade de histórico para determinar melhorias no ambiente produtivo
    • Possível redução no consumo de energia
    • Previsibilidade nos ciclos de manutenção preventiva
    • Utilização dos históricos na manutenção corretiva

Ações tais como conectar uma IHM touch a um CLP, podem trazer mais custo do que valor para a solução

Principalmente para a pequena indústria, é preciso agregar o máximo de valor na solução a ser ofertada, permitindo que este valor seja revertido em reinvestimento e conhecimento do ambiente produtivo.

Ações que apenas alteram a forma de interação do Operador com a máquina, não costumam agregar o valor necessário e desejado pelo negócio.

Um exemplo seria a substituição de um processo de partida Estrela-Triângulo por um Soft Starter ou até mesmo passar a utilizar um Inversor de Frequência.

O investimento em uma modificação deste tipo poderá refletir em economia, caso seja feita uma análise do comportamento do motor naquele equipamento.

Perguntas como :

  • Quantas vezes o motor parte por dia / hora ?
  • Por quanto tempo o motor fica ligado após cada partida ?
  • Por quanto tempo o motor fica em carga ?
  • Existe algum motor com comportamento muito diferente dos demais ?
    • É possível usar os resultados dos demais motores como linha de base ?
  • Existem problemas na minha rede elétrica interna ?
    • Meu Fator de Potência ( FP ) está correto / preciso corrigir ?

Com estas respostas, ou pelo menos parte delas, fica muito mais fácil e seguro tomar uma decisão de investimento.

Então, ao invés de instalarmos apenas uma interface bonita e talvez amigável, precisamos disponibilizar respostas para a empresa definir suas estratégias.

Permitir a coleta centralizada dos dados dos vários CLPs instalados no chão de fábrica, ao invés de forçar o Operador a ir até onde cada equipamento esteja, gera melhoria na qualidade e na segurança da operação.

Entretanto, caso seja necessário, é possível instalar uma IHM touch neste CLP.

Embora o projeto ainda esteja em fase de testes, vários pontos abordados aqui já estão operacionais.


E você que administra ou trabalha na indústria, como tem conduzido suas iniciativas para a indústria 4.0 ?

Já buscou algum sistema para automação e modernização no mercado, mas não encontrou o que precisava ?

Deixe aqui seu comentário e contribua para a melhoria da Indústria 4.0 em nosso país.

Viabilizando de forma consistente a entrada da pequena e média indústria na era da Indústria 4.0, o país cria novas oportunidades de negócios e empregos em varias frentes.


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porRicardo Jorge

Backup – fazer reter recuperar e descartar

Neste artigo sobre Backup – fazer reter recuperar e descartar, serão abordados aspectos importantes sobre a metodologia e uso do backup.

Não serão abordadas ferramentas para backup e recuperação, porque existem inúmeras delas no mercado e cada usuário e empresa utiliza aquela que melhor se adéqua em preço e características para seu caso de uso.

Independente da ferramenta, a maioria dos usuários imagina que fazendo um backup, estará seguro para todo o sempre.

Os procedimento de backup não devem ter foco exclusivo em salvar os dados, mas em poder recuperá-los de forma rápida e segura quando for necessário.

Sim, o backup é importante, mas ter uma forma segura e consistente para recuperar os dados e as informações é muito diferente de apenas fazer uma recuperação dos dados salvos.

E porque isto acontece ?

Porque os dados armazenados nos backups, dependem de algum tipo de aplicativo para serem utilizados, além das mídias que suportam estes backups.

Casos como arquivos de texto, planilhas e apresentações, são mais fáceis de serem contornados, mas mesmo assim, estes arquivos podem depender de alguma versão ou configuração específica do aplicativo onde foram criados e que agora precisam existir para podermos ter acesso ao dado recém recuperado.

Quando falamos sobre recuperar dados de um Banco de Dados, a versão do Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados ( SGBD ) é o primeiro ponto a ser avaliado antes de uma tentativa de recuperação. Para estes caso, é sempre melhor utilizar a própria ferramenta do SGBD, para fazer a salva e a recuperação dos dados.

Conforme a idade do backup, ou o tempo desde que esta cópia de segurança foi feita, pode ser que o aplicativo já tenha mudado de versão ou até que o computador já não tenha mais o sistema operacional onde aquele aplicativo possa ser executado.

Pode ser impossível recuperar as informações de um backup muito antigo !

O outro lado de um backup muito antigo é que os dados a serem recuperados causarão a perda dos dados atuais.

Esta perda não é só devida ao fato dos dados serem sobrescritos, mas também pelo fato dos dados antigos já não fazerem mais sentido para o momento.

Isto ocorre por mudanças de legislação, onde os dados tinham uma certa quantidade de informações e a estrutura atual exige mais / outros campos, ou ainda sistemas externos, como órgãos públicos, que necessitam receber os dados em um determinado formato, que é diferente daquele salvo no backup antigo.

É fundamental considerar as mídias onde os backups foram salvos !

Backups antigos também podem ter sido salvos em mídias que terão dificuldade ou até mesmo impossibilidade de acesso no futuro.

Lembrando que este “futuro”, pode ser nosso presente, caso o backup tenha sido feito a 5 ou mais anos atrás.

Estas dificuldades podem ser de vários níveis, como :

  • Formato dos dados, caso tenha sido usada alguma ferramenta proprietária para salvar os dados.
    • Podemos ficar encantados com alguma facilidade proporcionada por um produto e / ou fabricante específico, mas é importante entender se esta forma de armazenar os dados, permitirá sua recuperação no momento necessário.
  • A mídia física onde os dados foram salvos. Exemplos : CD, DVD, discos de 5 1/4 e 3 1/2, fitas para backup
    • No caso dos CDs e DVDs, muitos computadores já são vendidos sem estas unidades
    • Para as fitas, o tempo e a forma de armazenamento podem criar danos irreparáveis
  • Mesmo no caso dos USB, temos visto várias mudanças como : USB-2, USB-3 e mais recente USB-C
    • Isto serve tanto para os Pen Drive como para os HDs externos tão populares para backup.

Não basta ter uma única cópia dos dados

Quando levamos um backup a sério, devemos ter em mente que muitas situações podem ocorrer com os dados salvos e com a mídias onde salvamos estes dados.

Uma forma muito usada para preservar seus backups é a regra 3-2-1.

A regra 3-2-1 pode ajudar muito, pois afirma que deve haver pelo menos 3 cópias dos dados, armazenados em 2 tipos diferentes de mídia de armazenamento, e uma cópia deve ser mantida fora do local, em um local remoto.

Este local remoto pode variar muito, e devemos considerar a facilidade de acesso e o custo para hospedagem.

Com o aumento de invasões e sequestros de dados, ter cópias que não possam ser acessadas de maneira remota pelos hackers, pode ser uma boa opção para proteção adicional.

Para backup em fita, existem empresas especializadas em buscar e devolver as fitas utilizadas, sendo que as fitas ficam em local próprio para seu armazenamento, considerando temperatura, umidade e segurança física.

Hoje existe cada vez mais a facilidade de armazenamento em Nuvem, que deve ser considerado dependendo do volume dos dados e da frequência na qual se deseja acessar estes backups.

O armazenamento em Nuvem pode apresentar custos para envio e recuperação dos dados, assim como pelo tempo de retenção e também pelo volume armazenado.

Também vale lembrar que, para enviar e recuperar os dados que estão na Nuvem, você precisará de um acesso Internet que precisará estar disponível e ser confiável no momento crítico de uma recuperação.

No geral, o descarte do backup é uma decisão do negócio e uma política da empresa e do setor onde esta empresa atua

Quando pensamos em ambientes corporativos, deve existir algum procedimento que defina o momento do descarte dos dados armazenados nos vários backups e arquivamentos já feitos.

Existem inúmeras regras e legislações que precisam ser consideradas para um descarte.

No lado da retenção dos dados, uma opção é criar processos de archiving ( arquivamento ), para aliviar os backups com dados mais recentes.

Cada setor da indústria terá diferentes regras para arquivamento e política de retenção.

Isto definirá quais dados estarão em meios que sejam mais ou menos rápidos para consulta e recuperação.

Esta definição também tem relação com os custos para o armazenamento destes dados.

Backup não é algo que você só faz quando tem tempo !

Por fim, todos sabemos que um backup pode ser demorado e consumir tempo, mas é algo que deve ser tratado com seriedade.

Planejar com cuidado e prever os vários usos e necessidades para uma restauração, definirá boa parte de suas rotinas de backup e também como e onde armazenar seus dados.


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